CIÊNCIA

00h. Novo sismo de magnitude 4,9 atinge Aragua, na Venezuela


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Notícias da meia-noite com Ricardo Lopes. Ricardo, a Venezuela voltou a tremer. Um novo sismo de magnitude 4.9 foi sentido no país.
O epicentro foi a cerca de 80 km de Caracas, na região de Aragua, a uma profundidade de 35 km. A agência Reuters afirma que o abalo foi também sentido em Caracas. Este novo abalo acontece depois dos dois fortes sismos de magnitude superior a 7 que abalaram a Venezuela no dia de ontem. Desde então, foram registadas várias réplicas. Ontem, o presidente da Assembleia Nacional do país falava em quase 140 réplicas desde os primeiros abalos. Há então a registrar esta noite este novo sismo de 4,9. Contamos atualizar também as informações em relação a este novo sismo nos próximos noticiários.
Vamos continuar com a política nacional. José Luís Carneiro exige uma resposta mais forte dos mecanismos de proteção civil europeus e portugueses face à catástrofe na Venezuela.
O secretário-geral socialista apela aos líderes europeus que coordenem uma melhor resposta do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, considera os apoios à Venezuela insuficientes até agora e apela a Luís Montenegro para liderar esses esforços.
Eu queria, como líder do Partido Socialista Português, interpelar as consciências dos líderes europeus, particularmente de quem tem as responsabilidades de proteção civil no quadro da União Europeia, para que procurem mobilizar uma resposta coordenada do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. E queria aqui, em Portugal, apelar ao primeiro-ministro para que ele próprio lidere esta operação, para que ele próprio coordene esta operação.
Nesta entrevista dada à Sic Notícias, José Luís Carneiro falou também de temas da política nacional, concretamente sobre as declarações da ministra do Trabalho, que disse, em entrevista ao Observador, que continua urgente uma reforma laboral. O líder socialista acredita que Maria do Rosário Palma Ramalho fez uma provocação em várias frentes.
Vi nas declarações da ministra do Trabalho uma provocação não apenas aos responsáveis políticos máximos, entre os quais os próprios responsáveis máximos da AD, porque foram declarações ao arrepio e ao contrário daquilo que tinha sido afirmado pelo próprio líder parlamentar e daquilo que foi dito pelo próprio primeiro-ministro. Eu vi essas declarações como uma provocação aos parceiros sociais, como uma provocação àqueles que votaram contra na Assembleia da República e uma provocação aos trabalhadores.
Declarações de José Luís Carneiro à Sic Notícias.
E são já 920 as vítimas mortais confirmadas na sequência dos dois sismos na Venezuela. Entre as vítimas, há 28 portugueses e lusodescendentes.
Um número atualizado esta tarde pelo presidente da Assembleia Nacional Venezuelana. Ao início da tarde de hoje, dava-se conta de 600 vítimas mortais. Foram, entretanto, confirmadas mais de 200, já vão em 920. Há também mais de 3300 feridos. Entre os mortos, estão 28 portugueses e lusodescendentes. O novo ponto de situação foi feito há algumas horas, ao final da tarde, pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.
Acabamos de receber essa informação dos nossos serviços na Venezuela de que o número de mortos, de portugueses e lusodescendentes, que é de 28 neste momento e 85 que estão incontatáveis, desaparecidos.
Em vários locais da Venezuela?
Com certeza, há sítios mais críticos, mas são em vários locais onde o sismo foi mais forte.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que falava aos jornalistas na base aérea de Beja, de onde já partiram os dois aviões da Força Aérea Portuguesa, que transportam para a Venezuela um total de 64 pessoas e cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária.
E cerca de 100 pessoas manifestaram-se hoje no Porto. Estão contra a transferência da sala de consumo assistido para o Bairro do Aleixo.
E, portanto, exigem à Câmara Municipal do Porto políticas inclusivas e a dispersão desta assistência pela cidade. Miguel Pinheiro Correia.
A sala de consumo assistido funciona desde 2022 no Bairro da Pasteleira, mas o atual executivo da Câmara Municipal do Porto quer transferi-la para aumentar a capacidade de resposta. Ora, esta decisão não foi bem recebida pelos moradores da zona do antigo bairro, que criticam a falta de documentos para decidir ou para suportar esta transferência, como dá conta um dos líderes deste movimento.
Estamos a pedir à Câmara: “Então deem-nos a documentação que há, mas que suporte a transferência e que diga objetivamente que o Aleixo é o melhor local”. Isso não existe. A Câmara não nos deu. Se não deu, é porque não tem. E foi precisamente isso que nós pedimos ontem aos deputados, que peçam à autarquia estudos públicos, que tornem públicos, mas os estudos. E até hoje não há.
Alberto Baldac, um dos primeiros a subscrever uma petição contra esta transferência da sala de consumo e que, entretanto, já reuniu mais de 1600 assinaturas. Um dia depois de Alberto Baldac ter sido recebido pelos deputados na Assembleia da República, o líder do movimento apresentou hoje um documento ao presidente da Junta de Freguesia.
Da parte da Junta de Freguesia, nós vamos continuar a estar atentos ao que se passa. Vamos pedir reforço policial, vamos querer aumento também da videovigilância. Percebemos as preocupações que as pessoas têm, obviamente que tudo faremos para acionar os meios que são necessários para responder a estes novos desafios.
Pedro Jorge Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Lordelo do Ouro, que deu esta transferência da sala como adquirida, apesar dos apelos em sentido contrário dos moradores da zona do Aleixo.
A minha vida toda, desde que nasci até há seis anos atrás, foi com droga e com este flagelo, com este impacto todo. Não é justo que esta zona outra vez seja massacrada com isso e com mais um centro por noite. É completamente injusto.
Ouvíamos a discussão de um morador com o presidente da Junta de Freguesia, naquele que foi o único momento mais conturbado desta manifestação, que reuniu dezenas de pessoas contra a transferência da sala de consumo assistido para o Aleixo.
Um trabalho do jornalista Miguel Pinheiro Correia, que esteve a acompanhar este protesto no Porto, organizado pelo movimento cívico Porto Cidade Responsável.
E os Estados Unidos atacaram esta noite alvos iranianos no Estreito de Ormuz. Entretanto, o Irão já ameaçou retaliar.
Segundo Donald Trump, os ataques dos Estados Unidos são já de retaliação. Isto depois do ataque atribuído ao Irão contra um navio comercial de Omã, que seguia no estreito de Ormuz no dia de ontem. Donald Trump ameaçou numa entrevista dada à CBS News e poucos minutos depois concretizou-se este ataque norte-americano. A agência Reuters diz que foram ouvidas várias explosões no sul do Irão, pouco tempo depois do presidente dos Estados Unidos ter admitido um ataque contra o regime iraniano. Entretanto, os Estados Unidos confirmaram no comunicado emitido pelo comando central do país que atacaram armazéns de mísseis e drones iranianos para responder a uma agressão injustificada. O Irão também não demorou a reagir. A Guarda Revolucionária do Irão garante que vai retaliar os ataques norte-americanos de forma rápida e decisiva.
Isto num dia em que o Líbano e Israel assinaram um acordo trilateral com os Estados Unidos. O documento prevê a retirada parcial das Forças de Defesa de Israel do sul do Líbano.
Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, classifica este acordo como o início do início. O chefe da diplomacia dos Estados Unidos reconhece que, apesar de muito trabalho pela frente, o acordo é o primeiro passo, que por vezes é o mais difícil. Aqui estou a citar o secretário de Estado norte-americano, de acordo também com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a retirada das tropas centra-se apenas em duas áreas fora daquilo que é considerado a linha amarela. No entanto, as forças de Israel vão continuar a operar nas restantes áreas do sul do Líbano. Benjamin Netanyahu diz que este acordo de entendimento é um golpe para o Irão.
Tempo ainda para falarmos da Seleção Nacional, Ricardo, que tem amanhã a partida decisiva da fase de grupos do Campeonato do Mundo. Rúben Neves afirma que o clima não vai ser problema para a equipa das Quinas.
O jogo frente à seleção da Colômbia marca a estreia de Portugal em partidas do Campeonato do Mundo com recintos abertos. Até então, tínhamos jogado apenas em recintos fechados. A equipe colombiana já está habituada a este tipo de clima, mas Rúben Neves garante que Portugal não vai sofrer com altas temperaturas de Miami.
Temos muitos jogadores também. O meu caso, por exemplo, que jogo na Arábia Saudita, também já estou muito habituado a isso. Portanto, eu acho que não vai haver essa vantagem da parte da Colômbia. Nós trabalhamos imenso para conseguirmos igualar essa vantagem. Sabemos que temos as nossas qualidades e vamos lutar para ganhar o jogo e esperar que isso não afete nem a nós nem a Colômbia, porque queremos um grande jogo de futebol.
Declarações do médio Rúben Neves. Francisco Trincão também falou aos jornalistas numa altura em que muitas equipas já olham para a próxima fase da prova, o médio leonino pede cabeça e lembra que ainda há uma partida para vencer.
A principal ideia, víamos para aqui com isso, era jogar três jogos. Sabíamos que o Mundial iam ser os três primeiros jogos e a partir daí, depois fazia-se contas. Mas acho que o foco vai muito por aí, porque não podemos estar a olhar para a frente. Sabemos da importância do jogo de amanhã e o nosso foco está nestes três jogos e não pensar no que vem à frente.
Francisco Trincão a reforçar aqui a importância do jogo de amanhã, decisivo para Portugal. Já Diogo Costa afirma que ainda não sabe de que forma é que a equipa colombiana vai abordar a partida, mas assegura que Portugal vai se conseguir adaptar às dificuldades do jogo.
Sim, talvez não será uma seleção que vai jogar em um bloco baixo. Ou vai. Acho que tal como nós temos respeito por eles, eles também têm o nosso respeito e devemos estar à altura para o que for necessário e adaptar-nos o mais rapidamente para levar o que é o mais importante, que é a vitória.
Declarações de Diogo Costa. Estas declarações dos jogadores da seleção foram feitas há instantes. A esta hora, Portugal realizou o último treino de preparação para o jogo de amanhã. Antes do início dos trabalhos, a equipa das Quinas cumpriu um minuto de silêncio em memória das vítimas dos sismos na Venezuela.
A fechar este jornal da meia-noite, Ricardo, vamos a outras notícias que marcam a atualidade.
A Praia de Santo Amaro em Oeiras foi reaberta a banhos depois de ter estado interdita desde a semana passada devido a um foco de poluição na Ribeira da Laje. É o que adianta fonte da Câmara Municipal à Agência Lusa. O foco de poluição teve origem numa rutura, numa conduta de empresa de tratamento de resíduos que provocou uma descarga a cerca de 6 km da praia. A autarquia de Oeiras adianta também que a interdição foi levantada pela delegada de saúde. A TAP emitiu 350 milhões de euros em obrigações com vencimento em 2031 e juros de 4,7%. A companhia aérea vendeu as obrigações por 99,45% do valor e aumentou a emissão em 50 milhões de euros face ao que estava inicialmente previsto. Em comunicado, a TAP afirma que o sucesso da operação demonstra a forte qualidade do crédito e da confiança, bem como o compromisso dos investidores, tanto existentes como novos na trajetória de crédito da empresa.
Está feito o jornal da meia-noite. Esteve a edição do Ricardo Lopes.

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