CIÊNCIA

4h. Mantém-se ativo o incêndio em Freixo de Espada à Cinta


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As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Neste momento ainda há uma frente ativa no incêndio em Ligares, no Conselho de Freixo de Espada à Cinta. Há pequenos focos de incêndio a que os bombeiros não conseguem chegar. Balanço feito há instantes pelo comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Vítor Rentas, que explica que uma das frentes do fogo já está extinta, no entanto, mantêm-se pequenos focos de incêndio noutra frente ativa. Explica também à Rádio Observador que os bombeiros continuam vigilantes nesta zona e aguardam no terreno uma janela de oportunidade para conseguir lá chegar.
Existem ali uns pequenos focos de incêndio a arder numa zona de escarpas onde não há possibilidade, neste momento, de metermos equipas em trabalho. Vamos ficar ali em vigilância nessa zona, até haver uma janela de oportunidade para resolvermos também esses flancos. O flanco esquerdo está dominado, o flanco direito ainda tem alguns focos de incêndio onde não conseguimos entrar. Não conseguimos entrar, vamos aguardar por uma janela de oportunidade.
O comandante Vítor Rentas diz que a aldeia de Ligares está a salvo e, portanto, não há populações em risco. Explica também que só foram dispensadas, nas últimas horas, três ou quatro equipas de bombeiros e que se mantêm no local mais de 100 operacionais.
No local, neste momento, mantêm-se os meios. Foram desmobilizadas três a quatro equipas, por isso os meios mantêm-se mais ou menos os mesmos.
Cerca de 140 bombeiros?
Sim. Neste momento continuam mais ou menos com 140 bombeiros.
Declarações do comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Vítor Rentas, em declarações à Rádio Observador, a partir do local. E o risco de incêndio pode agravar-se com o calor que se vai fazer sentir esta semana. A partir de quinta-feira, uma nova onda de calor vai passar por Portugal e de olhos postos nessas temperaturas, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou sob aviso amarelo cinco distritos do interior, já a partir de hoje. São eles Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, que esperam temperaturas máximas a rondar os 37 graus. A partir de amanhã, este aviso estende-se aos distritos de Bragança e Vila Real. Já na quarta-feira, o aviso amarelo aplica-se mesmo a todo o território nacional. Passamos à política nacional. Carlos César, o presidente do PS, diz que o primeiro-ministro tem síndrome de Estocolmo em relação ao Chega. Diz Carlos César que Luís Montenegro, apesar de maltratado e enganado pelo Chega, estou a citar Carlos César: “O primeiro-ministro gosta e vai voltar a tentar negociar com o partido de André Ventura.” Carlos César fez uma curta intervenção na Comissão Nacional do PS, que decorreu este domingo em Lisboa, no Hotel Altis. O presidente do Partido Socialista diz que não é pelo PSD ter recorrido ao PS no caso da Prestação Social Única, que o paradigma político português mudou.
A circunstância do PSD ter recorrido ao PS, no caso da PSU, não traduz uma mudança substancial na política portuguesa e na orientação do Governo da República. É que, apesar de maltratado e enganado sucessivamente pelo Chega, o doutor Montenegro revela inequivocamente estar tocado pela síndrome de Estocolmo.
Acusações do presidente do Partido Socialista, Carlos César, que critica o PSD por preferir negociar com o Chega. O PCP acusa o PS de dar mão a um governo derrotado e isolado para salvar a Prestação Social Única. No final da reunião do Comité Central do Partido Comunista, que aconteceu este domingo, Paulo Raimundo acusa os socialistas de darem cobertura ao Executivo de Montenegro, um Executivo que classifica como derrotado e isolado, a quem o PS estendeu a mão sem ser capaz de resolver o problema da PSU. Declarações de Paulo Raimundo, que recusa também atribuir qualquer mérito ao PS pela queda da reforma laboral. O líder comunista diz que a vitória pertence sim aos trabalhadores e deixa um aviso: se o governo tentar voltar à carga com o mesmo pacote laboral, pode esperar a rejeição da maioria dos portugueses. Na atualidade internacional, o Irão não marcou presença nas negociações deste domingo com os Estados Unidos. Entretanto, os dois países já concordaram em voltar a interromper os ataques para se sentarem novamente à mesa negocial já esta semana. Um responsável da administração de Donald Trump confirma que as hostilidades entre os dois países vão ser suspensas. Este domingo, o Irão justificou a não presença nas negociações com os ataques dos Estados Unidos no estreito de Ormuz. Tratava-se de uma nova ronda de negociações técnicas ao abrigo do memorando de entendimento com os Estados Unidos. Segundo a Reuters, além dos ataques destes últimos dias, o facto de haver algumas condições ainda por cumprir também levou a que o Irão não participasse nesta ronda negocial, mas os dois países querem efetivamente sentar-se novamente para conversar já esta semana, é o que garante o portal Axios este domingo. Estava previsto falar-se da questão nuclear. O encontro ia acontecer na Suíça, mas as negociações não foram retomadas na sequência dos ataques trocados entre os dois países nos últimos dias. O exército israelita aprovou a continuidade das operações militares no sul do Líbano. Luz verde foi dada pelo chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, depois de ter feito aquilo que diz ser uma avaliação da situação à luz da realidade e feita essa análise, aprovou planos para as operações em curso já depois do acordo anunciado entre os dois países. A ofensiva israelita no Líbano mantém-se. Este domingo foram feitos novos ataques já depois deste anúncio da continuidade das operações militares. A partir de quarta-feira, encomendar produtos vindos de fora da União Europeia vai ficar mais caro. O mês de julho arranca com uma nova taxa provisória aplicada pela União Europeia em todas as encomendas que vêm de fora do espaço europeu. Um aumento que traz algumas especificidades aqui explicadas pela jornalista Maria Miguel Marques.
São mais 3 € que vão ser aplicados em produtos que vêm de fora da União Europeia por cada categoria de encomenda até 150 €. Ou seja, na compra de qualquer quantidade de um só tipo de produto, por exemplo, na compra de cinco camisolas, a taxa fixa de direitos aduaneiros é 3 €. Já na compra de uma camisola e um relógio, passa a ser 6 € o custo total da taxa nessa encomenda. Por isso, o que varia é a quantidade de categorias, sendo que há uma cobrança cumulativa de taxas por cada categoria e não existe um limite máximo de taxas a pagar. É o que avança a DECO. A União Europeia justifica esta taxa aduaneira adicional não como um imposto sobre os consumidores, mas sim como a substituição de uma isenção de direitos desatualizada. Isto porque até agora, mais de 60% dos produtos vindos de mercados chineses online, como as plataformas Shein e Temu, não respeitaram as normas de segurança da União Europeia. Mas na ótica da Ordem dos Despachantes Oficiais, representante aduaneiro, esta é também uma medida protecionista para proteger o mercado interno europeu. Esta taxa aduaneira da Europa prolonga-se por dois anos, com fim a 1 de julho de 2028, de acordo com a União Europeia.
Trabalho da jornalista Maria Miguel Marques. Há também um artigo assinado pela jornalista Cátia Rocha, que pode ler com mais detalhes no site do Observador. É desta forma que terminamos este jornal das 16h. A informação regressa às 16h30 à antena da Rádio Observador. Fique por esse lado. Até lá.

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