Governo gastou 18milhões na modernização do SIRESP em 3 anos
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E já cá está a jornalista Teresa Freire. Bom dia.
Bom dia, Miguel.
Que nos vai trazer alguns dos destaques da imprensa nacional e internacional esta manhã. Começamos a olhar para o Diário de Notícias: o governo gastou pelo menos 18 milhões de euros na modernização do SIRESP no espaço de três anos.
Este valor é uma soma de valores consultados pelo DN junto ao portal BASE, com foco nos investimentos de equipamentos e modernização. Esses contratos são adjudicações de vários órgãos do Estado, principalmente a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, mas também outras entidades, como a Autoridade Marítima Nacional, que está sob a alçada do Ministério da Defesa. Cerca de 70% do total do valor surge ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência, o PRR. O mesmo foi confirmado ao DN por fonte oficial do gabinete de Luís Neves. O objetivo desta modernização em curso é reforçar a redundância de comunicações para melhorar a cobertura territorial.
E passamos para o Jornal de Negócios. A Ministra do Ambiente e Energia adianta que Portugal vai inaugurar uma ligação de alta tensão com Espanha. Aqui falamos da rede elétrica.
O Negócios tem como manchete a entrevista de Maria da Graça Carvalho à Conversa Capital. A ministra adianta que Portugal inaugura a 2 de julho uma nova ligação de muito alta tensão com Espanha, num investimento de 44 milhões de euros, que vai permitir que Portugal atinja a meta europeia de 15% de interligação elétrica entre os dois países. A ministra diz que falta agora fechar o calendário das interligações com França, mas adianta que já há uma reunião marcada em Paris para o dia 6 de julho.
E há ainda outro tema em destaque, Teresa.
A ministra explica que o governo vai manter, por enquanto, os apoios extraordinários criados na sequência do conflito no Médio Oriente, o que inclui, por exemplo, a Botija Solidária, até meados de setembro. No entanto, admite retomar a eliminação gradual dos descontos no ISP para ir de encontro aos pedidos de Bruxelas.
Vamos ao jornal Público, que faz esta manhã manchete com uma entrevista ao social-democrata Alberto João Jardim.
O histórico líder madeirense considera que Passos Coelho mudou o ADN do PSD e que Luís Montenegro não mobiliza o país. Usa a expressão “aves da mesma plumagem” para falar dos dois. Considera, por isso, que é preciso fazer alguma coisa no PSD, mas admite já ter dito a Rui Rio que não podem estar à espera que isso parta de gente com 80 e tal anos. É a expressão usada por Alberto João Jardim. Quanto às relações com o Chega, diz que o partido deve ser combatido na mesma linguagem de André Ventura. E sobre a reforma laboral, o histórico líder madeirense considera que foi um desastre de estratégia política.
E fechamos a imprensa nacional com o Jornal de Notícias, que escreve que o corte nas passagens de nível não está a travar mortes nem acidentes.
Apesar da diminuição dos acessos, o número de sinistros foi o mais alto em seis anos. Isto porque os condutores desrespeitam o corte das passagens de nível. Neste momento, há ainda em Portugal 763 passagens de nível, tendo em conta que no ano 2000 eram 1950. Apesar desta redução, os acidentes e mortes não param de aumentar. Só em 2025 foram eliminadas 18 passagens de nível, mas registraram-se 24 sinistros que resultaram em nove vítimas mortais. Ao JN, a Infraestruturas de Portugal revela que a meta de ter menos de uma dezena de acidentes em 2030 mantém-se.
Passamos agora pra imprensa internacional. Continuamos a dar natural destaque à Venezuela. O El Universal faz hoje manchete com a criação de uma comissão presidencial para avaliar as infraestruturas do país depois dos dois sismos que afetaram o país.
O objetivo é determinar os níveis de habitabilidade destas infraestruturas. É liderada por um engenheiro e conta com a participação de vários ministérios e também de universidades. Além disso, o jornal El Universal destaca também que a presidente Delcy Rodríguez alargou a suspensão das aulas para mais uma semana. Está ainda em destaque o último balanço feito pelo presidente da Assembleia Nacional. As mortes por causa do sismo que afetaram a Venezuela já ultrapassam as 1400.
Vamos ainda ao francês Le Figaro. A onda de calor já provocou em França pelo menos mil mortes em apenas três dias.
É o que revelam os primeiros dados divulgados pela Santé publique de França, mas o impacto definitivo na saúde desta onda de calor histórica que França acaba de sofrer durante 11 dias só será conhecido daqui a várias semanas ou até mesmo meses. No entanto, este primeiro balanço, baseado nas declarações de óbito em hospitais e lares de idosos, está aquém da realidade, devido a um aumento significativo dos óbitos em casa, que são registrados com menos rapidez. Em três dias, os primeiros destes 11, registraram-se pelo menos mil mortes, mas, de acordo com a Federação Nacional de Serviços Funerários, as tensões concentram-se em Paris, onde os dois tanatórios já estão lotados, tendo em conta que alguns corpos têm já sido enviados para outros centros nos arredores da capital.
Teresa Freire e a conferência de imprensa desta manhã.







