Perfume, arroz de cabidela e o Frankenstein do Parlamento
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Momentos de glória.
Podem todos dizer o que bem quiserem sobre as capacidades de Roberto Martínez como treinador.
Estás a rir há bastante tempo.
Quando disseste Roberto Martínez, eu começo a rir.
É significativo isso. Mas sobre as qualidades como treinador, cada um lá está, cada um ri-se como quer. Mas há uma coisa em que o Mister, eu gosto de Mister, o Mister é imbatível.
Avaliar se podes levantar a taça ou não, ainda é muito cedo.
Muito obrigada. Numa nota pessoal, vou lhe dizer: ótimo perfume. Até me distraí aqui no momento, na segunda para a terceira pergunta. Não lhe vou perguntar para não dar spoiler de marcas, mas ótimo perfume, Mister. Obrigada.
É a repórter da LiveMode TV a tirar assim a flash interview ao selecionador da equipa portuguesa.
Pensaste que era da casa?
De outro sítio qualquer.
Já João Félix, o jogador da seleção portuguesa, como bom beirão, ele prefere outros aromas, sobretudo no prato.
My favorite Portuguese dish is arroz de cabidela.
Ok. I thought you said cabidela rice.
Cabidela rice. Como é que se diz cabidela em inglês?
Isso ia dar a mim. Ia, não é?
Cabidela rice. Se fosse em percebes, era mais fácil de traduzir.
Os understands.
Os understands. Se têm uma palavrinha mesmo em inglês para isso. Já na política, Rui Rocha está preocupado com o bom nome do primeiro-ministro.
Saiu aí uma notícia que diz que anda a circular uma fraude que usa o nome do primeiro-ministro. Vi a notícia, pensei logo: “Olha, é aquela ideia do fundo soberano”. Mas afinal parece que não, parece que há outra fraude qualquer, porque Luís Montenegro insiste mesmo no fundo soberano. Tinha sido derrotado com a questão do pacote laboral, ia para o Congresso, precisava de uma ideia luminosa para motivar os portugueses, de que é que ele se lembra? O fundo soberano.
Pronto, fraudes. Por acaso apareceu aí uma outra notícia sobre a utilização do nome de Luís Montenegro numa fraude. Outra fraude, então, segundo Rui Rocha. Já Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, ele tem uma sugestão de trabalho social para André Ventura.
O Chega não aceita, nunca aceitará que alguém que venha para este país sem contribuir um cêntimo receba subsídios pagos pelos portugueses. Nunca aceitará.
O senhor deputado André Ventura não consegue fazer este debate sem dizer a verdade, porque a lei não permite que uma pessoa venha de outro país para receber a PSU. Está expressamente proibido, porque o senhor deputado André Ventura devia fazer um trabalho social em abono da verdade, que é para ver se uma vez conseguisse neste Parlamento divergir com base nos factos.
Agora o alvo é o mesmo, André Ventura, mas Gonçalo Capitão é deputado do PSD e ele prefere recorrer a uma personagem de ficção.
A segunda certeza é a de que André Ventura é o novo Victor, Victor Frankenstein. Ele criou um monstro, o Chega, que o vai dominar a ele. Não se deixem enganar. O Chega votou contra a legislação laboral, não foi por causa da idade da reforma nem nada parecido. Foi porque as redes sociais e a legislação laboral diziam que ele ia perder a sua base de apoio mais radical.
Nós sabemos também que a música entra muitas vezes no campo da política. Os GNR estiveram no Rock in Rio este fim de semana. Rui Reininho e os colegas da banda estiveram à conversa depois com a reportagem da SIC Radical.
Obrigada por este bocadinho e por sempre mostrarem que o rock continua cá.
E cumprimentos aos avós.
E cumprimentos aos avós. Muito bem.
Estão cá hoje.
É verdade, estão cá hoje. E os pais também não vieram. Até a Ana Ventura trouxe os pais dela, que eu já vi cá os pais da Ana Ventura, que não quiseram perder. Muito obrigada e espero que se divirtam.
O outro Ventura não veio, não?
Não, espero que não. Está proibido de entrar no festival, espero. Não o deixem entrar. Pronto, acho que é isto. Obrigada. Vem aqui.
Pronto.
As flash interviews estão cada vez mais criativas.
Estão. O ponto é a flash interview, mais do que o acontecimento em si.
E o Ventura vai ter aqui problemas com a GNR. Ou com os GNR.
Exato. Com a guarda, basicamente. O que estava a defender, de facto, é que Ventura pode tirar o cavalinho da chuva se quiser ir ao festival, mas aparentemente cavalinhos foi o que não faltou por lá.
Ora em referência, vamos à sua escolha musical desta semana. Tem a ver com um cantor, DJ novo, brasileiro, tem apenas 28 anos. Por que escolheu Bruno Sampaio?
Chamado Pedro. A música é fabulosa. Ele é tudo, ele é cantor, DJ e produtor, mas esteve no Rock in Rio no sábado.
É, e eu pedia à realização que passasse exatamente estas imagens.
Ele diz que bateu o recorde do cavalinho. Esta música é absolutamente fabulosa.
O recorde do cavalinho.
Estou a imaginar o Santana Lopes a dançar o cavalinho.
O cavalinho é uma música que tem uma dancinha, um passo para trás, para a frente, para lá e para cá.
Estou a imaginar o Santana Lopes.
Santana Lopes no nau, claro.
A liderar.
Claramente rendido aqui ao cavalinho. E o cavalinho pede palha, como sabemos.
Está a ser apontado como o maior cavalinho do mundo, feito por cerca de 100 mil pessoas que estiveram no Rock in Rio.
Oiçam e vejam o filme. Ficou tudo cheio de pó, pesada a palha que lá puseram. Mas é um ambiente extraordinário. E ele é novíssimo também.
Tem 28 anos.
28 anos.
Palha, pó.
Palha, pó, cavalo.
Mas um ambiente extraordinário.









