1h. Venezuela. 48 portugueses e luso-descendentes mortos
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Da Uma da manhã. Jornal da Uma, na Rádio Observador, com edição do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. E começamos com o sismo na Venezuela. Subiu para 48 o número de portugueses e lusodescendentes mortos neste evento.
Número atualizado na última hora pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entre os 48 mortos, estão 41 lusodescendentes, seis portugueses e ainda um cidadão com nacionalidade portuguesa por casamento. O mais recente balanço dá ainda conta de 83 pessoas incontatáveis entre portugueses e lusodescendentes. Os dois grandes sismos de quarta-feira à noite na Venezuela causaram pelo menos 1430 mortos e mais de 3300 feridos. Já os desaparecidos, segundo a Organização das Nações Unidas, são mais de 50 mil.
E Hugo, esta noite foi sentido um novo sismo na Venezuela.
Um sismo de magnitude 4,8 na escala de Richter. O abalo teve epicentro a cerca de 80 km da capital Caracas, a uma profundidade de 35 km, e atingiu a região costeira de Aragua.
E as equipes portuguesas de busca e salvamento já chegaram à Venezuela. Catia Lamart vai servir de base de operações para esta missão portuguesa.
Cidade onde reside uma das maiores comunidades de portugueses e lusodescendentes no país. Ao todo, são mais de 60 elementos de várias entidades, como a GNR, a Proteção Civil, os Bombeiros e o INEM. Chegaram à Venezuela na tarde deste sábado, em dois aviões militares que transportaram ainda cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo equipamento médico e de resgate.
E a Organização das Nações Unidas estima que os danos na Venezuela superem os seis mil milhões de dólares.
É essa a estimativa preliminar do programa das Nações Unidas para o desenvolvimento, com base em modelos sísmicos, imagens de satélite e dados populacionais recolhidos nas horas seguintes aos dois grandes sismos de quarta-feira. A agência da ONU admite ainda que nas áreas afetadas exista mais de um milhão de infraestruturas que não estão incluídas nos dados relativos aos danos. Segundo o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, o país recebeu até o momento 21 delegações internacionais de ajuda, com 2000 operacionais, 62 veículos, cerca de 103 toneladas de equipamentos e ainda três toneladas de medicamentos. Da parte do governo venezuelano, foram mobilizadas 30 mil pessoas para apoiar as operações de busca e resgate.
E seguimos nesta edição do Uma com as declarações do secretário-geral do Partido Socialista, que diz que é importante haver uma boa articulação entre a Proteção Civil Nacional, Europeia e a ONU para socorrer quem precisa de ajuda na Venezuela.
José Luís Carneiro considera que a chave está na coordenação, especialmente nestes que são os primeiros momentos. Em Viseu, o líder do PS disse que agora a prioridade tem de ser a gestão dos meios que já estão no terreno. Ainda assim, não fecha a porta a um reforço dos meios.
Nestas primeiras horas, o mais importante é a boa coordenação entre forças e serviços da Proteção Civil, quer da Proteção Civil Europeia, quer da Proteção Civil Nacional e, sublinho, porque não se tem falado desse tema, a articulação com as Nações Unidas. E agora a grande questão está em garantir a boa integração de meios e sermos capazes de reforçar os meios à medida que as necessidades o vão justificando.
Neste sentido, José Luís Carneiro diz ter proposto ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a convocação da Comissão Nacional de Proteção Civil, de forma a garantir a articulação entre os diferentes ministérios. O líder socialista garante ainda a total disponibilidade do PS, tanto na Assembleia da República como no Parlamento Europeu, para apoiar as autoridades portuguesas a responder de forma eficaz à tragédia na Venezuela.
Eu queria manifestar toda a disponibilidade do Partido Socialista e do seu secretário-geral para apoiar as autoridades nacionais no esforço para projetar os recursos, os meios necessários para apoiar a comunidade portuguesa que se encontra na Venezuela, comunidade que eu conheço bem e com muita proximidade.
Declarações de José Luís Carneiro, este sábado, em Viseu, sobre os portugueses mortos. O secretário-geral do PS fala de uma infelicidade e admite que o número de vítimas mortais pode continuar a aumentar.
Mudamos de tema nesta edição da Uma para falar da situação no Médio Oriente. Os Estados Unidos levaram a cabo novos ataques no Estreito de Hormuz.
É uma informação confirmada pelo Comando Central dos Estados Unidos. Em comunicado, as Forças Armadas norte-americanas afirmam que os novos ataques surgem em retaliação a um ataque contra um petroleiro comercial na manhã deste sábado, no estreito de Hormuz. Entre os alvos dos Estados Unidos estão infraestruturas de vigilância militar iranianas e sistemas de comunicações, bem como defesas antiaéreas, instalações de armazenamento de drones e de meios de colocação de minas. Este é já o segundo dia consecutivo de ataques no estreito de Hormuz.
E, entretanto, Benjamin Netanyahu saúda o acordo alcançado entre Israel e o Líbano. O primeiro-ministro israelita acredita que o entendimento fortalece os dois países, mas fragiliza o Irão e também o Hezbollah.
Ainda não são conhecidos, para já, grandes detalhes desse acordo, mas as reações multiplicam-se com o líder do governo israelita a saudar o entendimento e o líder do Hezbollah a negá-lo por completo. O primeiro-ministro de Israel fala num acordo que fortalece o Líbano e Israel e fragiliza o Irão, de acordo com o jornal israelita Haaretz. Já o chefe do Hezbollah fala numa humilhação e numa rendição de soberania por parte do Líbano e diz que não vai abandonar a luta armada.
E a marcar a atualidade nacional, Portugal prepara-se para sentir uma nova onda de calor e é já a partir de quinta-feira.
As temperaturas na capital vão chegar aos 40 graus de dia e aos 26 graus de noite, por causa de uma corrente de ar quente que vai ficar mesmo por cima do país, segundo avança o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Esperam-se ainda madrugadas tropicais, em que as temperaturas mínimas não vão ficar abaixo dos 20 graus e nas horas mais quentes da tarde, nas regiões do Ribatejo e do Alentejo interior, as temperaturas vão mesmo superar os 42 graus. Lá fora, o calor já bate recordes na Europa. A Dinamarca registou este sábado uma máxima de 37 graus, um recorde absoluto e uma temperatura sem precedentes neste país nórdico.
Ponto final nesta edição. Deu-me um pouco tardia porque estamos a acompanhar o jogo de Portugal, que para já vai dando 0 a 0 ao intervalo frente à Colômbia. Jogo que vai determinar quem termina no primeiro lugar do grupo K. O que é certo é que para já, com este resultado, a Colômbia passará em primeiro, Portugal em segundo. As notícias estão de regresso no final deste encontro. Madrugada informativa a cargo do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira.










