"Príncipe" não faz parte da família real, diz Casa Imperial
▲No segundo piso da Casa da Princesa Isabel, em Petrópolis, vivem o seu tetraneto e a mãe. Membros da família exigem pagamento de renda
A Casa Senhorial
O filho mais velho da Princesa Isabel, o Príncipe do Grão-Pará, Dom Pedro de Alcântara, renunciou aos direito ao trono em 1908 para se casar com a condessa Elisabeth Dobrzensky von Dobrzenicz, que não pertencia à realeza. Desta forma, a linha de sucessão seguiu para o seu irmão, Dom Luís Maria, e os seus descendentes, residentes na sua maioria na cidade de Vassouras (a cerca de 120 quilómetros do Rio de Janeiro e também de Petrópolis). Naquela altura, a renúncia do ramo de Petrópolis ao trono poderia ser meramente simbólica: o Brasil aboliu a monarquia em 1889 com a Proclamação da República. Pedro Tiago, do lado dos Orléans e Bragança em Petrópolis, contesta a exclusão do seu ramo da família real. Em Vassouras, o chefe da família, Dom Bertrand de Orléans e Bragança, argumenta ser a renúncia de 1908 válida e irrevogável. “[O ramo de Petrópolis] tem pouco ou nenhum contacto com o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, seus irmãos e sobrinhos; e não representam a Casa Imperial, as tradições do Império e o ideal monárquico brasileiro“, afirmam na publicação.Para a justiça brasileira, nem o ramo de Vassouras nem o de Petrópolis são considerados monarcas há quase 137 anos. Os títulos são agora simbólicos e históricos, mas a guerra pelo aluguer e venda dos palácios em Petrópolis continua — e Pedro Tiago não é o único alvo. A Companhia Imobiliária de Petrópolis propôs a outros dois Orléans e Bragança (Maria Cristina Schmidt Peçanha de Orleáns e Bragança, e o seu filho, Francisco Theodoro Peçanha de Orleáns e Bragança, tetraneto da Princesa Isabel) o pagamento mensal de 2,5 mil reais (cerca de 423 euros) como renda da Casa da Princesa Isabel, também em Petrópolis, onde estão a viver no segundo piso, noticiou o jornal O Globo. As partes ainda não chegaram a um acordo sobre o uso da casa. No rés-do-chão, estão a sede da Companhia Imobiliária de Petrópolis e um antiquário com peças do período monárquico.









