CIÊNCIA

Quatro séries, um filme e Robin Byrd para ver esta semana

Disney+, quarta-feira, 1 de julhoAnda hoje na casa dos quarenta e lembra-se quando via os desenhos animados dos X-Men na televisão no final dos 1990s? Esta série foi feita para si. Bom, não é só para si, mas se era fã na altura, vai sentir-se orgulhoso por se lembrarem de si. Também foi feita por pessoas que viram a produção original e sabem o quão especial era, sobretudo numa altura em que não existiam assim tantas séries boas (nem filmes) sobre super-heróis. X-Men ’97 é uma continuação da criação original, que mantém o look de então e — atenção que este é o grande segredo — a personalidade e as ligações daqueles X-Men, naquele momento. Se não viu na altura e só conhece este grupo de mutantes pelos filmes, irá reconhecer alguma coisa das vidas das personagens; se viu nos 1990s e lembra-se de pouco, as coisas serão reativadas muito rapidamente. A primeira temporada é ótima e vê-se num instante. Contamos que esta segunda seja tão boa.
Prime Video, quarta-feira, 1 de julhoNo início do século, Reese Witherspoon conquistou meio mundo por ser Legalmente Loira. Agora é a vez da prequela. Pois claro. Witherspoon está fora de cena e entra Lexi Minetree para o papel de Elle Woods. Tudo começa em 1995, quando Elle tem de se mudar com a família de Bel Air para Seattle, naquele momento em que a cidade vivia a ressaca do grunge. Será que Elle se consegue habituar a este novo mundo? Claro que sim, esse sempre foi um dos seus talentos. Vamos é descobrir como nesta nova série da Prime Video.
HBO Max, quarta-feira, 1 de julhoEm tempos a televisão foi diferente. O mundo também era outro, sendo o mesmo. Robin Byrd existiu nesse mundo. Desistiu de uma educação nas artes algures nos 1970s, entrou no mundo da pornografia (entra no clássico Debbie Does Dallas) e em 1977 começou a apresentar um programa no canal nova iorquino Channel J, muito conhecido na altura pela ausência de censura. E foi assim que Robin Byrd, durante vinte e um anos, foi capaz de apresentar um programa noturno apenas vestida com um pequeno bikini preto, em crochet, onde entrevistava protagonistas da indústria pornográfica e do prazer, muitas vezes com nudez – e não só – e com a participação telefónica do público. Isto, claro, às tantas horas da noite, só poderia virar culto. Robin Byrd tem agora direito a um documentário com selo da HBO.
Apple TV+, sexta-feira, 3 de julhoDaqui a uns anos, ou décadas, olhar-se-á para trás e estudar-se-á o fascínio que existiu nesta década por séries de ficção científica que acontecem em locais fechados, subterrâneos, secretos. Arriscamos dizer que Silo será mencionada como o melhor exemplo dessas criações, pela forma como conta uma história a partir de uma visão clássica do sistema de classes que costuma abraçar este tipo de ficção e mantém tudo bem contido, seguindo uma ideia de mistério (o que são os silos? o que existe para lá dos silos?). Acontece que a segunda temporada revelou alguns desses segredos e chega-se agora à terceira num novo estágio da série, que poderá entrar na sua fase maionese-Perdidos, em que muito pouco acontece, demasiadas perguntas são colocadas e poucas respostas oferecidas. A ver o que sucede, depois de duas temporadas tão boas, ainda merece a nossa atenção.
HBO Max, sexta-feira, 3 de julhoAinda é muito cedo para mais um remake do franchise de A Múmia? Já se sabemos que o conceito de “muito cedo” não existe. Eis que está volta, agora pelas mãos de Lee Cronin (The Hole in the Ground e, mais importante, realizador do regresso de Evil Dead, Evil Dead Rise – O Despertar), e tem como ponto de partida o desaparecimento de uma rapariga no deserto, filha de um jornalista. Oito anos depois regressa. Será a mesma? Claro que não. Em Portugal, A Múmia de Lee Cronin estreia-se diretamente no streaming. O elenco conta com Laia Costa, Jack Reynor, May Calamawy, Natalie Grace e Veronica Falcón e tem James Wan e Jason Blum envolvidos na produção.
HBO Max, sexta-feira, 3 de julhoA precisar de uma série japonesa de vingança? Deep Revenge pode ser a melhor resposta. Nozomi acorda de um coma quatro anos depois do marido a atentar assassinar. Agora, é tempo de assumir uma nova identidade e planear uma vingança daquelas que os espectadores que gostam de vinganças apreciam ver.

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