Sismos na Venezuela: Vila Velha de Ródão recolhe bens
▲Entre os mortos, há pelo menos 75 portugueses e luso descendentes
MIGUEL GUTIERREZ/EPA
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A Câmara de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, constituiu um centro de recolha de bens prioritários para apoiar a população venezuelana na resposta aos sismos.“Perante a tragédia que se abateu sobre a Venezuela, um país que enfrentava já uma situação económica muito difícil, com uma série de carências ao nível das infraestruturas, a solidariedade e o envio de ajuda humanitária são absolutamente essenciais”, vincou o presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão.António Carmona sublinhou que Vila Velha de Ródão não podia deixar de responder positivamente ao apelo lançado pela comunidade venezuelana residente no concelho e assim disponibilizar instalações e meios do município para apoiar esta causa.
O centro de recolha de bens prioritários e essenciais está a funcionar na Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, onde, até ao dia 20, os interessados devem entregar os seus donativos.O centro está a funcionar de segunda a sexta-feira, entre as 9h e as 12h30 e as 14h e as 17h30.De entre os bens considerados essenciais nesta fase das operações de resposta aos sismos encontram-se cobertores térmicos, colchões insufláveis, sacos-cama, tapetes de campismo ou ioga e tendas de campismo, material e kits de primeiros socorros, pastilhas e filtros portáteis de purificação de água e garrafas com filtro integrado, termos ou garrafas térmicas, material de higiene, fraldas de bebé e adultos, equipamentos de proteção e equipamentos de sobrevivência.Os bens recolhidos serão posteriormente transportados até um centro de recolha em Lisboa, com o apoio de empresários locais, onde será coordenado e assegurado o envio para a Venezuela.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 2.295 mortos e 11.267 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.Entre os mortos, há pelo menos 75 portugueses e lusodescendentes, e outros 66 estão desaparecidos ou incontactáveis.Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.










