20h. Meios reforçados no incêndio em Vouzela
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Jornal das 8 com Luís Soares. E Luís, os meios de combate a um incêndio em Vouzela estão a ser reforçados. Estão agora no terreno 450 operacionais.
Mais até, são quase 470 os operacionais no combate a este incêndio em Vouzela. Há também no terreno 146 viaturas e ainda oito meios aéreos que vão estar a operar até ao pôr do sol. O presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Oliveira, dava conta esta tarde, aqui na Rádio Observador, que uma das frentes era considerada a mais preocupante.
Portanto, uma que gera mais preocupação, está a progredir com grande intensidade, muito rápido, com projeções muito intensas e muito longas, o que obriga os meios no terreno a andarem a correr atrás do incêndio. Estamos a tentar debelar o mais possível, mas está a ser um dia muito difícil, com temperaturas muito elevadas, com vento muito forte, com muito combustível no território.
Um dia muito complicado, com a situação feita à Rádio Observador pelo presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Rodrigues, sobre o incêndio que começou durante a madrugada no concelho. Nesta altura, o reforço de meios já é muito visível no terreno. De uma hora para outra, foram mais cerca de 100 operacionais e também cerca de mais 40 viaturas no combate a este incêndio, sendo que, naturalmente, com o cair da noite, os meios aéreos terão que deixar de atuar. Este é o incêndio que é mais preocupante a esta hora e que ocupa mais operacionais no teatro de operações.
E o Chega vai votar contra as alterações apresentadas pelo PSD na chamada Lei das Burcas e sobre a criação de pena acessória para a perda da nacionalidade.
Admite-se até que estes processos podem cair, enquanto o Chega quer confirmar amanhã no Parlamento a totalidade do decreto que foi considerado inconstitucional pelo Tribunal Constitucional. A AD surge com uma nova versão do diploma, reduzindo o leque de crimes suscetíveis de perda de nacionalidade em relação à anterior versão. Na nova proposta, a retirada da nacionalidade fica reservada apenas para crimes de grande impacto na sociedade ou na opinião pública. O deputado do PSD, António Rodrigues, assegura que a insistência na perda de nacionalidade não é uma afronta nem ao Constitucional, nem a António José Seguro.
Não queremos afrontar o Tribunal Constitucional, como sempre dissemos. Recordo as nossas declarações depois do acórdão do Tribunal Constitucional e do veto do senhor presidente da República. Não queremos afrontar o Tribunal Constitucional relativamente à sua decisão. Não queremos, de modo algum, afrontar o senhor presidente da República relativamente à concordância que deu a esta matéria.
Garantia do PSD que vai apresentar alterações à lei perante estas mudanças propostas. André Ventura adianta que o Chega vai votar contra.
Quer na questão da nacionalidade, quer da questão da Lei das Burcas, o PSD faz o jogo do Partido Socialista e mostra que, na verdade, não quer mudar nada. Pois, não há nada. Mas repare, não há nada. Não, mas o PSD é que tem que se questionar isso, porque o PSD é que aprovou as leis na generalidade. Portanto, o PSD é que tem que se questionar se prefere ficar sem nada ou se prefere ficar com o consenso que já foi possível obter na Lei da Nacionalidade.
Posição assumida por André Ventura, o líder do Chega, numa conferência de imprensa esta tarde no Parlamento, momentos antes da AD revelar que vai apresentar uma terceira versão do decreto que cria a pena acessória de perda de nacionalidade.
Vamos ao Mundial de Futebol, contagem decrescente para o jogo de Portugal frente à Croácia, a contar para os 16 avos de final.
Jogo em Toronto, no Canadá, meia-noite, hora de Lisboa. A esta hora em Toronto, os adeptos vão se concentrando num parque onde está o enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, agora em direto, numa verdadeira festa que é audível.
É, de fato, audível, acredito. É muita gente. No primeiro direto, há duas horas, estávamos a falar de dezenas de pessoas. Agora já estamos em alguns milhares e é muito ruidoso, muita festa, muitas camisolas de Portugal. Tenho comigo um adepto da Seleção Nacional. Emigrou a partir de Braga aqui para o Canadá e está aqui uma festa valente.
Emocional demais, bonito demais.
Vai ao jogo?
Não, por acaso não tenho bilhete. Tenho pena, mas não tenho bilhete.
Onde é que vai ver para fazer a festa também?
Vamos ver, vai ser o melhor sítio que der jeito com esta gente maravilhosa.
Isto é sempre assim quando há festa de Portugal?
Pode crer, a rua mais lá para cima no norte, a Saint Claire, completamente fechada.
É lá que vai ser a festa se Portugal ganhar?
Com certeza, pode crer.
Como é que é, amanhã trabalha?
Tem de ser.
Hoje conseguiu tirar o dia para estar aqui.
Está muito calor, saímos mais cedo.
Muito obrigado. Um adepto também aqui junto à festa. São milhares de adeptos que se concentram no Stanley Park, com muito calor. Há algumas pessoas da organização que vão avisando: “Não se esqueçam de beber água, procurem as sombras”. Está uma bonita festa. Parece que estamos em Portugal.
Miguel Cordeiro, em direto de Toronto, com muitos adeptos à espera do início do jogo entre Portugal e a Croácia. Jogo à meia-noite, hora de Lisboa, numa altura em que já arrancou o jogo também dos 16 avos de final entre Espanha e Áustria, do qual sai o possível adversário da seleção portuguesa, caso, claro, Portugal vença a Croácia logo depois. Conosco em estúdio está o Diogo Varela, que me está a acompanhar esta partida, que leva cerca de cinco minutos e naturalmente ainda com o marcador em branco, Diogo.
Sim, Luís, mas o jogo está bastante aberto. Embora tenham passado apenas cinco minutos e o resultado efetivamente não se tenha alterado, quer Espanha, quer a Áustria já tiveram oportunidades para abrir o marcador. A seleção de Luis de la Fuente, La Roja, o lado espanhol, há duas alterações relativamente ao último 11. O destaque é para a saída de Marcos Llorente e a entrada do antigo defesa-direito do Sporting, Pedro Porro. É titular nesse corredor defensivo espanhol. Quanto à Áustria, três alterações relativamente também ao último jogo, o empate a três bolas frente à Argélia. A Espanha, que venceu o grupo H, ficou nesse primeiro lugar. A Áustria terminou em segundo. O tal jogo também da polêmica com a Argélia na última jornada, em que o empate favoreceu as duas seleções. Ora para já, Luís, na Califórnia, mantém-se esse 0x0, com o árbitro sueco Glenn Nyberg a apitar esta partida.
E o Diogo Varela vai continuar muito atento a este jogo, de onde sai o adversário de Portugal ou da Croácia nos oitavos de final do Mundial de Futebol.
E ainda, Luís, notícia de que a escritora Lídia Jorge é a vencedora do Prêmio Camões deste ano.
Decisão comunicada esta tarde pelo júri da 38ª edição do prêmio. Foi tomada a decisão por unanimidade. Um prêmio que reconhece o conjunto da obra e o contributo para a língua portuguesa de Lídia Jorge. Em comunicado, o júri destaca uma escrita marcada por uma prosa poética densa, dedicada à exploração de temas como o passado ditatorial e a transição democrática em Portugal, também a condição feminina, a imigração, entre outros temas que são desenvolvidos pela escrita de Lídia Jorge. Este é o terceiro prêmio que a escritora vence no espaço de um mês. Foi distinguida com o Medalha de Mérito Cultural a 8 de junho e também com o Prêmio Estatal Austríaco de Literatura Europeia no dia 16 do mês passado. Agora, Lídia Jorge vence o Prêmio Camões.
Notícia de feitos do Jornal das Oito.










