Mundial 2026. "Nunca vi Cabo-Verde tão unido como no apoi…
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É nosso convidado deste jornal das 10 da manhã da Rádio Observador, Odair Santos, é jornalista da televisão de Cabo Verde e é de Cabo Verde que nos fala. Odair, bom dia, bem-vindo. São 8 horas da manhã, segundo creio, aí em Cabo Verde. Com que sentimento ficam os cabo-verdianos depois desta participação dos Tubarões Azuis no Campeonato do Mundo?
Bom dia, Miguel Vieira, e também bom dia para os ouvintes da Rádio Observador. É um sentimento de orgulho. Os cabo-verdianos estão orgulhosos dos nossos Tubarões Azuis pela prestação que tiveram no Mundial de Futebol ali nos Estados Unidos da América, naquela fase de grupo, e agora neste último jogo, que nós, na verdade, todos os cabo-verdianos, e eu enquanto cabo-verdiano aqui da Ilha de São Vicente, queríamos mesmo era vencer e passar esta fase. Sabíamos que seria um jogo difícil, e foi um jogo muito difícil, mas a seleção de Cabo Verde mostrou que tem garra, garra mesmo dos Tubarões Azuis, e mesmo perdendo o jogo, não passando para a próxima fase, sabíamos que seria muito difícil, mas os cabo-verdianos, durante esta madrugada, celebraram intensamente. Eu, enquanto jornalista da televisão de Cabo Verde, tive a oportunidade de assistir o jogo juntamente com ex-jogadores da Seleção Nacional de Futebol. Eu estava a trabalhar durante o jogo, que aconteceu ali na Praia da Baía das Gatas, tendo em conta que os Tubarões Azuis este ano são padrinhos de um festival de cavala, que tem lugar aqui no Mindelo, na cidade do Mindelo, no próximo sábado, dia 11. Portanto, foram convidados para assistir a este jogo de futebol. Foi um jogo interessante, estar ali com ex-jogadores que participaram, jogaram na seleção de Cabo Verde na década de 80, também 90 e início de 2000. Mas ficou aquele sentimento e agora Cabo Verde ficou por aqui, mas é esse orgulho de todos os cabo-verdianos, de que a nossa seleção fez uma boa prestação. Não esteve lá só para participar, mas sim, competiu de igual para igual com todas as seleções que nós enfrentamos. Enfrentamos a Espanha, enfrentamos também o Uruguai e esse jogo da Argentina de ontem foi um jogo que eu confesso que a minha voz até foi de tanto gritar, de tanto celebrar ontem, mesmo estar a trabalhar, mas nós somos humanos, temos que celebrar também, Miguel.
Foi um país acordado, um país de olho aberto para ver este jogo da seleção cabo-verdiana?
Exatamente. Havia várias fan zones em todas as ilhas, em vários sítios. Por exemplo, aqui na Ilha de São Vicente, que é uma ilha onde as pessoas vivem com muita alegria, onde a parte cultural é intensa. O terminal de cruzeiros também esteve repleto, ou seja, milhares de pessoas a assistir na fan zone, que foi montada ali desde as 18h. Foi uma festa à volta da seleção. E agora estamos à espera que os jogadores venham para Cabo Verde para que todos nós possamos celebrar. Nós estávamos à espera deste presente, tendo em conta que amanhã Cabo Verde completa 51 anos de país independente.
Sai reforçado o espírito de união do povo cabo-verdiano a pretexto desta participação da seleção?
Muito reforçado. E acho que isto marcou uma nova fase de Cabo Verde. Cabo Verde, quando se tornou um país independente, lá em 75, houve esse espírito da união. E agora, este mundial, a participação de Cabo Verde no mundial, o país esteve todo unido. Eu nunca vi Cabo Verde assim tão unido como agora à volta da seleção e eu acredito que agora as coisas serão completamente diferentes. E esse espírito de resiliência mostrado ali pelos Tubarões Azuis, esse espírito de combate, de empenho, dedicação, deve ser espalhado em todas as áreas da sociedade para que este país com certeza possa desenvolver.
O poder do futebol









