O futebol é mais prioritário que os fogos?
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Agora com tempo e espaço para notas no Iuvens Tore, edição de sábado, nas manhãs 360 de fim de semana, com a análise da Eunice Lourenço, editora de política do jornal Expresso, e ainda o Henrique Borné, consultor em assuntos europeus. A condução deste Iuvens Tore é contigo, Miguel Videra.
Sejam muito bem-vindos, Eunice Lourenço e Henrique Borné. Bom dia. Vamos começar pela Batalha de São Mamede de 1128, um dos passos decisivos para a formação do Reino de Portugal. O governo anunciou ontem, contigo, a ministro e líder do CDS, Paulo Portas, vai presidir à comissão organizadora das celebrações dos 900 anos desta batalha. É um dos temas sugeridos pela Eunice Lourenço. Eunice, o que queres salientar? As comemorações, a escolha de Paulo Portas?
Bom dia novamente. Quero salientar ambas, sendo que as comemorações de uma data, seja a Batalha de São Mamede, seja o tratado ou a Cimeira de Zamora, são como hoje a história vê os acontecimentos, momentos de uma construção que não se limita a essas datas. Aliás, um dos coordenadores da comissão científica, que já há três anos trabalha nas comemorações da Batalha de São Mamede, promovidas pela Câmara de Guimarães, o professor Mário Barroca, diz num texto que publicamos no “Expresso” desta semana, que nós sabemos muito pouco sobre a Batalha de São Mamede. É um momento da autonomia de Portugal, mas é uma construção que se vai fazendo. E também salienta uma coisa que já temos vindo a ver nos últimos anos, que este tipo de celebrações, quando se reduzem muito a datas, prestam-se, por vezes, a movimentos nacionalistas e extremistas. E portanto, há que ter alguns cuidados com este tipo de celebrações. A escolha de Paulo Portas para a Comissão Nacional, que o governo anunciou ontem, parece-me trazer algumas garantias de uma celebração equilibrada, apesar de a escolha de Paulo Portas já estar a ser muito criticada nas redes sociais, mas vejo com alguma expectativa como é que o governo e sobretudo esta comissão e Paulo Portas, vão conseguir fazer uma celebração que seja ao mesmo tempo pedagógica, equilibrada e que limite, por assim dizer, as narrativas políticas mais extremas.
Os nacionalismos a que fazias referência. Henrique Borné, alguma nota sobre estas celebrações dos 900 anos da Batalha de São Mamede?
Bom dia, Miguel. Bom dia, Eunice. Volta e meia eu costumo gostar da minha foice sem cear alheias e ponho aqui uma pequena foice. Muito na linha da Eunice, eu acho que a Eunice levanta aqui duas pistas para olhar para isso, que são interessantes. Uma é: uma celebração desta, 900 anos depois, não vamos estar a celebrar a batalha propriamente dita e portanto acabaremos a celebrar em que é que se funda um país, de que é feito um país, em que ele é feito, em que nasce, do que nós, por que somos quem somos, o que queremos ser. E sobretudo, não digo pensar os próximos 900 anos, talvez esteja ligeiramente exagerado, mas olhar pra frente, sobretudo. E eu acho, e aqui tenho que fazer uma declaração de interesses, porque a primeira pessoa com quem trabalhei profissionalmente foi com o Paulo Portas e tenho uma relação de amizade com o Paulo Portas e portanto faço aqui esta declaração de interesses, mas eu acho que é, como diria uma personagem do Herman José há uns anos: “Ai, que bem escolhido!” Porque acho que o Paulo Portas é reconhecidamente inteligente, apaixonado por história e consegue fazer exatamente frente ao problema que a Eunice levantava, que é isto ser sobre Portugal, e portanto ser sobre uma nação, sem haver o risco de uma explosão nacionalista e anti quem quer que seja. Não tenho a menor dúvida que o Portugal que o Paulo Portas imagina que irá celebrar, é um Portugal que inclui. Espero isso, mas estou certo disso. E portanto, olho pra essa ideia com algum entusiasmo e percebo, acho que a Eunice também estava a apontar pra aí, uma vontade de aplacar gritos nacionalistas que não se encaixariam nessa visão otimista. E portanto, acho isso um gesto inteligente. E é por aí que irei. Portanto, fica a minha foice para esta seara.
Vamos então para as vossas notas. Eunice, a tua nota vai exatamente para quê? Para as comemorações, para a escolha de Paulo Portas?
Vai para Paulo Portas, com treze de boa vontade e de expectativa sobre a capacidade dele para tornar estas celebrações interessantes e relevantes.
E Henrique?
Eu vou ser mais generoso. Também tenho a declaração de interesse que fiz.
A tal função de avisado.
Exatamente. Com declaração de interesse, eu acho que se começa com 16, porque as expectativas são altas, com margem para ser melhor. Já agora, deixa-me só dar uma nota. Eu espero é que depois conversemos sobre o que venha a ser feito, como devíamos estar a conversar sobre o discurso do Miguel Mouzinho, sobre quem também tenho declaração de interesse, no 10 de junho, porque nos deu um prazo curto pra pensarmos o futuro, porque as transformações estão a ser enormes e nós temos um mundo completamente diferente à nossa volta. Isso sim, acho importante. E essa foi há muito pouco tempo e devíamos ainda estar a discuti-lo.
De um momento importante para a formação do Reino de Portugal para as comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. O presidente norte-americano já afirmou no arranque destas comemorações que o país é o mais livre e mais forte da história. Temos a Constituição mais justa e duradoura do mundo e somos a nação mais poderosa do mundo. É, Henrique Borné.
Pois é, em que se funda um país? Essa é a pergunta que se coloca agora para esta celebração dos 250 anos dos Estados Unidos. E eu aqui também tenho que fazer uma declaração, enfim, não é de interesse, é de adesão. Eu sou um americanófilo, que não é uma raça muito existente em Portugal, pelo menos assim declarada. É mais comum haver francófilos e anglófilos. Eu sou um americanófilo porque acho que a América, enfim, será uma questão geracional, foi durante muito tempo e desde a sua fundação, uma ideia inspiradora. Não que a América ou os Estados Unidos da América sejam isentos de erros e defeitos, bem pelo contrário, a história americana está carregada de momentos internos e externos muito criticáveis, mas os Estados Unidos da América correspondem a uma ideia. Não há muitas nações e muitos Estados que correspondam a uma ideia, e é uma ideia essencialmente de liberdade. Enfim, eu estava aqui a correr a Declaração de Independência, os textos fundamentais americanos, aquela ideia de que todos são criados iguais. Sim, dito num país que à época tem escravidão, mas a ideia de que há uma justificação moral pra existir, que é isso que está na Declaração de Independência. Até aquela ideia extraordinária de que todos têm direito a buscar a felicidade, e que não lhes é dada, mas têm direito pela liberdade a buscar a felicidade, é uma ideia muito inspiradora. Ou seja, os textos fundamentais da criação da América e daquilo que vai ser a América, a Constituição americana, a Declaração de Independência, por aqui fora, são textos que no fundo são inspiradores, são uma ideia inspiradora. E a América foi muito inspiradora, tanto que é o país associado a uma ideia do sonho americano, para onde muita gente foi emigrando à procura de felicidade, precisamente a possibilidade de se realizar. Isto dito, aquilo que tem acontecido nos últimos anos e que esta presidência Trump e este momento dos Estados Unidos representam, é o oposto disso tudo. Ou seja, a ideia de que a América acolhe, de que a América dá oportunidade à gente diferente, mas que mantém-se enquanto comunidade, é o oposto a uma direita, e neste momento o problema maior dos Estados Unidos é a direita radical, a direita extremada, que transformou a América num confronto, numa oposição de uma metade à outra metade, numa destruição das instituições em que o 6 de janeiro, aquele assalto ao Capitólio, é o momento mais alto e mais emblemático. Custa imenso pra quem gosta muito da América, como eu disse que é o meu caso, olhar para os Estados Unidos e já não poder dizer que os Estados Unidos hoje são essa ideia de liberdade, de espaço pra todos. Pelo contrário, esta América é feita a pensar em ódio, a pensar em dizer mal do próximo. Se pensarmos como foi a campanha presidencial americana, é uma ideia completamente oposta. E o reverso da medalha, infelizmente, é uma esquerda americana que está a tomar conta aos poucos do Partido Democrata, que já era muito visível em mexilhos, mas está a tomar conta do Partido Democrata e que é tão iliberal quanto esta direita de Trump ou de Vance. E portanto, nós estamos a assistir a uma América que está a perder a ideia fundamental, essa ideia de liberdade, a América liberal. E portanto, eu vou dar o 9,5, que é aquela nota que se dá quando se acha que ainda é possível melhorar, mas é com imensa tristeza. E pra resumir, quem conhece Washington e se lembra de quem é que são os heróis que são admirados em Washington, ou seja, no Mall, à volta da Casa Branca e do Congresso, o que é admirado são ideias positivas. E isto que está a ser celebrado hoje e a maneira como está a ser feita esta celebração hoje é uma ideia de oposição e de oposição a essa ideia de engrandecimento. E portanto, com imensa tristeza, é um 9,5 para uma América que oxalá regresse ao seu lugar inspirador.
Uma nota acompanhada pelo lamento do Henrique Borné pelo afastamento daquilo que são os princípios fundadores da nação norte-americana. Claro que sim, Eunice.
Posso dar aqui só duas achegas. Uma pra dar uma nota a um americano, ao Papa Leão XIV, que fez uma mensagem sobre os 250 anos dos Estados Unidos, em que lembra como este país foi construído com sucessivas vagas de imigrantes e faz um apelo à moderação, e portanto, dou um 17 ao Papa Leão. E outra nota é para, tal como o Henrique há bocado falava de como é importante discutirmos e vermos o discurso de Mouzinho, eu vou um bocadinho mais atrás e a propósito destas datas, seja dos 900 anos da Batalha de São Mamede ou dos 250 anos dos Estados Unidos, é importante Percebemos como a historiografia foi evoluindo. Para lembrar aqui dois historiadores, Marc Bloch e Simone Vidal, que foram homenageados recentemente em França pela importância do seu trabalho em nos fazer compreender os processos pelos quais os países vão se construindo e evoluindo. Passando propaganda em casa própria, temos um podcast sobre eles no “Expresso”, que nos ajuda a olhar para estas celebrações tentando interpretá-las melhor à luz do percurso histórico e não à luz só de uma data.
Continuamos a falar dos Estados Unidos, Eunice, e por tua sugestão queres falar do tema da contaminação dos solos e aquíferos da Base das Lajes, um tema que o semanário “Expresso” tem dado especial atenção. O que se te oferece dizer sobre o tema?
Há mais de uma semana que fizemos manchete com este assunto, porque há uma investigação que trouxe novos dados e houve várias reações a esses novos dados, entre os quais a do Ministro da Defesa, Nuno Melo, que na quarta-feira, na Comissão Parlamentar de Defesa, desvalorizou esses dados. Eu acho que ontem Nuno Melo percebeu, ou mostrou que tinha percebido, que a sua reação não tinha sido a melhor e tentou falar mais forte em relação aos Estados Unidos, porque entretanto há um novo dado de um relatório oficial, um relatório do LNEC, segundo o qual os Estados Unidos argumentam que não há qualquer contaminação que possa prejudicar a saúde pública e, portanto, querem terminar com as obras ambientais na Base das Lajes. Nuno Melo ontem disse que Portugal não pode aceitar isso, que os Estados Unidos têm obrigações nas Lajes que têm de cumprir e pareceu corrigir o seu tiro em relação à investigação do antropólogo Félix Rodrigues, que esta semana se doutorou na Universidade de Coimbra com distinção e louvor, precisamente com uma investigação sobre a presença de metais perigosos nos esqueletos de pessoas que viveram na Praia da Vitória. É por isso que quero aqui trazer este assunto, porque acho que é um assunto que não terminou, que vai continuar a ter reações e desenvolvimentos e que não se pode, como Nuno Melo tentou na quarta-feira, mas como já disse, corrigiu o tiro, ignorar e desvalorizar.
A tua nota vai para esta inversão de caminho de Nuno Melo, o que pretendes pontuar?
A minha nota vai para Félix Rodrigues, o antropólogo que se doutorou com esta tese na Universidade de Coimbra esta semana e que veio trazer dados novos ao que se passa nas Lajes e dou-lhe um 18.
Nota atribuída pela Eunice Lourenço. Henrique Burnay traz ainda a esta edição de “Iuventis Horæ” a possibilidade do grupo Volkswagen extinguir até 100 mil empregos e encerrar quatro fábricas. Vivemos uma revolução na indústria automóvel, Henrique?
Vivemos e não é uma surpresa completa, se pensarmos bem, e esse é o lado que me impressiona mais nesta história. A Volkswagen antecipou que deverá anunciar o encerramento de quatro fábricas na Alemanha e despedimentos na ordem das 100 mil pessoas. Enfim, isto depois normalmente quando é negociado acaba sendo diferente, mas de qualquer maneira estamos a falar numa ordem de magnitude absolutamente brutal, de que não temos memória na Europa, de uma coisa assim feita com esta densidade naquela que é a principal indústria europeia, aquela da maior indústria europeia. E isto é evidentemente o resultado do que aconteceu nos últimos anos e, portanto, isto é um resultado de escolhas políticas. Ou seja, nós podemos ter despedimentos e transformações e destruições industriais porque as tecnologias evoluem e, portanto, uma indústria é substituída por outra. Mas esta história é uma história de regulação, de legislação, de escolhas políticas e de escolhas ou não escolhas da indústria em relação a essas escolhas. E, portanto, a Volkswagen anuncia estes futuros despedimentos de 100 mil pessoas. Antecipa-se que a BMW possa ir fazer uma coisa semelhante em 10%, à volta de 10 mil despedimentos. A BMW não tem o tamanho da Volkswagen, como é evidente. E esta história é basicamente o resultado do que está a acontecer à indústria automóvel europeia, que viu os legisladores europeus decidirem a certa altura, matéria sobre a qual, entretanto, voltaram um pouco atrás, mas não completamente, que para responder às alterações climáticas nós teríamos que acabar com o motor de combustão até 2035. E, portanto, quando isso foi decidido e aprovado em 2023, dávamos 13 anos para a indústria automóvel, que insisto, era a indústria mais importante da Europa em termos de emprego, de retorno, dávamos 13 anos para se transformar radicalmente ou ter de parar a sua produção. E o que aconteceu com isso foi que demos espaço ao surgimento de uma indústria automóvel de concorrência, vinda essencialmente da China, os carros elétricos. Os europeus não era aí que sabiam. Os carros elétricos que vêm da China são de marcas que estão a nascer. Vêm com custos obviamente falseados, ou seja, a China faz dumping da produção automóvel, mas isso Quando se é comprador, quando se é consumidor, obviamente não é um problema e portanto, quanto mais barato melhor. E os consumidores aderiram a carros que já não são apenas mais baratos, já são em muitos casos melhores do que os que são feitos na Europa. Portanto, nós estamos a assistir à destruição de uma indústria, porque não pensámos como é que havíamos de compatibilizar no tempo uma resposta às alterações climáticas com uma componente económica e social. Ou seja, nós podíamos ter ido pelo caminho dos combustíveis menos poluentes, nós podíamos ter dado tempo, nós podíamos ter feito isto de várias maneiras. E a indústria também tem aqui culpas, porque achou que a solução seria, em algum momento, conseguir reverter a decisão. E a decisão acabou por se alterar um pouco, mas não se reverteu completamente. E portanto, por exagero e falta de visão a médio prazo, dos dois lados, dos decisores políticos e dos industriais, nós corremos o risco de ter uma destruição de emprego na Europa brutal. E essas coisas não acontecem sem consequências políticas, ou seja, e eu acabo aqui, quando nós aqui há uns anos olhámos para as manifestações dos coletes amarelos em França, tivemos a oportunidade de perceber que as políticas, chamemos-lhe políticas da política verde, da transição verde, tinham consequências económicas e sociais. Isso não quer dizer que não se tomem decisões, quer dizer é que se têm que tomar decisões conscientes dessas consequências e, portanto, preparando e evitando o lado grave dessas consequências. Não o fizemos. Agora estamos a assistir à União Europeia a fazer reversão e, portanto, a desacreditar até algumas das coisas que fez, pondo em causa investimentos de algumas indústrias. Mas como não o fizemos de forma pensada, corremos o risco de ter políticas inacabadas e ter destruição económica que tem depois consequências políticas e sociais. E, portanto, a minha nota para esta história é obviamente uma nota negativa, é um sete, sobre a qual com um sete começa a ser muito difícil melhorar e ir à oral. Vamos ter que fazer a cadeira de novo, não sei se temos muito tempo para recuperar. Vejo a coisa com sincera preocupação.
Interessará porventura perceber se é possível avançar para essas transições impedindo que esses choques aconteçam. Tivéssemos nós mais tempo e poderíamos explorar esta questão, mas temos três minutos e ainda um tema, a viagem do primeiro-ministro até Toronto para acompanhar o jogo da seleção nacional portuguesa frente à Croácia, pouco tempo depois de ter sido declarada a situação de alerta em Portugal. É o teu último tema, Eunice Lourenço, fez bem o Luís Montenegro? Ou há algo a apontar ao primeiro-ministro?
Eu acho que alguns dos nossos políticos parecem não ter aprendido nada com o que aconteceu em 2016 com as idas à bola, simplificando. E portanto, parece haver uma necessidade de excessiva colagem ao que se passa no mundo do futebol. E acho que só isso é que explica que o primeiro-ministro tenha ido ali num instantinho a Toronto ver um jogo e ir ao balneário felicitar os jogadores, e depois vir direto para um Conselho de Ministros em Guimarães e para a semana tem uma cimeira importantíssima da NATO na Turquia, e ainda assim não foi capaz de dizer logo que segunda-feira não pode ir ao próximo jogo de Portugal. E portanto, eu quis trazer isto aqui por esta excessiva colagem que eu acho que os políticos parecem ter necessidade em fazer ao futebol. Acho que não havia necessidade de os nossos representantes irem a todos os jogos, sobretudo a tanta distância. Acho que sobretudo não havia necessidade do primeiro-ministro ir a Toronto no meio de uma onda de calor e com os fogos a preocuparem o país. E depois tem aqui outra nota que eu queria deixar, que é: o primeiro-ministro é capaz de, em Toronto, falar 20 minutos, estou a exagerar, mas falar largos minutos e responder a perguntas sobre futebol, mas chega a Guimarães e não fica na conferência de imprensa do Conselho de Ministros para responder a perguntas, deixando a ministra da Cultura sozinha. Portanto, sobre futebol tudo, sobre o resto não se responde a perguntas e acho que isto é lamentável até do ponto de vista da comunicação do governo.
E não é difícil de perceber que vem aí uma nota baixa, não é, Eunice?
Não, porque eu tenho este peso de sentir que deve cumprir a doutrina Benevides de dar notas positivas e, portanto, dou um 16 ao Gonçalo Ramos.
O avançado da seleção nacional portuguesa que carimbou o gol que garantiu a passagem de Portugal aos oitavos de final da competição deste Campeonato do Mundo do Futebol. Eunice Lourenço e Henrique Carné, obrigado pela vossa presença nesta edição de sábado e eu vençerei.
Obrigada, bom fim de semana.
Bom fim de semana.










