20h. Cristiano Ronaldo confiante para jogo frente a Espanha
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Oito horas em ponto. Começa agora o Jornal das Oito, edição do jornalista João Lourenço. João, Cristiano Ronaldo diz que a conquista do Mundial não o vai definir como jogador.
O capitão da seleção portuguesa fez a antevisão do duelo com Espanha nos oitavos de final do Mundial e disse que tem o feeling que a seleção portuguesa vai seguir em frente. Foi a primeira vez que Ronaldo falou em conferência de imprensa neste campeonato do mundo e aconteceu perante uma sala cheia no estádio de Dallas. Ronaldo falou de uma partida muito difícil, mas equilibrada frente aos espanhóis. Colocou o favoritismo na equipa de La Roja e elogiou também a equipa portuguesa. Sobre o futuro, Ronaldo não concretizou se este é mesmo o último mundial, mas assumiu que se terminar agora, nada muda na forma como será recordado. O jornalista Miguel Cordeiro acompanhou esta conferência de imprensa e, Miguel, novamente em direto aqui na Rádio Observador, Ronaldo apresentou confiança e também muita serenidade com vista a essa partida.
Sim, muita confiança, de facto, de Cristiano Ronaldo, apesar de reconhecer que vai ser um jogo difícil, que é sempre difícil jogar contra a Espanha. Esse difícil, para Cristiano Ronaldo, está no equilíbrio, porque para o capitão da seleção portuguesa há um grande equilíbrio entre Portugal e Espanha, e não é de agora, é algo que Cristiano Ronaldo vê desde que começou a representar a seleção portuguesa. Diz que o recorde que tem contra essa seleção dá precisamente esse equilíbrio e apontou para um jogo em que a Espanha é favorita por já ter conquistado o mundial, por ter mais títulos do que Portugal, mas em que certamente será um jogo muito equilibrado. Falou da necessidade de marcar ou não, Cristiano Ronaldo, e sobre este desafio de estar a jogar o mundial com 41 anos. E disse que tem sido uma boa experiência.
Jogar com 41 anos eu acho que tem sido uma boa experiência, porque para chegar a este nível tens que abdicar de muitas coisas. E aquilo que eu tenho feito em toda a minha carreira tem sido essa adaptação também às nuances da idade, sabendo que não era o mesmo jogador que era, mas uma coisa que eu tenho clara é que nada mudou. Eu continuo ainda a fazer gols. Por isso, espero fazer amanhã. Se não fizer amanhã, que outro companheiro meu faça e possamos passar. E é isso é o que fica. É o que fica na memória. É passar, jogar com uma grande equipa e era bonito ganhar a Espanha amanhã.
Cristiano Ronaldo a falar de um sentimento bonito, vencer a seleção espanhola. Ora, confrontado com a possibilidade de ser ou não o último mundial, Cristiano Ronaldo foi fugindo. Disse, de facto, que os jornalistas estavam com muito interesse nisso. E já depois de dizer várias vezes que não iria estar a colocar essas palavras já nesta fase, Cristiano Ronaldo disse que não é o mundial que o vai definir como jogador.
É desfrutar de cada momento. Eu não vou ser mais Cristiano por ganhar o mundial ou vou ser menos Cristiano se não ganhar o mundial. Obviamente que todos estamos aqui com esperança, e eu principalmente. Todas as competições que eu entro é para tentar ganhar, mas sabemos que vai ser só um que vai ganhar. Não pode haver nem dois, nem três. Por isso é desfrutar, não pensar no dia de amanhã, desfrutar dia a dia. Foi isso que aprendi. Se uma das coisas que a idade te dá é maturidade, experiência, relativizar e suavizar muitas das coisas.
Cristiano Ronaldo a suavizar, como utilizou essa expressão, também a importância de estar a jogar este mundial já com 41 anos e a possibilidade de ganhar ou não e do peso que isso pode ter para a carreira, a querer suavizar toda essa situação. Ora, o desafio com a Espanha já não foi suavizado por Cristiano Ronaldo. Elogiou muito a equipa adversária, mas deixou também um sentimento. Disse Cristiano Ronaldo que tem um feeling, e vai acumulando feelings ao longo da carreira, tem um feeling que Portugal pode vencer, apesar de elogiar, e muito, a seleção espanhola.
Espanha é sempre candidata a ganhar o que seja, mundiais, Eurocopas, Conference League. Espanha, teoricamente, é favorita, porque já ganhou e tem mais títulos do que Portugal. Mas é uma competição diferente, está muito equilibrado. Quem tiver os melhores detalhes no partido ganhará. Espero que seja Portugal. Eu creio, com esse feeling, que vamos ganhar. Esperemos amanhã. Esperar para ver.
Vamos ver. Vamos ver amanhã, vamos esperar para ver, como diz o capitão da seleção portuguesa.
E depois de Ronaldo, falou Roberto Martínez. Miguel, acompanhaste também o que disse o selecionador nacional. Martínez falou mesmo num desafio complicado e não abriu o jogo sobre a equipa titular de amanhã.
Não, não quis abrir o jogo. Perguntamos isso mesmo, até tentamos concretizar sobre alguns jogadores que acabaram por ser substituídos no jogo com a Croácia, como Bruno Fernandes e Vitinha. Mas Roberto Martínez não quis falar de individualidades, quis sim falar daquilo que será a ideia de Portugal para o jogo.
Todos os nossos jogadores, já falei disso, são incríveis com o seu compromisso para a seleção e para a equipa, e precisamos utilizar isso. Certamente, jogar contra a Espanha não é o mesmo que jogar contra a Colômbia ou, provavelmente, a Croácia é uma equipa que também gosta da bola, mas nós precisamos ajustar naquilo que possa ajudar os nossos jogadores a fazer a diferença. Isso é a ideia que continuamos
Roberto Martínez não querer abrir muito o jogo sobre qual vai ser o sistema e que jogadores vão estar nesse duelo frente à seleção espanhola. Roberto Martínez, que quis também explicar que se sente mais estrangeiro do que espanhol quando apresentou o currículo e disse que esteve 21 anos em Espanha, na infância e na juventude, depois 21 anos no Reino Unido, sete na Bélgica e três anos e meio em Portugal. Disse que é em Portugal que tem a casa e que se sente Portugal neste jogo e não se sente espanhol para este encontro. Disse até também que sentiu muito o carinho em Toronto, quando Portugal esteve no Canadá, junto dessa vasta comunidade portuguesa que vive no país da América do Norte. Agora o duelo é com Espanha, acontece em Dallas, não é propriamente uma cidade com uma grande comunidade, nem de portugueses, nem de espanhóis. O jogo vai acontecer no AT&T Stadium, batizado para este mundial como Estádio de Dallas. Tem habitualmente capacidade para mais de 80 mil pessoas, mas a lotação para o mundial, a capacidade para o mundial está na casa dos 70 mil, com a revisão dessa capacidade identificada ainda antes do mundial. Há 70 mil pessoas que vão ter a oportunidade de ver um duelo entre Portugal e Espanha, um jogo que tanto Cristiano Ronaldo como Martínez apontaram como um duelo que poderia ser facilmente uma final.
70 mil pessoas que certamente vão estar a aguardar por este grande desafio dos oitavos de final deste Campeonato do Mundo. Jornalista Mião Cordeiro, que dentro de mais ou menos hora e meia também estará nessa conferência de imprensa da seleção espanhola.
Ainda sobre o mundial, João, há uma polêmica a dominar o dia. O que é que aconteceu?
A FIFA decidiu suspender o castigo automático de um jogo a Pulisic pela expulsão do avançado norte-americano na última partida frente à Bósnia. Pulisic está, por isso, disponível para a partida também dos oitavos de final frente à Bélgica. Este caso já conta até com a reação do presidente dos Estados Unidos. Donald Trump agradece à FIFA por reverter o que classifica como uma grande injustiça.
E esta noite há Brasil-Noruega para os oitavos de final do mundial. Arranca às 21h e é para acompanhar com informações aqui na Rádio Observador. E continuamos a acompanhar toda a situação dos incêndios, João, em Portugal continental, o maior incêndio ativo no país continua em Vouzela.
As chamas lavram desde a madrugada de quinta-feira e já alastraram para outros três concelhos, dois no distrito de Viseu e ainda até Águeda, no distrito de Aveiro. À Agência Lusa, o comandante dos bombeiros voluntários de Vouzela diz que o incêndio está dominado, mas não resolvido. Continuam a surgir vários reacendimentos que têm dificultado o trabalho das autoridades, é o que confessa Francisco Lima. Neste momento, estão mais de 1100 operacionais apoiados por 300 viaturas e ainda quatro meios aéreos.
E este combate ao fogo em Vouzela tem merecido a ajuda de militares espanhóis.
São mais de 100 elementos da Unidade Militar de Urgência que estiveram na região Centro. Um trabalho que está a ser acompanhado pelo jornalista Miguel Pinheiro Correia. Vamos dar conta desse trabalho e também dessa reportagem do jornalista do Observador que está a acompanhar estes incêndios na zona Centro.
E ainda sobre o tempo quente, o calor e o risco de incêndio está a obrigar a CP a interromper, em alguns casos, a reter comboios de forma temporária.
E é o que diz a Comboios de Portugal esta tarde, num esclarecimento sobre o impacto do calor extremo nas operações dos últimos dias. A empresa ferroviária explica que as temperaturas estão a afetar componentes da infraestrutura, como sistemas de sinalização, catenária e também aparelhos de mudança de vio. Por isso mesmo, há circulação que tem sido interrompida em determinados locais nesta rede ferroviária. A CP também já tinha dito que neste fim de semana seriam suprimidos seis comboios Intercidades, devido à vaga de calor. A empresa acrescenta agora que tem bloqueado a venda de alguns lugares nos comboios de longo curso, de modo a reduzir a quantidade de passageiros dentro dos comboios.
E em Almada já foi reparada a rutura numa conduta que cortou o fornecimento de água em seis zonas do concelho. Mas João, a autarquia avisa que o restabelecimento integral da água será faseado.
Isto porque a rutura de grandes dimensões cortou o fornecimento de água nas zonas de Monte da Caparica, Lazarine, Palhais, Alto do Índio, Vale de Flores e a Costa da Caparica. De acordo com o aviso dos serviços municipalizados, a água irá chegar à torneira dos munícipes em momentos diferentes, ou seja, neste caso, haverá essa reposição faseada. Nos últimos dias, os moradores de várias localidades do concelho têm relatado sucessivas falhas de água. Também existem relatos nas redes sociais de falta de fornecimento ou perda de pressão em zonas como Laranjeiro e Feijó. Foi até lançada uma petição que conta já com 4 mil assinaturas. Estas pessoas exigem medidas urgentes para minimizar os impactos da falta de água.
E é assim que fechamos o jornal das 20h, edição do jornalista João Lourenço. Está de regresso às 20h30. Até já!
Até já!










