S. Carlos anuncia temporada 2026-2027 fora da sede
▲A aposta nos compositores portugueses visa dar palco "à vitalidade da criação lírica nacional"
MICHAEL M. MATIAS /OBSERVADOR
A próxima temporada do Teatro Nacional de S. Carlos, apresentada esta terça-feira em Lisboa, conta com 33 espetáculos operáticos, 16 concertos sinfónicos e sete programas de música de câmara, que vão decorrer fora do edifício-sede, ainda em obras de requalificação.
A temporada 2026-2027 do teatro lírico português inclui ainda 21 espetáculos de dança em programação conjunta com a Companhia Nacional de Bailado (CNB), um Estúdio de Ópera e várias atividades educativas, de mediação e de responsabilidade social.Na parte lírica estão previstas as óperas Carmen, de Bizet, em outubro, em Lisboa, e em novembro, em Ponta Delgada; Un ballo in Maschera (Baile de Máscaras), de Verdi, em abril de 2027, em Lisboa; e Fidelio, assinalando o bicentenário da morte de Beethoven, em fevereiro em Almada, Porto e Bragança, todas em novas produções, juntando-se a cinco títulos nacionais: Relicário Perpétuo, de Luís Tinoco, Os Dias Levantados, de António Pinho Vargas, Por todos nós, de Eurico Carrapatoso, O Rouxinol, de Sérgio Azevedo, e Mátria, de Fernando Lapa, que marca o início do projeto Eu na Ópera, no dia 20 de novembro.Mátria tem libreto de Eduarda Freitas, a partir dos Contos e Novos Contos da Montanha, de Miguel Torga, e a ópera será dirigida pelo maestro Jan Wierzba.
Depois de Coimbra, no Convento S. Francisco, o projeto prossegue no Teatro Municipal de Vila Real, no dias 21 e 23 de janeiro próximo, e no Theatro Circo, em Braga, em 29 de janeiro.A aposta nos compositores portugueses visa dar palco “à vitalidade da criação lírica nacional”, segundo o diretor artístico do TNSC, o maestro Pedro Amaral.O concerto inaugural da Temporada Coral-Sinfónica, sob direção musical do maestro Antonio Pirolli, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) e o Coro do TNSC, sendo solista o pianista Georgijs Osokins, realiza-se no dia 19 de setembro, às 18h30, no Teatro Camões, em Lisboa, com um programa constituído pelo Concerto para piano n.º 25, em Dó Maior, de Mozart, as Suites n.ºs 1 e 2, Daphnis et Chloé, de Maurice Ravel. Este programa também é apresentado no dia seguinte, às 17h00, no Centro Cultural Olga Cadaval (CCOC), em Sintra.Esta modalidade de apresentar o mesmo concerto no Teatro Camões, na capital, e em Sintra, volta a acontecer nos dias 14 e 15 de novembro, com a OSP sob a direção do maestro Joseph Swensen, sendo solista o violinista Carlos Damas, com um programa constituído por Prélude à l’après-midi d’un faune e La Mer, de Debussy, o Concerto para violino e orquestra, de Luís de Freitas Branco, e Pavane pour une Infante Défunte, de Ravel.
A dualidade Lisboa e Sintra volta a acontecer em março do próximo ano, com o concerto de Páscoa, em 25 de março, no Centro Cultural de Belém (CCB), na capital, e, dois dias depois, no CCOC, em Sintra. Desta vez será interpretada a Messa da Requiem, de Verdi, pela OSP, sob a direção do seu maestro titular, Antonio Pirolli, e o Coro do TNSC, sendo solistas a soprano Cristiana Oliveira, a meio-soprano Cátia Moreso, o tenor Carlos Cardoso e o baixo Michele Pertusi.O concerto comemorativo 250 Anos da Fundação da América, celebrando a independência dos Estados Unidos, de que Portugal foi um dos primeiros Estados a reconhecer diplomaticamente, realiza-se no dia 21 de novembro próximo, no Museu do Dinheiro, instalado na antiga Igreja de S. Julião, em Lisboa.O Coro do TNSC, sob a direção do seu maestro titular, Giampaolo Vessella, apresenta um programa de música coral americana, com peças de Aaron Copland, Samuel Barber, Howard Hanson, Randall Thompson, William Dawson Soon e Leonard Bernstein.Em 12 de dezembro, no Teatro Tivoli, em Lisboa, a OSP, dirigida pelo maestro Pedro Neves, apresentará Natal com Mozart, sendo solistas a violinista Ana Pereira e a violetista Joana Cipriano.
O concerto de Natal, no dia 20 de dezembro, no CCB, em Lisboa, pela OSP e o Coro TNSC, é preenchido pela Missa em Si menor, de Bach, sob a direção do maestro Jean-Christoph Spinosi. Este concerto conta com as sopranos Ana Quintans e Nina Spinosi, a meio-soprano Sara Mingardo, o tenor João Terleira, e o barítono Hugo Oliveira.O concerto de Ano Novo realiza-se no dia 03 de janeiro próximo, no CCOC, dirigido pelo maestro italiano Renato Balsadonna. A OSP e o Coro do TNSC vão interpretar peças de Donizetti, Bellini, Gounod, Alfredo Keil e Rossini, entre outros, sendo solistas o violinista norte-americano Alexis Hatch e os cantores Ana Cosme, Ana Ferro, Leila Moreso, João Cipriano, André Soares, João Oliveira e Nuno Dias.O TNSC está encerrado para obras de requalificação, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), desde o final da temporada de 2024, com a programação artística a ser cumprida desde então em diferente pontos do país.A programação temporada 2026-2027 do TNSC, hoje anunciada em Lisboa, fica disponível em







