CIÊNCIA

Rússia enfrenta crise de combustível


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Guerra traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Boa noite, Laura.
Boa noite.
Começamos pela imprensa russa. O secretário de Estado dos Estados Unidos desmentiu as alegações russas de um acordo de paz secreto no Alasca.
Mark Rubio negou hoje categoricamente as afirmações de altos funcionários russos sobre a existência de um acordo pra terminar a guerra na Ucrânia. Acordo este que alegadamente teria sido alcançado durante a Cimeira do Alasca no ano passado. O secretário de Estado norte-americano esclarece que houve, de facto, uma proposta, mas nunca um consenso, desde que se tivesse havido um acordo, a guerra já teria terminado. Esta reação surge depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, ter acusado a administração de Trump de abandonar o papel de mediador objectivo. Isto enquanto Moscovo tem insistido em entendimentos vagos. Washington vai reforçando que as negociações estão paralisadas desde os ataques americanos ao Irão em fevereiro.
E Laura, a Rússia está a enfrentar uma crise de combustível. A refinaria de Moscovo só deverá reabrir no próximo ano.
A imprensa russa destaca hoje o agravamento da crise de combustível, que começa a transformar a vida quotidiana em várias regiões do país. Devido aos sucessivos ataques de drones ucranianos contra infraestruturas petrolíferas, o mercado interno está sob enorme pressão, o que está a levar o governo a considerar a proibição total da exportação de gasóleo. Relatórios recentes citados pelo Moscow Times indicam que a refinaria de Kapotnya, a principal fornecedora da região de Moscovo, sofreu danos tão extensos que é pouco provável que retome a produção antes de 2027. Esta paragem prolongada forçou já a Rússia a recorrer à importação de gasolina da Índia pra colmatar a quebra de 25% na produção interna.
O Tribunal de Moscovo condenou o vice-líder do Partido Liberal a sete anos de prisão por críticas ao exército.
A condenação deve-se a publicações feitas nas redes sociais em abril de 2022, onde Kruglov discutia a morte de civis no subúrbio de Bucha, em Kiev, depois da invasão russa. Apesar de se declarar inocente e argumentar que as publicações eram apenas apelos à investigação dos ataques, o juiz considerou o vice-líder do Partido Liberal culpado de espalhar informações alegadamente falsas sobre as Forças Armadas russas. Kruglov junta-se assim a uma lista crescente de políticos do Yabloko, o Partido Liberal, que enfrentam processos criminais num cenário de repressão contínua contra as vozes críticas à política de guerra do Kremlin.
E Laura, ataques ucranianos na Crimeia e em Bryansk, que provocaram baixas civis e danos em pontes.
A imprensa russa destaca hoje os fortes ataques levados a cabo pelas forças ucranianas contra o território da Federação Russa e áreas anexadas. De acordo com relatos recolhidos pelo Moscow Times, bombardeamentos com recurso a drones e mísseis atingiram a região fronteiriça de Bryansk e a península da Crimeia, o que provocou a morte de pelo menos quatro pessoas. As autoridades locais confirmaram já que os ataques da Ucrânia danificaram seriamente várias pontes que ligam a região ocupada de Kherson à Crimeia. Em resposta aos estragos causados nas infraestruturas rodoviárias, a administração russa foi forçada a aplicar restrições severas à circulação de transportes comerciais e de passageiros nessas estradas principais. Isto comprometeu temporariamente as rotas logísticas e de circulação civil na região sul, que se encontram agora sob forte vigilância e reparação de emergência.
Estão vistas as principais notícias dos jornais russos. Voltamos a seguir com a imprensa ucraniana.

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