Ala radical pressiona Putin a abandonar conversas com EUA
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“Guerra Traduzida” na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa ucraniana com a jornalista Laura Figueiredo. A Rússia e a Ucrânia, Laura, trocaram hoje mais de 150 prisioneiros de guerra de cada um dos lados.
Numa mensagem nas redes sociais, o presidente ucraniano deu conta de que foram libertados 160 militares russos que estavam todos em cativeiro desde 2022. O líder ucraniano acrescentou ainda que estes militares tinham combatido em batalhas no leste, norte e sul da Ucrânia no início da invasão russa. Alguns minutos antes, também o Ministério da Defesa russo tinha anunciado esta troca, tal como dá conta o jornal “The Kyiv Independent”. Em comunicado, o ministério diz que, em troca, foram entregues 160 prisioneiros de guerra das Forças Armadas ucranianas. Desde o inverno têm sido feitas várias trocas de prisioneiros, envolvendo em cada uma delas várias centenas de pessoas de ambos os lados.
Vamos avançar, dar conta da ala russa mais radical, que estará a pressionar Vladimir Putin para abandonar as negociações com os Estados Unidos, Laura.
De acordo com um artigo do “Kyiv Post”, a ala mais nacionalista e radical na Rússia está a pressionar o presidente para abandonar as negociações de paz com os Estados Unidos e intensificar drasticamente a guerra contra a Ucrânia. Os apelos desta linha mais dura ganham força depois dos recentes ataques com drones ucranianos que atingiram Moscovo, São Petersburgo e também a Crimeia ocupada. Figuras pró-guerra argumentam que a diplomacia com Washington falhou e exigem a derrota militar total da Ucrânia. Há até quem defenda o uso de armas nucleares e quem acuse diretamente os Estados Unidos de terem autorizado os ataques em solo russo. Pedem, por isso, um confronto mais direto com Washington. Para já, o Kremlin tem resistido à pressão. Fontes oficiais admitem que os contactos com o governo norte-americano não têm registado progressos significativos. Vladimir Putin tem evitado apoiar publicamente as propostas mais extremas.
E Laura, a Comissão Europeia propõe prolongar a proteção a refugiados ucranianos até 2028, mas com limite às entradas de militares.
Sim, Bruxelas propôs hoje prolongar até 2028 esta proteção temporária aos refugiados ucranianos, mas defende que o regime deve deixar de abranger recém-chegados sem autorização da Ucrânia para sair do país devido a obrigações militares. Em comunicado, o Executivo comunitário afirma que com esta medida, a Comissão reforça o compromisso inabalável de apoiar a Ucrânia durante o tempo que for necessário. Concretamente, Bruxelas propõe estender até 4 de março de 2028 o mecanismo de proteção temporário criado pela União Europeia depois da invasão russa da Ucrânia. Alega que a necessidade de proteção das pessoas que fogem da Ucrânia continua a ser evidente. Para a Comissão Europeia, a invasão russa da Ucrânia continua também a manter a situação de Kiev instável e imprevisível.
E ataques russos à Ucrânia fizeram pelo menos quatro mortos. A Roménia chegou mesmo a enviar um helicóptero em resposta a um ataque perto da fronteira.
Esta nova vaga de ataques russos na Ucrânia fez pelo menos quatro mortos e 38 feridos nas últimas 24 horas. O balanço avançado pelas autoridades regionais abrange várias frentes, desde Kharkiv, no nordeste, até Kherson e Zaporizhzhia, no sul. Na região de Odessa, os bombardeamentos com drones atingiram várias infraestruturas elétricas e civis, tendo mesmo deixado várias localidades às escuras. A proximidade destes ataques junto à fronteira fez soar os alarmes na Roménia. O Ministério da Defesa romeno, país membro da NATO, chegou a emitir um alerta aéreo durante a madrugada e enviou mesmo um helicóptero militar para monitorizar esta zona.
É a notícia em destaque que fecha esta edição da “Guerra Traduzida”, hoje com a Laura Figueiredo. Foram os destaques da imprensa ucraniana. A “Guerra Traduzida” fica sempre disponível em podcast.










