PJ avisa que não facilita nenhuma rota do tráfico de droga
▲O tráfico de cocaína sofreu grandes adaptações nas rotas para a Europa ocidental e central
site da Polícia Judiciária
O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) avisou esta sexta-feira que a PJ está atenta a todas as rotas de tráfico de droga e não facilitará em nenhuma delas, mesmo que mudem ou sejam menos usadas.
“A Polícia Judiciária está atenta a todas essas rotas. […] Nós não facilitaremos nunca, não olhando a determinadas rotas em privilégio de outras. Vamos estar atentos aos relatórios, à evolução que fazemos deste fenómeno”, afirmou Carlos Cabreiro, à margem de uma iniciativa na sede da instituição, em Lisboa, para assinalar o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas.O diretor nacional da PJ acrescentou que o tráfico de droga, designadamente por via marítima, não é “um problema exclusivo de países que têm orla marítima”, uma vez que o estupefaciente “acaba por ser escoado por toda a Europa”, realçando a cooperação com Portugal dos restantes Estados no combate a este fenómeno criminal.Segundo o relatório de 2026 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês), divulgado esta sexta-feira, o tráfico de cocaína sofreu grandes adaptações nas rotas para a Europa ocidental e central, devido à cooperação internacional entre agências, que levou a que a quantidade de apreensões aumentasse sete vezes entre 2014 e 2023.
“As quantidades de [cocaína] apreendidas no total diminuíram na Europa ocidental e central e deslocaram-se dos principais portos da Bélgica, Alemanha e Países Baixos para França, Portugal e Espanha”, salienta o organismo.Uma das inovações usadas para transportar a droga é a utilização de semissubmersíveis para o tráfico de longa distância, embarcações com um perfil muito baixo e normalmente feitas de fibra de vidro para tentar evitar a deteção por radar, permitindo o transporte de até 10 toneladas num único carregamento.










