Política, canja, palavrões e os 7 anos de Rádio Observador
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Já dispensa apresentações, não é?
Claro.
Sindica disse.
Pois.
Galhofa. Amor, vamos falar de amor.
Está sempre.
Está em tudo o que fazemos.
Sempre pronto.
Está sempre, está no ar. E está na política, onde há propostas irrecusáveis.
Acho que se o primeiro-ministro que está no Conselho Europeu em Bruxelas, me fala às oito e tal da manhã a pedir pra eu ir, também não tenho o direito de me armar em…
Em difícil.
Em difícil, em especial. E portanto, se o meu coração está lá, se eu sou de fato laranjinha por coração.
Sempre esteve.
Sempre fui, sempre estive, mesmo quando, como eu digo, tive uma aventura extraconjugal, como diz o Aliança, que correu mal, mas sempre foi, eu não tenho o direito de dizer que não.
Pois.
António Lopes não pode dizer que não ao convite.
Nem posso.
Não. No Parlamento, também temos assistido a muitas relações abertas. Os deputados preparam-se agora para tentar eleger, mais uma vez, a Provedora de Justiça, no caso, Luísa Neto. O deputado do Chega, Rodrigo Tacha, já está absolutamente convencido, mas convencido ao contrário.
Ela até podia ser a presidente da Junta da Sueca de Amiães de Cima. Eu, cá para a minha vida, isso é-me absolutamente indiferente. Não nos revemos na pessoa e, portanto, não é surpresa para ninguém. Desculpem lá que não votamos na senhora.
Presidente da Sueca.
Podíamos ir agora até à Sueca de Amiães de Cima, mas vamos antes à Festa do Avante.
Então, estamos aqui com um jovem ao acaso, também na Feira do Livro, que nos acabou de contar que esteve presente na primeira Festa do Avante. Sabe que este ano comemoramos os 50 anos da Festa do Avante.
Sei.
E que tal, ainda tem memórias dessa primeira Festa do Avante?
Tenho. Já era adolescente, já tinha 15 anos. Na fila e parti lá um braço.
Partiu um braço? Foi uma Festa do Avante muito perigosa.
Como não recordar.
É só para durões.
Inesquecível. O António Raminhos anda pelos Estados Unidos a falar com os jogadores portugueses do Mundial. Olhem só o que ele perguntou ao Bruno Fernandes.
Muito rápido. Uma data de adeptos aqui de Portugal que não são portugueses. Já perguntei ao Rúben, eles puxam por Portugal, mas não sabem palavra nenhuma. Que palavra de português é que tu achas que eles têm que saber, sem ponto?
Acho que é melhor não dizer.
Podes dizer o que tu quiseres.
Para mim, que sou do norte, o é uma vírgula. Por isso, eu acho que essa seria a palavra que eles têm que aprender.
E é uma palavra de força?
Uma palavra intensa, acho eu.
Bem, é isso.
Claro. Com personalidade.
É, sim, é uma vírgula. Por falar em asneiras, lembram-se disto? Há um recorde nos Estados Unidos. Sabem, Carla? A galinha mais velha do mundo, é nos Estados Unidos, que tem… Vocês já estão mesmo com enorme expectativa. 15 anos e 100 dias.
Agora também já não é boa para uma canja, não?
Já é dura.
É mais dura.
Deixa viver essa galinha.
Agora está um pouco mais sensata.
Estás aí com estas ideias.
Também marchava.
As galinhas velhas.
Sabem muito.
Darão boas canjas, não é?
Sim.
É, pois é.
É.
São mais saborosas, mais gordinhas. Eu pensei que viviam mais.
Sim, este é o recorde dos Estados Unidos, 15 anos, mas há o recorde do mundo.
Isto está aí para as curvas. Há um recorde do mundo?
Há, superior.
É onde?
Onde tu quiseres.
O que te interessa o onde?
O que interessa.
Eu quero ir lá visitar a galinha.
Para quê?
Quero ir lá, quero conhecê-la.
Já não está entre nós.
Já não está entre nós.
Mas viveu 21 anos.
21 anos.
E deu uma belíssima canja.
Duvido.
Acabou no tacho.
Não, acabou não.
Fazem-me mal.
Não, acabou que era muito raçava.
Vamos ter emails de ouvintes mais sensíveis.
Está no saco.
Nunca apanharam uma galinha, nem nunca tiveram de apanhar uma galinha, por exemplo.
Não é fácil.
Nem nunca viajaram de comboio com galinhas.
Isso não, mas já tentei panhar uma galinha.
De penar com água quente?
Exato. Estavas tu a falar de ouvintes sensíveis.
Não, e o cheiro é horrível.
Já experimentou.
Tantas vezes.
É quando nós vamos a dizer isso, vamos por aí fora.
Não tasto.
Não, não sei dizer não, que é das galinheiras.
Estamos todos a falar de algo que não se percebe nada.
Bom, olha, eu o que sei é que panela velha é que faz comida boa. Não sei se o mesmo se aplica.
E não têm dentes, as galinhas.
Não têm, para já. Mas quando tiverem.
Nem as velhas.
Maria João.
Adoro as patinhas.
Maria João, põe ordem na casa.
Adeus. Isto somos nós. Há sete anos que nós somos isto.
Há sete anos que somos isto.
É.
É impressionante, de facto.
As coisas que nós fazemos. Portanto, bem.
Se calhar depois disto não há mais nada a dizer. É melhor termos de fim.
Uma canja. Até amanhã.
Isto era mesmo até ao fim. Eu estava aqui a baixar a via. Pronto, são mais sete anos disto. Tenham mais sete, pelo menos. E ouvintes que nos oiçam. Pedimos desculpa.
Já podemos dar os parabéns. Parabéns a vocês.
Há um recorde.









