CIÊNCIA

VW prepara corte de 100 mil empregos e fecho de fábricas

A Volkswagen pondera avançar com um corte de 100 mil postos de trabalho e o possível encerramento de algumas das suas fábricas na Alemanha, adianta esta sexta-feira a imprensa alemã, na sequência da divulgação de um plano de reestruturação do construtor automóvel germânico.
Caso este plano se concretize, estará em causa uma redução de cerca de 15% da sua força de trabalho, o que, segundo a publicação Managar Magazin, traduz a reestruturação mais profunda e abrangente da história da empresa. A anunciada reestruturação visa equilibrar a Volkswagen face à concorrência com as construtoras automóveis chinesas, que conquistaram nos últimos anos uma importante quota do setor automóvel no mercado europeu.De acordo com a CNBC, as fábricas de Hannover, Zwickau e Emden, bem como a unidade da Audi em Neckarsulm correm o risco de serem mesmo encerradas, apesar de um acordo de 2024 aprovado em negociações com os sindicatos afastar o encerramento de fábricas na Alemanha e o despedimento forçado de trabalhadores até ao final de 2030. Os planos representariam ainda uma redução do investimento na ordem dos 15%, para pouco mais de 130 mil milhões de euros nos próximos cinco anos.
Volkswagen weighs up to 100,000 job cuts, four plant closures in overhaul, sources say
— Reuters World (@ReutersWorld) June 26, 2026Até ao momento, segundo o jornal The Guardian, a administração da empresa não comentou as notícias sobre estes cortes de pessoal e reformulação da produção e um porta-voz referiu apenas que a Volkswagen não iria “antecipar-se ao processo” de reestruturação, sem, todavia, deixar de lembrar a mudança no setor automóvel.
“É verdade que toda a indústria automóvel e o Grupo Volkswagen estão a passar por uma profunda transformação. A direção executiva afirmou repetidamente que o nosso atual modelo de negócio já não funciona em todas as marcas: desenvolver automóveis na Alemanha, produzi-los na Europa e exportá-los para o mundo. O mundo mudou fundamentalmente nos últimos anos”, indicou um porta-voz da empresa.Com cerca de 650 mil trabalhadores distribuídos pelas suas diferentes marcas, nas quais se contam a Audi, a Skoda, a Bentley, a Seat ou a Cupra, o ‘gigante’ automóvel alemão tem revelado dificuldades na transição dos motores de combustão para a eletrificação dos seus automóveis, uma área em expansão e cada vez mais dominada pela indústria automóvel chinesa.

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