Carlos III já pagou 35 milhões de euros em impostos
▲O Rei e a Rainha Camila estiveram presentes em 708 eventos
NEIL HALL/EPA
O Rei Carlos III revelou esta quinta-feira quanto pagou de impostos desde que chegou ao trono, em 2022 — foram cerca de 35 milhões de euros, segundo o relatório anual das finanças reais. É a primeira vez que um monarca britânico divulga as suas informações fiscais.
Conforme o documento, entre 2024 e 2025 o monarca pagou 12,9 milhões de libras, o equivalente a 15 milhões de euros, em impostos. Já no ano fiscal anterior, entre 2023 e 2024, pagou 11,7 milhões de libras, ou 13,6 milhões de euros. No total, desde 2022, a fatura fiscal ultrapassou os 30 milhões de libras, cerca de 35 milhões de euros, indicou o documento divulgado pelo Palácio de Buckingham.A divulgação desta informação demonstra um esforço da monarquia britânica em ser mais transparente e surge num contexto de escândalos relacionados com o irmão do Rei, André Mountbatten-Windsor. De recordar também que Carlos já tornava pública a sua declaração de rendimentos quando era Príncipe de Gales.Os monarcas britânicos não são obrigados a pagar impostos sobre os rendimentos, imposto sucessório nem imposto sobre mais-valias. No entanto, desde 1993, a então Rainha Isabel II, que morreu em 2022, e o então príncipe, agora Rei Carlos III, pagam impostos sobre os rendimentos provenientes do Ducado de Lancaster, composto por propriedades rurais e imóveis em cidades por todo o país, e sobre rendimentos de investimentos pessoais. Já a Subvenção Soberana, atribuída anualmente pelo Governo britânico para pagar custos relacionados com pessoal, manutenção de edifícios e viagens de membros da realeza para compromissos oficiais, está isenta.
O relatório fiscal confirmou que este financiamento subiu para 132,1 milhões de libras, cerca de 153 milhões de euros, no ano fiscal 2025-2026, e que vai subir novamente para 137,9 milhões de libras, o equivalente a 160 milhões de euros. No entanto, mais de metade do financiamento continua a ser gasto na preservação e proteção dos Palácios Reais, que são património histórico, incluindo na restauração do Palácio de Buckingham, que se prolonga há vários anos, e que deve terminar até o final de 2027 — quando a a subvenção vai baixar para 99,9 milhões de libras, cerca de 116 milhões de euros.A Casa Real informou ainda que o Rei não vai residir permanentemente no Palácio de Buckingham, no centro de Londres, como fizeram os seus pais. Atualmente Carlos III vive na Clearence House, onde já residia quando ainda era príncipe de Gales. Segundo o documento, o Palácio vai continuar a ser o “centro cerimonial da atividade da família real, o principal local de trabalho da Casa Real e um bem do património nacional com maiores oportunidades de acesso para o público”. Um porta-voz disse que Carlos III “continua a nutrir um enorme carinho pelo Palácio de Buckingham e um profundo respeito pelo seu papel”. “Continuará a ser uma residência de trabalho, mas pretendemos alargar o acesso do público precisamente para maximizar o benefício nacional de um edifício financiado com fundos públicos“, esclareceu.No ano passado, quase 97 mil convidados participaram em 827 eventos no Palácio de Buckingham. O Rei e a Rainha Camila estiveram presentes em 708 eventos. O resto da família real marcou presença em 2.273 eventos no Reino Unido e no estrangeiro.










