19h. Missão portuguesa aguarda por autoridades venezuelanas
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Rádio Observador. E começa agora o Jornal das 7, edição da jornalista Beatriz Félix. E Beatriz, subiu para 41 o número de portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos sismos na Venezuela.
É o que revela o mais recente balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Pelo menos 41 portugueses e lusodescendentes morreram devido a estes sismos e 87 estão desaparecidos ou incontactáveis. Cinquenta e um são homens, 36 mulheres, tendo sido já encontrados 49. Segundo o ministério, entre os 41 mortos estão seis crianças e 35 adultos, sendo que 34 são lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento. No total, foram registadas até agora 1430 mortes. Subiu também o número de feridos. Até ao momento, o Parlamento venezuelano dá conta de mais de 3200.
E seguimos com o secretário-geral do PS, que diz que é importante haver uma boa articulação entre a Proteção Civil nacional, europeia e a Organização das Nações Unidas para socorrer quem precisa de ajuda na Venezuela.
José Luís Carneiro diz que a chave está na coordenação, especialmente nos primeiros momentos. Em Viseu, o líder do PS diz que a prioridade tem de ser a gestão dos meios que existem no terreno. Ainda assim, não fecha a porta ao reforço de meios. Contudo, diz José Luís Carneiro, o primeiro momento tem de ser de articulação de esforços no terreno.
Nestas primeiras horas, o mais importante é a boa coordenação entre forças e serviços da Proteção Civil, quer da Proteção Civil europeia, quer da Proteção Civil nacional e, sublinho, porque não se tem falado desse tema, a articulação com as Nações Unidas. E agora a grande questão está em garantir a boa integração de meios e sermos capazes de reforçar os meios à medida que as necessidades o vão justificando.
Nesse sentido, José Luís Carneiro disse que propôs ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que convocasse a Comissão Nacional de Proteção Civil para que possa articular-se com os diferentes ministérios. O secretário-geral socialista diz ainda que há toda a disponibilidade do PS na Assembleia da República e também no Parlamento Europeu para apoiar as autoridades portuguesas a responderem de forma eficaz à tragédia.
Eu queria manifestar toda a disponibilidade do Partido Socialista e do seu secretário-geral para apoiar as autoridades nacionais no esforço para projetar os recursos, os meios necessários para apoiar a comunidade portuguesa que se encontra na Venezuela, comunidade que eu conheço bem e com muita proximidade.
Sobre o número de portugueses mortos, José Luís Carneiro fala em felicidades e admite que os mortos ainda podem vir a aumentar.
Entretanto, a missão portuguesa para ajudar nas buscas de salvamento e primeiros socorros após os sismos na Venezuela aguarda pela atribuição de missão pelas autoridades venezuelanas.
É o que diz a Proteção Civil. Para já, os operacionais estão em estado de prontidão. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil dá conta de que a força operacional conjunta é composta por 64 elementos que, enquanto esperam pela missão, estão a descarregar toda a ajuda humanitária que partiu de Portugal para a Venezuela. Esta comitiva portuguesa chegou hoje em dois voos pela Força Aérea Portuguesa, carregados com ajuda humanitária. O vice-presidente da ASPROCIVIL, Jorge Silva, explica à Rádio Observador que o dia de amanhã é limite para salvar vidas.
Amanhã, domingo, será o chamado deadline pra gente conseguir ainda encontrar vida em sustentabilidade de dias manter. É essa a questão que temos aqui, que é termos um espaço temporal já muito curto para encontrar vida com alguma sustentabilidade. Depois, a partir daí, começa a ser cada vez mais difícil. Não quer dizer que seja impossível, mas começa a ser cada vez mais difícil. Depois, tudo depende dos fatores e, lá está, salubridade, água, alimentação e higiene.
E por isso, Jorge Silva explica como vão decorrer os trabalhos das equipas portuguesas no terreno.
As equipas estão preparadas para trabalhar bastante tempo. Aqui depois tem a ver com toda a questão que a Venezuela tem preparada para acolher estas equipas. Caso tenham comunidade de alimentação, estadia, para poderem trabalhar o máximo possível, porque estas equipas normalmente trabalham 10, 12 horas de seguida e depois descansam outras 10, 12 horas e voltam a trabalhar outra vez 10, 12 horas. E se estiverem com comunidade suficiente, conseguem trabalhar 10, 15, 20 dias de trabalho. Mas para já, o essencial é chegar o mais depressa possível.
Foram as declarações de Jorge Silva, presidente da ASPROCIVIL, à Rádio Observador.
E a Venezuela já recebeu mais de 1600 socorristas internacionais.
Que chegaram a Caracas para apoiar as operações de socorro após os sismos que abalaram o país na quarta-feira. Uma informação que foi avançada nas redes sociais pelo vice-ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros para a Europa e para a América do Norte, Oliver Blanco, sublinha que a Venezuela recebeu 17 voos com mais de 1600 membros e que há mais a caminho. O vice-ministro diz estar comovido com o apoio e a solidariedade da comunidade internacional.
E ainda na atualidade internacional, outro sismo no Afeganistão, mas também foi sentido no Paquistão.
O abalo foi registrado com uma magnitude de 6.1 na escala de Richter, com epicentro na região de Kush, no Afeganistão. Pouco passava das 18h, hora local, quando eram 14h em Lisboa, quando a Terra tremeu. Segundo dados do Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo, o abalo foi também sentido no país vizinho, Paquistão. Segundo as autoridades locais, não há registro de feridos ou estragos de maior dimensão. As autoridades de emergência estão, mesmo assim, a avaliar as estruturas.
E agora na política internacional, o Hezbollah rejeita o acordo entre Israel e o Líbano.
O grupo extremista assegura que não vai abandonar a luta armada. O chefe do Hezbollah diz que o entendimento é nulo e sem efeito. Naim Qassem insiste que o Hezbollah vai continuar como resistência no terreno para derrotar a ocupação israelita. Uma informação que é dada em comunicado, citado pela Al Jazeera. Sobre o acordo com Israel, o Hezbollah fala numa humilhação. Sublinha ainda que se trata de uma vergonha e numa rendição de soberania por parte do Líbano. Entretanto, o presidente do Parlamento do Líbano lamentou que o acordo-quadro alcançado na sexta-feira com o governo israelita tenha desencadeado uma agitação interna e pede também calma ao povo libanês.
E voltamos agora a falar de José Luís Carneiro, que exige explicações ao Ministro da Educação sobre o atraso na entrega dos exames de português aos professores para a correção.
O secretário-geral do PS diz que Fernando Alexandre deve explicações aos estudantes e às famílias portuguesas. José Luís Carneiro lembra que os professores estão há dias à espera que os exames estejam disponíveis na plataforma destinada à correção das provas, uma situação que leva o líder do PS a pedir algumas explicações.
O Ministro da Educação, do nosso ponto de vista, deve, de forma segura, tranquila, séria, rigorosa e transparente, explicar às famílias portuguesas qual é a causa deste atraso, porque recordo, ontem estávamos no quarto dia em que os professores estavam à espera que as provas fossem colocadas na plataforma para efeitos de correção e as provas ainda não tinham sido colocadas nessa mesma plataforma.
É o pedido de José Luís Carneiro. Em causa, a polêmica em que um dos pontos do exame nacional de português era igual ao de um manual publicado pela lei em agosto de 2025. Uma situação que levou vários professores a alertar para o perigo de a situação poder favorecer os alunos que tiveram acesso a esse manual. A somar a esta questão, a nova classificação digital dos exames tem registrado também alguns constrangimentos. Há professores a relatar atrasos na distribuição das credenciais de acesso às provas, o que levou o júri nacional de exames a ajustar o calendário para a correção.
E o Bloco de Esquerda entregou um voto de protesto no Parlamento contra a reunião em Bruxelas entre a Comissão Europeia e uma delegação do regime talibã do Afeganistão.
No voto de protesto entregue na Assembleia da República, o deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, propõe que o Parlamento português condene a realização da reunião. Fala num gesto político de profunda gravidade, sobretudo um mês depois de o Parlamento Europeu aprovar uma resolução que qualifica o regime talibã como sistema de apartheid. Fabian Figueiredo questionou ainda o governo sobre se Portugal esteve representado nesse encontro em Bruxelas. A eurodeputada eleita pelo Bloco, Catarina Martins, fez o mesmo num pedido entregue no Parlamento Europeu. Em causa, está uma reunião realizada em 23 de junho, em Bruxelas, entre serviços da Comissão Europeia, representantes de Estados-membros e uma delegação do regime talibã, que estiveram a discutir o regresso ao Afeganistão de pessoas que cometeram crimes graves ou que representam uma ameaça para a Europa.
E é o ponto final no Jornal das 7, edição da jornalista Beatriz Félix. Até já. E já a seguir temos: E o Resto é História.









