CIÊNCIA

Canções que descobrimos em junho


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Esta semana no Isto Não Passa na Rádio, o tema é: canções que descobrimos em junho.
“Estou cansado, não me apetece dormir, não me apetece ficar mal parado. Só me apetece fugir, sinto-me sem um lugar. Quando eu olhei e o céu sorriu pra mim. E eu sou tão sortudo, tenho amigos pelo mundo, tenho um porto seguro. Olha para nós, olha para nós. Somos tão sortudos, temos um pouco de tudo, sempre encontrando o rumo. Olha para nós, olha para nós. E eu sou tão sortudo. Complicou. Fogem as horas eu não faço nada. Preso no teto da minha almofada. Tudo vai ser bom. O que não for eu arranjo maneira. Tenho a sorte à minha cabeceira. E quando eu olhei, o céu sorriu pra mim. E eu sou tão sortudo, tenho amigos pelo mundo, tenho um porto seguro. Olha para nós, olha para nós. Somos tão sortudos, temos um pouco de tudo, sempre encontrando o rumo. Olha para nós, olha para nós. E eu sou tão sortudo. Olha pra nós, vou gritar. Deito tudo a visto, sem luz. Olhar e entender que só tomei aqui mesmo. Olha pra nós, vou gritar. Deito tudo a visto, sem luz. Olhar e entender que só tomei aqui mesmo. Olha pra nós, vou gritar. Deito tudo a visto, sem luz. Olhar e entender que só tomei aqui mesmo.”
Napa com “Sortudo”, é o tema que abre esta semana o Isto Não Passa na Rádio, que olha para as principais edições do último mês e coisas que nos ficaram no ouvido. Eu sou o Nelson Ferreira, comigo está o Tiago Pereira. Olá, Tiago.
Olá, Nelson. Desculpa, o Tiago Pereira estava aqui a tentar travar o resfriado.
Continua anasalado?
O meu mês de junho, canções que eu descobri, foram canções nasais. Não sei se quem nos ouve tem sentido estas maleitas.
Os pólens?
Não está fácil.
Não está fácil.
Sei lá, são os pólens. Sei lá, meu amigo.
Olha, queria falar dos Napa, porque gostei muito da canção nova desta banda portuguesa, “Sortudo”. Continuo muito fã do range vocal do Guilherme, que é o vocalista dos Napa.
Eu acho que é como aqueles guisados: está cada vez melhor.
Está cada vez melhor. Ótimos falsetes também.
Está a correr bem. Eu acho que eles estão num bom caminho.
E eu acho que esta “Sortudo” é a melhor canção da banda até agora. O futuro deles só pode ser sortudo. É pelo menos o que lhes desejo. De resto, eles já tinham lançado, depois da “Deslocado”, que os levou também à Eurovisão.
Eles são adeptos de canções sobre estados.
São. E repara numa coisa.
Como é que te sentes? “Deslocado”, “Sortudo”.
A “Deslocado” tinha uma temática, nem sempre me sinto bem em Lisboa, tenho saudades da cidade grande, tenho saudades da Madeira, tenho saudades do Funchal.
Eu também tenho saudades da Madeira.
Eu também. E a “Sortudo” tem um bocadinho uma temática que se toca com isso, que é: eu sou sortudo, tenho amigos pelo mundo, mas tenho um porto seguro. Continua essa noção de voltar a um sítio onde se está realmente confortável.
É a diáspora, meu amigo.
Os Napa não perderam isso. Antes tinham lançado “Amar de Novo”. Belíssima canção também com os Jovem Dionísio, uma banda brasileira. E é como tu dizes, cada canção dos Napa, eles parecem estar melhores. E foi por isso que trouxe esta “Sortudo”, que espero que goste. Anda-me colada no ouvido aquele refrão.
Cola como a pele na napa.
Boa! Tiago Pereira, agora com Wolfmoon, uma canção do Wolfmoon chamada “Lívio”. Fala-nos sobre isto.
Wolfmoon, como é que eu hei de explicar isto? Vou ser muito rápido.
Aqueles tipos que fazem tudo a solo e depois arranjam um nome que não o deles pra dar ao projeto. É o que faz Jack Stratton, que é conhecido como o fundador, o baterista e o ideólogo musical dos Wolfpack.
Sim, ok.
Estás a ver?
Tu próprio já trouxeste isso.
É das melhores coisas que o mundo tem neste momento. Na verdade, tem aqui o baterista e o baixista, o Joe Dart, que é Deus na Terra com o baixo, e que também fazem parte da mesma banda, a tocar. É um novo single deste projeto a solo que ele tem. E a voz é da Jackie Evans, que é um cruzamento possível entre a Carole King e a Karen Carpenter. Imagina que apertas o frasco do mel, mas ele transborda. É mais ou menos isso, mas em jeito funky R&B. Puxa a manta. Lívio, Wolf Moon, escolha do Tiago Pereira no Isto Não Passa na Rádio esta semana com as canções que descobrimos em junho. É engraçado teres trazido isso, porque tenho, daqui a pouco, uma novidade da Carly Simon. Lançou uma música nova e liga bem com este som que falavas e dessas divas tipo Carole King e Rickie Lee Jones.
Pois é.
Já falamos sobre isso, daqui a pouco. Por agora, Everything Is Recorded é um projeto de um senhor chamado Richard Russell, ele que é o patrão, é o dono, como é que se diz, da editora XL Recordings. Ele aqui juntou um rapper norte-americano, que é o IDK.
Mas é produtor, não é? Aí é que está a cena.
Mas de uns anos pra cá edita algumas canções, discos e EPs, como Everything Is Recorded. Há umas coisas bonitas dele com o Sampha, um vocalista muito talentoso. E aqui juntou-se com um rapper norte-americano e com a lenda Peter Gabriel, numa canção chamada “Beyond the Brilliant Haze”. Gostei muito da canção, é de facto uma misturada, é um trabalho de produtor. Tem a particularidade de, ao que parece, terá sido o próprio Peter Gabriel a pedir que a canção fosse misturada pelo Mike Elizondo, que é um protegido do Dr. Dre, que já venceu Grammys e é produtor de faixas como “In Da Club” dos 50 Cent ou “The Real Slim Shady” de Eminem.
Grandes malhas.
E o Peter Gabriel disse: “Não, eu quero este tipo pra misturar esta nova canção do projeto Everything Is Recorded.” É um bocadinho estranha, porque vai a muitos sítios. Eu gostei. Peter Gabriel e o rapper IDK com Richard Russell, como Everything is Recorded, é assim que assina as suas produções em nome próprio. Esta nova canção chama-se “Beyond the Brilliant Haze”. O Peter Gabriel continua ali naquele registo.
No seu planeta.
No seu planeta.
Fica-lhe bem.
Entretanto, vai ouvir coisas do IDK, que é um rapper em ascensão.
Sim, senhor.
Julia Jacklin, agora com a escolha do Tiago Pereira, que nos rapidamente vai explicar que canção nova é esta.
Rápido. Shawnice, da boa, australiana, vai ter um álbum novo em setembro. Extraordinária. Vamos bater palmas, vai ser notável como sempre, e tem uma canção nova que apareceu este mês. Chama-se “Get Away From Me” e é o costume: brilhantes melodias, aquelas guitarrinhas do quarto, meias inocentes, meias safadas e a voz meio punk rock, meio criança. Gosto muito.
Continuamos no Isto Não Passa na Rádio esta semana à descoberta das canções que saíram neste mês de junho e que mais ficaram nos nossos ouvidos. E Tiago, há que celebrar o regresso de Carly Simon.
Claro, com certeza.
Ninguém avisa. A mulher está de regresso tantos anos depois. De resto, anunciou um novo disco, que é o primeiro desde 2008 para a Carly Simon. Eu acho que ela é um tesouro vivo da música norte-americana, juntamente com essas vozes da Carole King, da Nicolette Larson, da Rickie Lee Jones. Talvez a “You’re So Vain”, de 1972, tenha sido um dos seus grandes êxitos, que tem o Mick Jagger a fazer ali umas vozes secundárias. É uma ótima canção, essa “You’re So Vain”, com muita coisa a dizer sobre a quem é dirigida essa letra dessa canção. Falava-se de Warren Beatty por causa de um caso amoroso que tiveram. Algumas histórias também engraçadas à volta da Carly Simon e da própria sua vida pessoal. Mas esta nova canção chama-se “Howl” e no novo disco, encontrei uma história que não fazia ideia. A Carly Simon foi uma das pessoas que tentou convencer o George W. Bush a dar um perdão de pena ao John Forte, que é um produtor norte-americano que trabalhou com os Fugees e que até morreu recentemente. O John Forte teve um problema no aeroporto de Newark, porque acho que foi apanhar duas pessoas que traziam muita droga nas suas malas. E ele foi condenado a uma pena grande, 14 anos, mas toda a gente achou aquilo bastante injusto para o papel que ele poderia ter naquele negócio. E o George W. Bush acaba por lhe dar um perdão presidencial em 2008. Ele sai mais cedo que o previsto e não sabia, parece que foi a Carly Simon, uma das grandes amigas, e que terá ajudado nesses apelos. O John Forte participa neste novo disco da Carly Simon. E eu gosto muito desta honestidade quando tu percebes que a Carly Simon já tem 83 anos e isso nota-se na voz dela e não tem mal nenhum.
Eu até acho que ela faz questão.
E ainda bem. O regresso da Carly Simon com “Howl”.
“Howl like the wind, roar like the river, wail like the rain, cry, shout and shiver. Shake like a dog, hiss like the fire, scratch at the moon, call of the liar.”
Desde 2008 que não ouvíamos nada novo da Carly Simon. Aqui está ela de regresso, ótima, aos 83 anos.
Nota-se que está com vontade.
Com o novo disco “Comes in Waves”, apontado para 14 de agosto, e também por lá uma das últimas gravações feitas em vida por John Forte, o produtor dos Fugees. Uma ligação que eu não imaginava que poderia existir. Yolanda, “Noite Inteira”, single novo para a portuguesa que tem anunciado para dezembro um concerto nos Coliseus, não é?
É muita coisa.
Aliás, no Coliseu dos Recreios.
É um álbum que há de sair no último trimestre do ano. É um concerto no Coliseu, dia 7, um concerto 360. E esta canção nova agora-
Isso quer dizer que o palco está no meio da sala.
Exatamente.
E a malta está à volta.
É um circo pop. E este single é uma canção zorra. Como é que eu vou explicar isto?
“Quebranto” é o título do álbum que ela vai lançar.
Chama-se “Noite Inteira” e o título é acertadíssimo. Citando a própria: “química a mais, compromisso a menos” e a banda sonora deste sentimento é um cruzamento possível entre um reggaeton a encontrar a kizomba na rua, entraram num bar e pow, saiu isto.
“Meu amor por ti só dura uma noite inteira. A tua cama não me cura, só incendeia. Meu amor por ti só dura uma noite inteira. A tua cama não me cura, só incendeia. Hoje tu cais no meu colo. Bastou cruzar o teu caminho. O que há entre nós é tão óbvio. Sabe a presságio antigo. Mas se amanhã sei que choraste por não dormires a meu lado. Já te tinha dito, amor: cada um no seu quadrado. Meu amor por ti só dura uma noite inteira. A tua cama não me cura, só incendeia. Meu amor por ti só dura uma noite inteira. A tua cama não me cura, só incendeia. Disse-te para vires com cuidado, mas estás a apaixonar-te. E agora o que é que a gente faz? Disse-te que era complicado, o meu espírito é forte, mas a carne é fraca demais. Eu quero o que me queres, só não sei ficar quieta. Dois dedos no ventre para dois dedos de conversa. Fui-te ajoelhar e se eu ajoelho a gente reza. Meu amor por ti só dura uma noite inteira. A tua cama não me cura, só incendeia. Meu amor por ti só dura uma noite inteira. A tua cama não me cura, só incendeia. Meu amor por ti só dura uma noite inteira. A tua cama não me cura, só incendeia. Meu amor por ti só dura uma noite inteira. A tua cama não me cura, só incendeia. Meu amor por ti só dura uma noite inteira. A tua cama não me cura, só incendeia.”
“Noite Inteira”, terceiro single de “Quebranto”, o disco de estreia da Yolanda. Tenho a ideia que de todas as vezes que a Yolanda lançou os seus singles novos deste disco, eles passaram aqui no “Isto Não Passa na Rádio”.
Consistência, meu amigo. Coerência.
Estamos com fé que vai ser um dos discos do ano na música nacional. Continuamos com muita música nacional. Neste mês de junho, já aqui destacámos os Napa, mas eu agora queria falar do Janeiro. Há uma canção nova chamada “Cor Lá Fora”. É um dueto com o Valter Lobo. Por que não se lembraram antes? Não tenho ideia deles alguma vez terem colaborado. Se calhar até já o fizeram.
As coisas nunca estão bem. Quando acontece uma coisa boa: por que é que isto não aconteceu antes?
Faz sentido. “Cor Lá Fora” é uma balada. Eu gostei dela porque, não sei se concordas, Tiago, quando em vez faz bem uma canção que nos abranda o batimento cardíaco.
Estou, meu amigo. Cada vez mais.
E os duetos, quando são bem feitos, são uma coisa aconchegante. E eu acho que isso acontece nesta “Cor Lá Fora”, a nova de Janeiro com o Valter Lobo.
Tenta ver além de ti. Tenta ser o que eu não esqueci. Tenta ser além de ti. Tenta ver o que eu não esqueci. Sempre que te fores embora, tenta ver a cor lá fora. Sempre que te fores embora, tenta ver a cor lá fora. Sempre que te fores embora, tenta ver a cor lá fora. Um desejo escarlate, um amor marfim, um horizonte turquesa. Mando-te este recado. Mandarei mais mil, podes ter a certeza. Sempre que te fores embora, tenta ver a cor lá fora. Sempre que te fores embora, tenta ver a cor lá fora. Sempre que te fores embora, tenta ver a cor lá fora. Sempre que te fores embora, tenta ver a cor lá fora. Sempre que te fores embora, tenta ver a cor lá fora.
Nada mal este regresso dos Janeiros. Muito bonita esta “Cor Lá Fora” com o Valter Lobo. Gostei muito, dois universos até bastante intimistas que se tocam aqui.
Além de ti.
Fez-me também lembrar esta canção, aqueles dias de chuva que tivemos durante esta semana e a gente olha pela janela e já as vê salpicadas. É um bocadinho esta banda sonora.
Bem bom, havia de ter durado mais.
Eu sou dessa opinião.
Olha.
Mas acho que é um bocado contra a corrente.
Vem aí.
Vem aí chuvada?
Não, meu amigo.
Mais calor ainda?
Se prepara.
Não gosto disso.
Pois é.
Vamos fechar esta semana com uma cowboyada trazida pelo Tiago.
É mais ou menos. Imagina, vou explicar isto.
Explica.
Eu já passei aqui muita cowboyada. Eu gosto muito de cowboys. Neste país temos tendência a não ligar muito aos cowboys, eu acho mal. Portanto, este é o meu hobby, cowboy. Um dos melhores cowboys atuais é o Sturgill Simpson, que tem uma série de álbuns de country em que dá a volta àquilo tudo e que são extraordinários. E ele tem outras encarnações, uma delas chama-se Johnny Blue Skies, o nome é ótimo, e depois toca com uma banda que se chama The Dark Clouds, e que também é bom e junta tudo. Ele editou um álbum novo no início deste ano, acho que passei aqui qualquer coisa na altura, chama-se “Mutiny After Midnight”, que é uma cowboyada, mas tem um lado mais funky. Na altura, aquilo só havia em formato analógico. Cowboys é isto. Em junho, editou o álbum em formato digital, portanto está nas plataformas habituais e lançou uma canção extra, que é uma versão de um clássico, talvez o maior dos clássicos, dos Procol Harum. Uma canção de 1967 que se chama “Whiter Shade of Pale”. E mais uma vez nesta versão, a versão respeita muito o original, não é uma reconstrução, nem uma desconstrução, mas é claramente uma versão que eles fizeram só para o gozo, só para poder ter uma desculpa de tocar aquela linha de Hammond, que é histórica e clássica e que deve dar imenso gozo a quem sabe fazer isto. E nota-se que é uma banda só a prestar uma homenagem a uma música de que gosta muito. E eu acho que isso é muito bonito.
É bonito também o facto de regressarmos para a semana com mais um Isto Não Passa na Rádio.
Vamos ver, meu amigo.
Não, vamos acreditar que sim.
Estou a brincar.
Grande abraço. Obrigado.
Até para a semana.
She stepped a light angle. Turned cartwheels ‘cross the floor. I was feeling kind of seasick. The crowd called out for more. And the room was humming harder. And the ceiling blew away. So I called out for another drink. And the waiter brought me a tray. And so it burns down Atlanta. As the miller told his tale. Let him face the first his ghostly. Turn the water shade of pale. She said there is no reason. And the truth is plain to see. So I wandered through my playing cards. And could not let her be. One of sixteen vestal virgins. That were headed for the coast. And although my eyes were open. They might as well’ve been closed. And so it burns down Atlanta. As the miller told his tale. Let him face the first his ghostly. Turn the water shade of pale, now

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