10h. Líder do PS acusa AD de governar de forma “insensível”
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O secretário-geral da FENPROF não tem garantias de que já tenha começado a correção das provas de Português do 12º ano, apesar de o Júri Nacional de Exames ter afirmado que começava hoje a distribuição das credenciais aos professores. O processo tem sido marcado por atrasos e por vários problemas técnicos e com críticas dos sindicatos de professores. O secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, fala mesmo de um caos instalado. Os exames de Português do 12º ano deveriam ter começado a ser corrigidos na terça-feira passada, só que as credenciais necessárias para fazer esse trabalho ainda não chegaram a todos os professores corretores. É uma novidade este ano, as provas são corrigidas numa plataforma digital, apesar dos alunos continuarem a escrever a prova à mão. O secretário-geral da FENPROF diz que tem recebido relatos preocupantes por parte dos professores.
Relatos de professores convocados por escolas onde já não exercem funções, professores que já se aposentaram. Temos até o relato de uma professora que foi convocada, que faleceu. Colegas foram convocados para classificadores de disciplinas, uns para as quais já não lecionam há muito tempo, outros, recebemos aqui relatos de professores de Biologia e Geografia que foram convocados para corretores de exames de Português e de Português Língua Não Materna, respectivamente.
José Feliciano Costa explica também que é normal haver alguns problemas no processo de correção dos exames, mas sublinha que este ano a reorganização do Ministério da Educação veio dificultar o processo.
São problemas que não costumavam acontecer com esta dimensão. Evidentemente que um processo que envolve a realização de milhares de exames, provavelmente terá sempre alguns-
Há sempre uma margem de erro aceitável
Mas normalmente são problemas resolvidos nos próprios secretariados de exames das escolas, que neste momento não têm indicação nenhuma. Os próprios contatos que são feitos, as linhas que não dão resposta. Isto, de fato, é um problema complexo, que está muito ligado também a uma reorganização que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação fez.
José Feliciano Costa, o secretário-geral da FENPROF, em declarações à Rádio Observador. Há ainda relatos de professores que receberam SMS para se dirigir em imediata disponibilidade ao centro de digitalização dos exames durante o fim de semana. Continuamos a analisar o tema, agora em direto com o representante dos diretores escolares, Filinto Lima. Bom dia, obrigada por estar conosco. Tem novidades desta segunda-feira, algum avanço no processo de comunicação com os professores que vão corrigir os exames do 12º ano?
A novidade é a promessa feita no sábado passado, através do EDUCA, do Júri Nacional de Exames, que a partir de hoje, quase com uma semana de atraso, os professores corretores dos exames do 11º e 12º anos de escolaridade irão finalmente receber os itens das provas para corrigir, ou seja, para começarem a trabalhar quase uma semana após o prazo. Essa é a novidade que temos. Ainda não tivemos tempo de concretizar se isso está a acontecer, mas a grande novidade é essa. Agora, esperemos é que isso seja de fato uma novidade e que se passe à ação para que os nossos professores possam, de fato, corrigir as provas.
E começando a corrigir as provas, mesmo que seja a partir de hoje, haverá a possibilidade de manter a data para publicação, a afixação dos resultados dos exames, 10 de julho?
Isso não foi alterado. O comunicado diz mesmo que o prazo, que no início era dia 6 de julho, passou pro dia 10, numa segunda fase, e ontem, no sábado, através do comunicado do Júri Nacional de Exames, manteve-se o prazo. Ou seja, até o dia 10 de julho, os professores devem corrigir essas provas. Para quê? Para que nós, diretores, possamos afixar as notas, as classificações, as pautas no dia 14 de julho. Portanto, essa é a promessa do EDUCA, através do Júri Nacional de Exames.
E é um prazo que lhe parece aceitável?
Seguramente, o Ministério da Educação fez as contas através do EDUCA e penso que poderá ser um prazo aceitável, mas só quem está a corrigir estas provas, não só de Português, mas a prova de Português é que envolveu mais alunos, nem foi a primeira, é que o poderá dizer. Aqui o grande problema foi, de fato, e há que admitir isso, e o EDUCA já admitiu, e fez bem, foi este passo que deu. No outro dia eu disse que o ministro deu um passo corajoso, politicamente corajoso, mas arriscado. E o que se percebe até o momento está a falhar a digitalização destas provas e a plataforma, como vocês referem bem, digital, também não está a corresponder 100%. Esperamos que a partir de hoje, o que eu acabo de dizer, de fato, seja mentira, para que os nossos professores possam corrigir as provas com toda a tranquilidade, para que depois nós possamos afixar as classificações no dia previsto, que é o dia 14 de julho.
Vamos aguardar então por isso. Filinto Lima, muito obrigada por nos ter dado conta da situação. Para já, não há novidades, há essa garantia dada de que os professores vão começar a ter acesso a esta plataforma digital. Este ano, essa é uma das grandes novidades dos exames nacionais, a forma de avaliação do teste de Português do 12º ano, em que os alunos continuaram a escrever as respostas à mão, mas em folhas específicas, que estão agora no processo de digitalização, para que depois possam ser corrigidas e avaliadas numa plataforma digital. O secretário-geral do PS acusa a AD de estar a governar de forma insensível e desligada dos problemas reais dos portugueses. São as declarações de José Luís Carneiro, as primeiras desde que começaram as jornadas parlamentares do PS. Tiveram início na estação da Portela, de Sintra. Seguiu-se depois uma viagem até ao Rossio, Lisboa. Pelo caminho, o líder do PS foi falando com várias pessoas sobre o aumento do custo de vida. À chegada ao centro de Lisboa, José Luís Carneiro diz que a AD tem se aliado ao CHEGA em questões ideológicas que nada têm a ver com os problemas dos portugueses.
Eu não consigo entender a insensibilidade do Governo para estas matérias Aquilo que eu vejo é o governo preocupado com matérias ideológicas, sempre a procurar encontrar mecanismos de combate e de clivagem ideológica, aliando-se, para esse efeito, com o partido da extrema-direita e verdadeiramente insensível a estes temas que dizem respeito à vida das pessoas.
Olhando para os próximos meses, José Luís Carneiro diz ter a esperança de que o Governo mude de rumo e prefira o PS ao Chega nas negociações.
Eu tenho a expectativa de que o Governo faça a inversão de marcha. E a minha expectativa de que o Governo faça a inversão de marcha é porque há muito tempo que o Governo está em contramão. Está em contramão numa autoestrada e a grande velocidade. E esse contramão numa autoestrada e em grande velocidade só pode dar mau resultado.
José Luís Carneiro acusa também o PS de utilizar questões como o Fundo Soberano como manobras de distração. No entanto, o secretário-geral do PS diz que ainda é cedo para falar sobre as negociações do Orçamento do Estado. As jornadas parlamentares do Partido Socialista terminam amanhã. E Carla, subiu para 89 o número de cidadãos portugueses e lusodescendentes desaparecidos depois dos sismos na Venezuela. O número de vítimas mortais de portugueses ou de lusodescendentes mantém-se nos 53, destes, oito crianças. É o que dá conta um novo balanço divulgado na última hora pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Observador. No total, há até agora registro de 1450 mortos, mais de 3000 feridos e quase 50 mil desaparecidos. As equipas de busca e salvamento estão no terreno à procura de sobreviventes. No fim de semana, foram resgatadas com vida 33 pessoas. Ouvido pela Rádio Observador, Fernando Carrilho, chefe da Divisão de Sismologia do IPMA, sublinha que a má qualidade da construção dos edifícios na Venezuela terá sido um dos principais fatores para o elevado número de vítimas mortais.
Há outros condicionantes que também afetam a forma como o sismo impacta. Um deles tem a ver com a ação humana, ou seja, como é que se constrói, em condições é que se constrói. E isso é outro fator que condiciona muito os efeitos dos sismos, porque como é sabido, não são propriamente os sismos que matam, que vitimam, mas sim as casas onde nós vivemos.
O chefe da Divisão de Geofísica do IPMA sublinha que é importante antecipar e prevenir, algo que não aconteceu na Venezuela. Nos últimos dias tem-se registado também alguma atividade sísmica um pouco por todo o mundo, incluindo Portugal. Registou-se ontem um abalo de magnitude 4.1 na escala de Richter em Portimão e em Lagos. O chefe da Divisão de Sismologia, Fernando Carrilho, diz que esta atividade sísmica global está normal. Garante que esta série de abalos são episódios isolados e sem ligação entre eles. São agora 10:09, Carla. Já a seguir o Contracorrente, mas primeiro que outras notícias estão em destaque a esta hora. O Serviço Nacional de Saúde registou um déficit de 1.035 milhões de euros no ano passado, montante que representa uma melhoria de 534 milhões de euros em comparação com o ano anterior. Dados que acabam de ser divulgados pelo Conselho das Finanças Públicas. De acordo com este organismo, o déficit representa um valor significativamente acima do previsto no Orçamento do Estado para 2025, que era de 217 milhões de euros. É a notícia que faz manchete no site do Observador. A operação Erva Daninha visa 13 arguidos e 11 sociedades comerciais. A investigação começou em 2022, desmantelou uma rede de tráfico de droga internacional. Sabe-se agora que a rede utilizava licenças do Infarmed para cânabis medicinal para encobrir o tráfico de estupefacientes. Em causa estão crimes como branqueamento de capitais, falsificação de documento, tráfico de estupefacientes e associação criminosa. É o que indica a acusação do DCIAP a que o Observador teve acesso. O calor: cinco distritos do interior estão hoje sob aviso amarelo por causa das altas temperaturas. Portugal continental vai estar nos próximos dias afetado por uma vaga de temperaturas altas, a rondar os 40 graus em várias regiões. A Europa também continua a ser afetada, com vários países a baterem temperaturas recorde.










