CIÊNCIA

Adeus Alemanha e o "teatrinho" de 6 golos da Áustria


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
E no final, não ganha a Alemanha.
Não ganha a Alemanha. Hoje vamos falar da Alemanha e não só, de outros resultados dos 16 avos de final, de outro treinador que chegou ao fim da linha e agora vão ser muitos que são eliminados e dizem adeus às respectivas seleções. E vamos também falar sobre as suspeitas de um jogo da fase de grupos, sobre se esse jogo terá sido ou não combinado. Mas vamos começar por olhar para os resultados dos 16 avos de final, dos três jogos de ontem, um já nesta madrugada. O Brasil sofreu para eliminar o Japão, mas respirou de alívio no fim. Começou a perder ainda na primeira parte, mas na segunda parte Carlo Ancelotti pôs ali uns pozinhos de magia e a equipa apareceu na sua melhor versão. Casemiro marcou o gol do empate. Casemiro, que parecia já quase de gatas no final da primeira parte, apareceu para marcar esse gol e mesmo no final, já nos descontos, Gabriel Martinelli deu a vitória à seleção do Brasil. E pelo meio, Vini Júnior quase marcou um gol do outro mundo. Para mim, até agora, o melhor quase gol deste mundial. Arrancou do meio-campo, fintou dois adversários e depois a bola caprichosamente não entrou. O guarda-redes do Japão defendeu, mas a bola ainda bateu no poste. E assim o Brasil passa aos oitavos de final. Quem não estará nos oitavos de final? É a Alemanha. É verdade. Como é aquela máxima, Paulo?
É verdade.
11 contra 11.
E depois no fim ganha a Alemanha. Já não sei o que dizer. Isso deixa-me sempre sem palavras em relação ao futebol.
É que nem nos penáltis, porque por incrível que pareça, a Alemanha nunca tinha perdido um desempate por grandes penalidades no mundial.
Assim se prova que o mundo está num lugar muito perigoso.
É verdade, já não é como era.
Agora é assim.
Nem os polvos já acertam nos resultados.
O polvo ainda está em ativo ou não?
Esse, se calhar, já acabou à lagareiro.
Está ativo, mas na digestão.
Haverá um substituto.
Deu um belo almoço.
Sabes que os polvos são muito inteligentes, não digas essas coisas, vais desagradar alguns.
Eu conheço pessoas que deixaram de comer polvo depois daquele documentário.
Depois do documentário da Netflix.
Que é espetacular, eu continuo a comer, mas com todo o respeito pela inteligência.
Eu fui o único que não viu o documentário.
Eu também continuo sem. O documentário.
Quando ouvi a solução hoje dia: “Deixei de comer polvo. É melhor não ver o documentário.”
Cancela já a Netflix.
A Alemanha ontem chegou ao jogo contra o Paraguai como favorita para esse jogo. Apesar de ter sofrido uma derrota contra o Equador no último jogo da fase de grupos, o selecionador Julian Nagelsmann optou por dar a titularidade, finalmente, ao avançado Denis Undav. Ele estava a ser criticado porque o Denis Undav tem uma excelente média.
Denis Undap?
Undav. É quase Undap, mas ontem não acelerou muito.
Mas ontem houve muitas motas em campo. Suzuki, Kawasaki.
O Suzuki estava lá na baliza. Não é daqueles que aceleram por estar lá.
O Suzuki é o nome do meio, por isso é que tu não sabes.
Pois.
É o nome da mãe. Nunca aparece o nome do pai.
Pois é.
Há países em que a tradição é essa.
É o nome da mãe. Se calhar o Suzuki é nome da mãe. Por acaso o pai é que é ganês e a mãe é asiática.
Está a falar do guarda-redes, não é?
O guarda-redes.
O pai é o quê?
Ganês.
Do Gana.
Tu disseste: “O pai é que é ganês.” Foi o que tu disseste.
Foi o que eu disse. Depois pus para trás. É que é ganês. Undav jogou, mas não marcou.
Não.
Não marcou. Desta vez não marcou. Se calhar tinha razão o selecionador, que ele joga melhor quando sai do banco.
Mas essas pessoas não estão contentes. Não são criticados por não pôr os jogadores a jogar, os outros são criticados por teimar em manter os jogadores a jogar. Não estão lembrados de revocar a partida. Neste último caso, não me estou a lembrar de nenhum selecionador legal que insista em manter os jogadores a jogar contra tantas opiniões, mas enfim. Deve haver, de certeza.
Mas ele continua. O Paraguai tinha uma péssima recordação de penáltis. Em 2010, foi quando chegou mais longe, chegou aos quartos de final, foi eliminado pela Espanha nos penáltis. Um jogo em que Óscar Cardoso, antigo avançado do Benfica, falhou um penálti também. Isto durante o jogo. E assim o Paraguai teve a oportunidade de fazer justiça ou pelo menos acertar contas com a história. Ontem jogou à defesa, que era aquilo que se esperava, mas jogou bem. Impediu a Alemanha de marcar o suficiente para ganhar o jogo, teve de ir a penáltis. Os alemães nunca tinham perdido um desempate por penáltis no mundial. Nunca. Ganharam à França em 82, no México, nos quartos de final, em 86 também ganharam. Em 90 venceram os ingleses nas meias-finais e em 2006, no mundial da Alemanha, bateram a Argentina nos quartos de final. Agora, finalmente, aprenderam o que custa perder nos penáltis. Também Países Baixos e Marrocos foram a penáltis. Ganharam os marroquinos. Foi também um desempate extraordinário A Holanda, os Países Baixos, pareciam lançados para a vitória, mas depois apareceu Bono, o guarda-redes.
E até começaram bem nos penaltis. Eu estava a ouvir aqui o relato do João.
Começaram bem, mas depois apareceu o guarda-redes marroquino, que é muito bom nos penaltis e defende de uma maneira menos ortodoxa, um pouco criativa. Ele não se atirou para o chão, por exemplo, no penalty decisivo. Defendeu em pé, jogou só para um lado e o avançado nem olhou e não viu para onde o guarda-redes se estava a movimentar. E assim, o Marrocos está lançado para pelo menos igualar o resultado do último mundial, em que chegou às meias-finais, para já estar nos oitavos de final, onde não chegou o Uruguai. O Uruguai acabou na fase de grupos, um grupo que à partida era acessível para o Uruguai, mas já sabemos quem é que passou, foi Cabo Verde. E agora Marcelo Bielsa, o treinador argentino do Uruguai, em princípio vai-se embora. Ele que é muito admirado por outros treinadores, por ser um mestre da tática. Guardiola é um dos fãs de Marcelo Bielsa, mas ele teve muitos problemas com os jogadores durante este mundial, mesmo na preparação para o mundial. Está a ser muito criticado no Uruguai pelas escolhas e por não ter conseguido gerir. Aqui a questão não é tanto de tática, é por não conseguir gerir bem o balneário e desagradar alguns dos nomes mais fortes. Isto acontece a todos. Há uns que não desagradam, há uns que se esforçam por não desagradar. Também não vais dizer quem é que foi. Marcelo Bielsa hoje deverá dar uma conferência de imprensa a anunciar a saída do comando técnico do Uruguai. E aqui temos de regressar a um jogo da fase de grupos que se suspeita que o resultado poderá ter sido de alguma forma combinado entre as duas equipas, entre a Áustria e a Argélia. Os dois com o empate eliminavam o Irão. Ou seja, se um dos dois ganhasse, passavam os dois. Convinha aos dois o empate e acabou por acontecer. Só que não foi um empate normal, não foi um zero a zero, em que eles ficassem só a trocar a bola. Não, foi um três a três com o último gol, o do empate da Áustria, a ser marcado.
Pelo menos quiseram dar espetáculo. Seis gols não é coisa que desanimaram.
Se foi combinado, disfarçaram bem. Ainda que depois agora surjam teorias da conspiração e mostrem os jogadores a falar uns com os outros, porque a Argélia marcou o 3 x 2 quase no final, o que fazia com que a Argélia acabasse por passar, mas iria encontrar a Espanha. Ou seja, também não convinha teoricamente a vitória à Argélia, porque acabaria por encontrar uma seleção teoricamente mais forte. Assim, com o empate vai encontrar a Suíça. Mas isto trouxe lembranças de um jogo muito célebre do Mundial 82, em que a Alemanha, na altura República Federal da Alemanha, e a Áustria jogaram para o empate porque as duas passavam, eliminando precisamente nessa altura a Argélia. Ficou conhecido como a desgraça de Gijón.
Como a mostarda.
Não, a mostarda é de Dijon. Esta é de Gijón. Não sei, como é que é? Será Gijón?
Gijón. Isso fica em Espanha.
Espanha. Então é Gijón.
Como Jamón.
A desgraça de Gijón.
Rima com Jamón.
Seja como for, alguns dizem que o Irão vai protestar, mas não deverá ter aqui grande sorte, porque será difícil provar que houve aqui uma combinação. Seja como for, a Áustria agora vai defrontar a Espanha em Los Angeles. A Argélia jogará com a Suíça em Vancouver e o Irão foi para casa.
O Irão já irão.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Adblock Detectado

Para continuar no site, por favor, desative o Adblock.