Tarde Política é posta à prova pelas Manhãs 360
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Esta é a comissão de inquérito das manhãs 360. Estamos a celebrar sete anos de Rádio Observador e por isso esta manhã recebemos a equipa da Tarde Política, Judite França e Ricardo Conceição. Bom dia.
Olá.
Bem-vindos. Obrigada por terem aceitado este convite irrecusável.
Obrigado.
Há meses que andamos atrás deles.
Há meses.
Não foi fácil.
Já ouviram, sabem como é que funciona?
Ligeiramente. Tenho uma vaga ideia.
São cinco perguntas, cada resposta certa vale cinco pontos.
Acho que isso vai correr muito mal.
Se pedirem a nossa ajuda e acertarem, recebem dois pontos.
Estão à espera de facilidades, desenganem-se.
Pois é, estamos exatamente à espera do contrário.
Mas isto é muito cedo para vocês, não é? Se calhar não funcionam bem a esta hora. Vamos começar por uma simples.
Vamos ser assim calhados no ar.
Assim calhados. Vamos recuar até à primeira emissão da Rádio Observador, 27 de junho de 2019. Em que dia da semana calhou?
Uma quinta-feira.
Acho que foi uma quinta-feira.
Estão de acordo?
Desculpem lá. É quinta-feira.
Quinta-feira?
Sim.
Isto não é uma bandalheira, vocês entre mais têm que me olhar o porta-voz.
Tem de vestir.
Eu peço porta-voz, Judite.
Então vá. Quinta-feira, têm a certeza?
Quinta-feira.
Sim.
Não foi uma quarta?
Não. Não foi uma sexta?
Não.
Têm a certeza? Querem bloquear a resposta?
Sim.
Está certo.
Isso é incrível, eles estão aqui para nos atrapalhar, repara. É câmara de age.
Estão aqui para nos envergonhar.
Nada disso.
Façam esse balanço no fim das cinco perguntas.
Ricardo, tu estiveste mais de 20 anos a acordar cedinho, às 4 da manhã, como eu e a Carla. Judite, estiveste conosco nas manhãs durante dois anos e meio. Agora estão os dois à tarde, fresquinhos, com ar de quem dorme oito horas por noite. Mas confessem lá, o turno da tarde é muito mais feliz, porque vocês só têm de comentar aquilo que nós passamos a manhã toda a descobrir.
É isso mesmo. Nós acordamos, tomamos o nosso pequeno-almoço numa mesa farta, com suco de laranja.
E bolo.
E acordam já com o sol, não é?
Sim.
Eles vêm cá para desfrutar.
Como no “Telenovela”.
De telenovela brasileira.
Até permite.
Estamos a ouvir e tal, e diz: “Olha, Judite, os miúdos hoje fizeram isto de manhã.”
O que é que vamos fazer umas explicadas sobre isto.
Sim, vamos pegar nisto. Depois, assim também já está despachado.
Vamos pegar nisto, mas em melhor.
Exato.
Mas com tempo.
Vamos melhorar. Com glitter.
É.
Não conseguem.
Não.
Mas pronto.
Nós tentamos.
Mas tentam.
Tentamos.
Tu não sabes porque não ouves.
Não.
Agora já estamos a fazer o sininho, já estamos a preparar para o sininho. Agora a pergunta é: o ritmo de informação é muito diferente. Vocês, como a Judite estava aqui a recordar, que têm a experiência do que é estar aqui de manhã. O ritmo muda completamente.
Muda. Muda, é mais distendido, mas eu acho que também o modelo da tarde é um bocadinho mais distendido. E isso tem muito a ver com o estilo do Ricardo, sobretudo.
Que é distendido.
Que é distendido.
Que é mais superior.
Mas claro que sim, claro que de manhã há um frémito que à tarde não existe. Nem é bom imprimirmos esse frémito nas pessoas, porque as pessoas estão-
Já é o regresso a casa.
É o regresso a casa.
Não queremos enervar ninguém.
Não.
Já apanharam com um dia de trabalho.
E vão apanhar com trânsito para casa. Portanto, não as vamos irritar.
Por isso é que o Ricardo deseja sempre boa viagem.
Sempre.
Está sempre. Até a mim que estou em casa. Tu estás sempre a desejar boa viagem.
E acabas de um lado para o outro só para.
Mas queres a explicação técnica para isso?
Explica.
A explicação técnica é que a maioria das pessoas que está a ouvir rádio, uma larga maioria das pessoas que estão a ouvir rádio a essa hora, ao final da tarde, estão no carro.
Mas não temos de excluir as pessoas que não estão.
Não, nós somos muito inclusivos.
Vamos excluir a Carla, que está a ouvir da cozinha.
Está a passar a ferro.
No fundo da vida também é uma viagem, Bruno. Tu és um escritor incrível, portanto, percebes isto, a vida é uma viagem.
Estamos todos numa viagem.
Imagina, tu de qualquer forma, é aquela hora, 18h, estás a preparar o jantar.
Já é uma viagem.
E pensas: “Não tenho cebolas.” Tens de ir à mercearia, portanto é uma viagem. Boa viagem, Bruno.
Eu agradeço tanto quando tu dizes boa viagem, Bruno.
Mais logo quando eu tiver de fazer o jantar, eu vou entender quando falares comigo.
Vou te confessar uma coisa, nós até falávamos nisso com o Nuno Salo Poças. Além da boa viagem, também digo bom regresso a casa.
Mesmo para as pessoas que não estão a regressar a casa.
Exato, estava com o Nuno, estávamos com o microfone desligado, eu disse: “Bom regresso a casa.” As pessoas podem ir para onde elas quiserem, não têm que ir para casa esta hora. Tenho que parar de dizer isto.
Ora bem, vocês estão com cinco pontos, mas hoje é o dia do sete. E por isso vamos a este número. Vocês são pessoas muito bem informadas, digam-nos os sete pecados mortais.
Esta era para os padres.
No fundo, façam mal com a avaliação.
Na verdade, nós já fizemos uma comissão de inquérito.
Temos que nos lembrar, exato. Esta era uma pergunta que se perdeu.
Das histórias da Bíblia.
Eu lembro-me do Seven.
Façam mal com a avaliação e pronto, chegam à luxúria.
Inveja ou luxúria.
A gula.
A gula, três. A preguiça.
A preguiça, quatro. Faltam três.
Oh, diabo.
Nem sequer não pode ser oh diabo nesta pergunta.
Se calhar é melhor.
Vou ligar ao João Francisco Govs e ao João Bastos. Lembra-te do filmes, Judite.
Estou a tentar.
Aquele que acaba-
Temos artistas ou não? Podes. Se calhar precisamos de uma ajuda.
Tem a ver com o dinheiro. Uma tem a ver com o dinheiro. Não é a avareza.
É, é a avareza.
E a usura também não.
Não, não vás por aí.
É um pecado mortal, pelo amor de Deus.
Outra tem a ver com o ego
O ego. O egoísmo? Não. O egocentrismo também não. Narcisismo?
Está lá perto.
Tem mais a ver com o temperamento, não é?
Sim.
É o temperamento.
Agora vamos falar sobre mim?
Vocês já disseram: ira, gula, inveja, preguiça, avareza, luxúria. Faltam uma. Querem ajuda?
Não está escrita luxúria.
Já disse luxúria. Querem ajuda?
Queremos.
Muito bem. Falta de pontualidade, má dicção ou soberba.
Soberba. Se bem que má dicção é um pecado mortal.
Uma pista geográfica: soberba da Caparica.
Era essa a próxima.
Um grande abraço para a soberba da Caparica.
Portanto, o repique é: qual é a vossa praia preferida? De Caparica.
Esta é o outro pecado mortal, dizer da Caparica.
Não, já está desatualizado.
Está escrito mal entras na costa, diz: Costa de Caparica.
Sim, mas já tens documentação camarária que tem a de.
Isto está a ser gravado para memória futura. Para mim será sempre da Caparica.
Claro. Quando o povo decide.
Venha quem vier.
Venha quem vier. Abro qual é a praia favorita?
Não é nada disso. O que eu quero saber, e tem a ver com esta coisa dos pecados, o que a rádio não pode nunca fazer, sob pena de perder a sua identidade?
Tanta coisa.
Passar música, por exemplo.
Não.
O que é isso música, Carmo?
Passar música nas manhãs.
Imagina três músicas seguidas nas manhãs, Ricardo.
Acho que isso é uma discussão que não podemos ter.
É o tema frágil. Não podemos ter em direto.
Sabes que a música é dos temas mais fraturantes na rádio.
Na rádio, é verdade.
Eu ia dizer o silêncio, mas também não, porque o silêncio é uma espécie de bomba atômica da rádio. Só pode ser usado em circunstâncias muito especiais, mas pode ser usado.
Nós temos tido alguns silêncios depois de ouvirmos o hino aqui na Rádio Observador agora. Logo ali, naqueles segundos seguintes.
E da Teresinha Landeira.
E do João Pedro Pais.
Mas sim, eu diria o silêncio.
Ainda não ouviram a minha. Quando ouvirem a minha, o silêncio vai ser longo depois.
Na rádio conseguimos fazer tudo.
As regras são para se quebrar.
Vocês dão-se bem. Qual é a maior qualidade do Ricardo Conceição, Judite? Depois vou ao defeito.
A maior qualidade do Ricardo Conceição é o feitio. O Ricardo não estressa comigo, estressa com toda a gente, mas não estressa comigo.
É verdade.
Então é uma qualidade da Judite, não é do Ricardo.
Não, eu acho que ele faz isso porque sabe que se estressar comigo é capaz de ser complicado.
A maior qualidade do Ricardo é não ter defeitos. Pronto.
O Ricardo tem muito bom feitio para trabalhar. É verdade.
Não digas isso.
Não vamos continuar com ele.
Era só um. Pronto, era só um. Ricardo, a Judite.
Eu conheço a Judite há muitos anos.
Isso é impossível, ela não tem muitos anos.
Somos amigos há muitos anos também.
Isso facilita ou dificulta?
Nós paramos muito bem isso, é uma coisa curiosa e naturalmente. Mas somos amigos fora da rádio há muitos anos, mas quando estamos a trabalhar, estamos a trabalhar. A Judite tranquiliza-me a um nível pouco habitual.
Por isso é que ela depois disto é muito calma.
Não, eu vou te explicar por quê. Porque nós trabalhamos os dois muito em equipe, sem a necessidade de estarmos ali permanentemente a conversar um com o outro, ou seja, é uma coisa já muito natural. E temos as tarefas mais ou menos naturalmente divididas. Eu tenho uma confiança cega nela. E a probabilidade é enorme de eu dizer disparates, basta ouvir-me todos os dias. Eu sei que a Judite está ali e não me deixa cair.
Isso é a coisa mais importante, é saber que o outro, e vocês sentem isso nas manhãs.
Vocês percebem o outro só com o olhar.
Sim, mas o outro está lá para te agarrar. Nós estamos em direto, e o direto é difícil. E por mais que prepares o direto, há sempre coisas que podem acontecer. E não há nada melhor do que teres um companheiro ali ao lado que te segura se alguma coisa correr mal.
Agora vamos dar a mão.
Vocês que estão a ouvir isto, vocês, Maria João, Carla e Bruno, estão a ouvir isto, o companheirismo que é preciso. Não digo mais nada.
Vocês não só têm isso de manhã, como se nota muito bem. E falas com quem falar.
É verdade.
E toda a gente diz que a vossa química de manhã é muito incrível.
A Judite tem uma outra qualidade incrível, que é quando eu, e também acontece muitas vezes, estou quase a escorregar, abro-me os olhos, assim tipo: “Mãe!” Aí está uma grande vantagem da rádio em relação à televisão.
Exato.
Abrir os olhos. Muito bem, vamos à próxima questão: qual foi o primeiro podcast Plus lançado em fevereiro de 2024?
Isso a gente sabe.
Se não fosses tu, era tudo fácil. Boa!
Sabem tudo.
Estou aqui para te fazer a vida difícil.
E tem a preferência de algum? Já vão 13 podcasts. Alguma preferência?
Para mim, o meu preferido é o da Vera Lagoa. Se calhar, porque também tenho ali uma proximidade, gosto muito da personagem.
O tema à partida era muito apelativo.
Eu gosto muito do sargento, foi o primeiro.
Marcou logo o standard da linha.
Muito. Não sei se posso estar a dizer isto publicamente. Gostei muito do Piratinha.
Tem a ver com as histórias. Há histórias que nos tocam mais do que outras. O Piratinha é muito bom também.
E uma história que já estava perdida na memória coletiva.
Da Operação Papagaio também tem muita graça. E os ficheiros do Carlos Castro, acho que é um trabalho incrível da Tânia.
Foi muito boa esta modalidade que entretanto se tornou possível para os assinantes do Observador, que é poder ouvir os podcasts do Observador de enfiada. E alguns é quase irresistível.
Mas eu nunca faço isso.
Não?
Eu gosto de esperar.
Eu faço.
Eu faço.
Eu gosto de esperar. Na televisão é igual, eu gosto das séries de formação. Gosto disso.
Claro. Este último sobre o Carlos Castro foi talvez o mais ouvido.
Sim.
Claramente.
E também o mais duro, se calhar.
Sim, o mais duro. Elevou o tema a uma geração que não se lembrava.
Não sabia o que era.
Exatamente. E foi um trabalho prolongado durante muito tempo. A Tânia Pririnha está sentada à minha frente na redação.
Depois tu vais sabendo. Tu sabes quais são os próximos, é verdade.
Ele tem poder de decisão.
Sei.
Estás informado.
É malta com connections.
Está quase a ser operado. Então vamos à quarta pergunta: em maio, qual foi o podcast mais ouvido do Observador?
Foi o do Carlos Castro.
Isso a gente já sabe.
Em maio?
Em maio. Atenção, em maio.
É isso.
Ah, pensando em junho. Sim, foi.
Foi? Tem a certeza? Resposta final?
Sim.
Então está certo. Pronto, muito bem.
E o Plym?
Maria João.
És tu, Bruno, que me estás a fazer. Faz.
Se mandassem na Rádio Observador.
Se houvesse aqui algum elemento da direção, sei lá.
Por exemplo.
Imagina.
É um suponhamos.
Imagina.
Imagina, mandavas.
Faz de conta.
Que programa, que rubrica ou até que caso.
É que eliminavas.
Enquanto temos tempo. Estou a brincar.
Aí está. Pode ser?
Era terra planar.
E começava às 10h da manhã. As manhãs começavam às 10h.
Uma cassete folclore romeno, toda a manhã.
Tem alguma ideia de uma rubrica que achassem que fosse-
Não serve para nada.
Só para encher. Não, agora a sério.
Eu não tenho ideia para um podcast.
Não, não é isso.
Mas agora não vamos começar a contar aqui as nossas ideias.
Eles querem é acabar com uma.
Não, não é nada.
Essa é a ideia do Paulo.
Eu?
Não.
Qual é que era eliminar, Bruno?
Não é fazer um, não é acabar com um. Eu não acabava com nenhum, estou a acabar com algum.
Não, nós estamos aqui para acrescentar. Nós estamos aqui para somar, para acrescentar, não é para subtrair.
Queres novos.
Novos.
Temos muitas ideias.
Até dar o ouro ao bandido.
Não, claro. Façam sinais.
Vou te dizer, temos várias ideias. Qual é o problema aqui?
Não digas exatamente, ao pormenor do conceito, mas o tipo de rubrica que achas que poderia ser.
Vêm agora já à cabeça três. Não posso dizer isto, mas um tem a ver com história, com casos que vale a pena recordar de uma maneira fora da esfera.
Eu tenho saudades do Cassete 60.
Por aí.
O Judite fez um ar de quem está dividida. Dá muito trabalho.
Dá um bocadinho de trabalho.
Mas era muito bom.
Mas era muito divertido fazer.
E depois há dois pensados, ou que eu gostava de fazer sobre relacionamentos.
Rádio Tinder, não é?
Não. Mas acho que podemos contar isso. Tivemos essa ideia, essa sugestão no arranque da rádio, fazer uma rádio Tinder.
Uma plataforma.
Do amor. Que já andamos a fazer.
Felizmente, há pessoas com juízo nesta rádio.
Com bom senso. Se calhar não era bem o alvo do público que nós queríamos.
O amor é para todos.
O amor não escolhe idades, Judite.
É verdade.
Mas temos ideias. Mas agora não vos posso contar aqui.
Eu tenho uma ideia muito boa, mas não posso contar.
Então vamos à última pergunta, isto vai com 17 pontos.
Estão com 17.
Não estão mal. E agora uma para ser simpática: qual foi a primeira frequência da Rádio Observador?
Foi a 93.7.
Não.
Ah, então não, não foi.
Está dito, está dito.
Foi 98.7, Seixal.
98.7. Era. Aliás, eu lembro-me de tu dizeres isso, tal e qual, que era muito fácil de decorar.
Por causa disso.
Agora já temos muitas.
Seis, sete, quatro, três, dois, um, acabou o tempo. Não me vais perguntar as frequências todas.
Não, não vou. Era só a primeira, que é aquela que está mais marcada no nosso coração. Agora são muitas e de facto já estamos com uma cobertura melhor, mas não total. Ouvir rádio em FM ou no digital é muito diferente, a experiência é diferente. Para vocês enquanto ouvintes? Eu hoje em dia confesso que comungo das duas formas. A questão do delay é chata.
Aqueles segundos, não é? Na internet.
30 segundos, um minuto.
30 segundos, um minuto, quando ouvimos através da internet.
O Paulo queixa-se muito disso quando ouve os relatórios da bola.
Exato. Sim.
Já ouviu os gols.
Já passou, tem que esperar três vezes.
Ouve nas varandas os vizinhos a comemorar e só passado uns segundos.
Sabes que no outro dia o João Perfuro foi fazer fotografias dos adeptos que estavam a ver o jogo e levou o meu rádio a pilhas, que eu tenho ali em cima da secretária. Ele levou, ligou, porque estava a ouvir em FM, que está à frente da emissão da televisão. Portanto, ele soube 20 segundos antes de cada golo, preparava a máquina para tirar a fotografia.
Mas não estragava a dizer: “Vai ser golo! Saltem!”
A partir de certa altura, quem estava ali ao lado e via-o pôr a máquina, dizia: “Foi golo outra vez?” Mas o problema são os aparelhos. Para nós que somos maníacos do som, não é. Mas eu tenho rádios em casa ainda.
Eu também.
Sou esse excêntrico.
Tenho rádios em sítios.
FM, à antiga. Com um botãozinho para sintonizar.
Vários em várias divisões.
Sem autoelogio, porque a ideia também não é essa, mas a Rádio Observador trouxe aqui também uma nova forma de ouvir os podcasts. Acabaram por ser muito a nossa imagem. E ouvir rádio o que quisermos, quando quisermos, escolhendo o que queremos.
A rádio não anda para trás.
Não anda para trás.
Que é uma chatice.
Mas às vezes é quase possível. Mas com o podcast é possível andar para trás, ouvir tudo na rádio, nós pomos tudo em podcast.
E no momento em que queremos.
E no momento em que queremos.
Aquela rubrica das 07h35 da manhã que não interessa a nenhum. Os tipos fazem umas perguntas insignificantes.
Sim, essa é muito gira. Eu ouço todos os dias. Antes de me deitar.
Estás a ver?
É bom, estás a pôr o som no forno.
Vou ouvir as perguntas que lanço o dia antes de me deitar. O dia anterior. Não, estou a brincar. Mas foi uma preocupação desde o início. Havendo essa possibilidade técnica, por que não disponibilizar aos ouvintes a emissão toda? Portanto, toda a emissão da rádio está disponível em podcast. As pessoas, se não ouviram, se ouviram só um pouco, porque é muito natural, entram no carro, saem do carro, podem ouvir tudo. No fundo, é disponibilizar às pessoas, tecnicamente é muito fácil, a possibilidade de nos ouvirem. E quando se ouve no FM, esse problema muitas vezes, uma pessoa vai no carro.
Não ouviu bem.
Ou começa a ouvir uma entrevista a meio. Começa a meio, sai. Um dos melhores elogios que nos podem fazer é: “Fiquei no carro a ouvir até ao fim. Já estacionado.”
Ainda bem que há trânsito. Tal como começámos, Ricardo, tu estiveste vários anos a acordar cedo. Que melhor conselho podes dar para uma vida longa? Acordar às 04h30, sair deste horário?
Eu tentei tudo. Dos sestas, sem sestas, aqui mais para o fim do meu reinado das manhãs, acho que é deitar cedo, ter uma disciplina rígida, não abrir exceções. “Vem jantar, às 20h30 estamos a jantar.” Não dá. É mesmo ter uma disciplina muito rígida, deitar cedo, 22h, 22h30.
É por isso que nós não vamos durar muito, porque não conseguimos.
E acordar. E depois, eu acho que à medida que vamos crescendo, vai sendo mais fácil.
O problema é que temos tempo.
Mas a melhor solução é passar para a tarde.
Exato.
Quando é que trocamos? É verdade, quando é que trocamos? Esse é o desafio. O que é que vão fazer logo à tarde? O que é que têm preparado?
Logo à tarde? Não faço ideia ainda.
Ainda agora a semana está a começar.
Ainda estamos agora a acabar de ouvir a manhã. Ainda não decidimos. Temos que pegar nos nossos graus.
Ouçam agora o jornal das 10h.
Sim, vamos ouvir.
Ricardo Conceição, Judite França, muito obrigada por terem sido obrigados a aceitar o nosso convite.
Foi um gosto.
Parabéns à Rádio Observador.
Parabéns. Obrigado.









