Mais sinais de arrefecimento dos preços da habitação
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Esta é a Boa Moeda, Má Moeda da Rádio Observador. Paulo, mais sinais de arrefecimento dos preços do imobiliário.
Nas últimas semanas, já vamos falando aqui sucessivamente, vão aparecendo alguns indicadores que nos dão conta de que aquele crescimento continuado dos preços da habitação, seja renda, seja preços de venda, podem estar a arrefecer. Agora, pela primeira vez no espaço de um ano, houve um abrandamento no valor mediano das rendas dos novos contratos. Atenção, não estamos a olhar para todas as rendas em vigor, mas de facto, só os contratos feitos no primeiro trimestre. Esse valor fixou-se em €9,46 por metro quadrado. Isto são dados divulgados pelo INE. Isto traduz-se numa descida de 3,3% face ao quarto trimestre de 2025. Aqui estamos a falar em cadeia, um trimestre face ao seguinte, se quisermos, ou anterior, e não homólogo. Em termos homólogos, ainda há um crescimento de 9,1%. De qualquer forma, os arrefecimentos começam por algum lado, de preços ou as inversões de tendências, pelo menos. Já conhecíamos números de novos contratos no Porto, onde as rendas estão a abrandar, segundo dados do Confidencial Imobiliário, há cerca de duas semanas. Lisboa também havia uma estabilização de preços. Aliás, no Porto havia mesmo uma queda homóloga de preços de arrendamento também. Há aqui alguns sinais que vão sendo divulgados, que nos mostram isso. Agora, vamos ver se isto é consolidado ou não, se isto, a prazo, vai mesmo significar, pelo menos, uma estabilização de preços que seja sustentada, ou se é um pequeno solavanco aqui no mercado que depois continua a aumentar preços. Vamos ver.
Paulo, e voltamos a falar dos certificados de aforro, porque vão render mais em julho.
Vão render mais. A taxa base vai subir para dois.
Voltamos a falar porque ainda há tempo, falávamos sobre os certificados de aforro.
Falávamos. Têm acompanhado as Euribor, como as Euribor estão em alta ou subiram muito nos últimos meses, os certificados de aforro vão à boia e como têm o seu juro indexado à Euribor a três meses, eles próprios ficam mais rentáveis. A taxa base das subscrições que vierem a ser feitas em julho vai aumentar para 2,356%. Estava na casa dos 2,2% em julho, há aqui, se quisermos, uma décima. Isto aplica-se obviamente às novas aplicações, mas também às anteriores, que têm revisão de taxa trimestral em julho. Isto é a taxa base, que ainda está abaixo da inflação atual. E depois os certificados de aforro têm também os prémios de permanência e de fidelidade. Isto é, a partir do segundo ano, acumulam sempre mais 0,25% por cada ano que passa, sucessivamente, até ter um prémio de 1,75% nos dois últimos anos. No fundo, é para quê? Para levar as pessoas a manterem esta poupança até à duração máxima dos 15 anos. Mas a boa notícia aqui, para quem faz aplicações, é que há uma rentabilidade maior. Atenção, estamos sempre aqui a falar de rentabilidade bruta, isto é, o Estado depois vai buscar 28% de juro que vier a ser recebido. Estes 2,356% acabam por vir abaixo dos 2%, certamente, quando feitas bem as contas.







