13h. Vaga de Calor. Governo antecipa aumento da mortalidade
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Miguel Vieira. Miguel, começamos precisamente com os efeitos do tempo quente. O governo antecipa um aumento da mortalidade associada a essa onda de calor que atinge o país nos próximos dias.
É isso que espera a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
Não lhe posso dizer que nós não temos a estimativa do número, mas está previsto, de acordo com a análise do Ícaro, que possa vir a ocorrer excesso da mortalidade.
O alerta de Ana Povo durante a cerimónia de apresentação do plano de saúde para as ondas de calor, que contou com a presença de representantes de várias entidades ligadas ao setor da saúde. Durante a sessão, foi anunciado o reforço de meios humanos da linha SNS 24. Também o INEM, anunciou o presidente Luís Cabral, vai ter mais pessoal durante os próximos dias.
O INEM está a prever um reforço do atendimento nos CODU e do acionamento, de forma a garantir que, principalmente, nos dias de maior afluência, nós tenhamos a resposta adequada.
É uma realidade cada vez mais frequente, as ondas de calor. O plano agora apresentado para fazer face a vários dias com temperaturas elevadas prevê que as unidades locais de saúde tenham enfermarias climatizadas com ar-condicionado. O presidente dos administradores hospitalares disse esta manhã aqui na rádio que nem todos os hospitais cumprem o requisito. O diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, nega.
Todas as unidades estão devidamente preparadas para esta onda de calor, estão garantidas as condições adequadas de climatização, com especial enfoque nos serviços de urgência, internamento e salas de espera. Portanto, estamos preparados para responder a um aumento de procura que poderá existir em função das condições climáticas.
A garantia do diretor do Serviço Nacional de Saúde.
Esta é uma informação que contraria, Miguel, o que afirmou o presidente dos administradores hospitalares esta manhã aqui na Rádio Observador.
Sim, Xavier Barreto diz que nem todos os hospitais têm enfermarias com ar-condicionado.
Grande parte das unidades de internamento, grande parte das enfermarias estão climatizadas. Existem exceções, portanto, ainda existem enfermarias que não estão climatizadas e isso é um problema. Eu sei quais são, não acho que deve ser o ministério a dizer. Sei algumas, não tenho um mapeamento claro e preciso de todas. Eu acho que era importante que esse mapeamento existisse, mas que era importante que o ministério tivesse uma relação clara de quais são as unidades, as enfermarias que não têm ares-condicionados, que não estão climatizadas e que fizesse o investimento necessário.
Xavier Barreto diz, no entanto, apesar de dizer que nem todos os hospitais têm espaços climatizados, diz Xavier Barreto que se tem vindo a melhorar as condições dos hospitais e das enfermarias. Hospitais que, face à onda de calor, determinaram a ativação do nível um do plano de contingência.
Os hospitais, de facto, ativaram o nível um do plano de contingência, que basicamente é um reforço dos quadros do pessoal, dos quadros dos serviços de urgência e, portanto, irá escalar medidas subsequentes do plano de contingência à medida que isso for sendo necessário. É muito provável que seja necessário. Geralmente, reforça-se com as pessoas que já temos a fazerem mais horas e, portanto, estamos a reforçar horas extraordinárias, com a certeza sempre horas extraordinárias, com prestadores de serviço nos casos em que seja necessário. E existe também, eu diria, uma maior disponibilidade até dos próprios profissionais para responder a estas crises. Nós temos essa experiência de crises anteriores.
Xavier Barreto, o presidente dos administradores hospitalares, foi o convidado das manhãs 360, a pretexto da onda de calor que atinge o país.
Os distritos de Lisboa e Setúbal vão estar a partir da meia-noite sob aviso vermelho do IPMA, por causa dessa subida das temperaturas.
É o nível mais grave de uma escala de quatro. O aviso a vermelho vai estender-se depois na sexta-feira aos distritos de Coimbra e Leiria. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê uma semana de tempo quente e seco, com a temperatura mínima acima dos 20 °C e a máxima acima dos 40 °C. Para a região do Vale do Tejo e do Alentejo, esperam-se já hoje temperaturas entre os 41 e os 44 °C.
A ministra do Trabalho afastou a ideia de uma reforma estrutural da Segurança Social, mas admitiu medidas complementares.
Sim, foi isso que disse Maria do Rosário Palma Ramalho, ouvida no Parlamento esta manhã. Durante a audição, Maria do Rosário Palma Ramalho afirmou que o governo está aberto às sugestões dos partidos com representação parlamentar, mas recomenda que se espere pelas conclusões do relatório final do grupo de trabalho criado para estudar precisamente a sustentabilidade do atual regime de Segurança Social. Sobre a escolha do economista Jorge Bravo para liderar o grupo, a ministra afirma que o governo escolhe quem quer.
O ministro da Educação rejeita falhas nos exames e diz que a grande maioria dos relatos são falsos.
Foi outro dos ministros ouvidos esta manhã na Assembleia da República e foi questionado pelo grupo parlamentar do CHEGA sobre a polêmica em torno da correção dos exames nacionais. Fernando Alexandre garante que do ponto de vista logístico, não houve qualquer percalço no processo de distribuição e digitalização dos exames, admitindo assim algumas anomalias, que define como pontuais e que foram prontamente corrigidas, não colocam em causa o rigor do sistema. O ministro assegura ainda que o calendário para a correção dos exames vai ser cumprido e que nenhum aluno será prejudicado pelo novo modelo de correção digital. Sobre os relatos de que foram convocados professores de outras disciplinas, professores aposentados ou até professores já falecidos para classificar as provas, Fernando Alexandre diz que as convocatórias são da responsabilidade dos diretores das escolas e não do ministério. Rejeita as acusações de desresponsabilização feitas pela Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, que acusou a tutela de estar a transferir a responsabilidade para os estabelecimentos de ensino.
Miguel, há uma bronca na arbitragem, na sequência da demissão de Duarte Gomes. A Federação Portuguesa de Futebol remeteu documentos para o Ministério Público, mas nos últimos minutos temos tido uma sequência de comunicados, até do próprio Duarte Gomes, a propósito deste assunto.
Sim, é um tema que tem estado a ser trabalhado pelo jornalista do Observador, Martim Madeira, que está aqui conosco. Martim Madeira, Duarte Gomes demitiu-se na passada sexta-feira do cargo de diretor técnico de arbitragem. De acordo com o jornal “A Bola”, o pedido de demissão foi contra a vontade do presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves. Ficamos, entretanto, a perceber nos últimos minutos, através de um comunicado de Duarte Gomes, que razões acabaram por motivar este pedido de demissão.
Sim, o jornal “Record” já tinha indicado que os motivos da demissão tinham a ver com algumas suspeitas de ingerência nas nomeações de arbitragem para os jogos da Liga, especificamente dois jogos que envolveram o Estrela da Amadora. Duarte Gomes lançou, entretanto, um comunicado onde explica que no final da época que agora passou, um árbitro partilhou com ele um conjunto de informações que, pelo teor e sensibilidade, levaram-no a demitir-se do cargo. Duarte Gomes explica que o objetivo dessa decisão era esclarecer internamente toda a situação e perceber se realmente o Conselho de Arbitragem reunia as condições para o ex-diretor técnico de arbitragem continuar em funções, algo que acabou por não verificar e por isso decidiu que não era possível restaurar a confiança e também não tinha os princípios para continuar no cargo.
Martim, Duarte Gomes especifica exatamente que informações é que lhe foram transmitidas e que estiveram na base desta demissão do cargo de diretor técnico?
Não especifica. Provavelmente devem estar agora com o Ministério Público, vão ser certamente avaliadas. Entretanto, também-
Já há reações.
Já há reações, exatamente. O Estrela da Amadora, o Futebol Clube do Porto e o Benfica já reagiram. O presidente do Estrela, Paulo Lopo, diz estar estupefacto com a associação do clube com o caso e afirma que as guerras internas da FPF não deviam envolver o clube. Já o Futebol Clube do Porto, em comunicado, manifesta preocupação com os factos revelados, exige transparência, responsabilidade e respostas urgentes. O Benfica pede uma reunião de emergência com a Federação Portuguesa de Futebol e diz que a próxima época vai mesmo ter tolerância zero.
Uma bronca para parafrasear o Nelson sobre este caso hoje vindo a público, pelo menos mais detalhes sobre este caso, hoje vindos a público e que continuaremos a acompanhar ao longo da tarde informativa aqui na antena do Observador.
E também na edição de hoje de “E o Campeão É?”, depois deste jornal da uma. Que outras notícias estão em destaque a esta hora?
A taxa de desemprego recuou para os 5,5% em maio. Dados provisórios divulgados ao final da manhã pelo Instituto Nacional de Estatística. Ficam estes números abaixo do indicador registado em abril, 5,7%. A Polícia Judiciária deteve mais de uma dezena de suspeitos de fraude informática ao Banco Santander. A operação decorreu hoje em coordenação com as autoridades espanholas. É isso que avança a CNN Portugal. A operação está centrada num esquema de phishing, com prejuízo estimado cerca de 50 milhões de euros. Parte do montante terá sido transferido para contas bancárias em Portugal, através de mecanismos de branqueamento de capitais com recurso a testas de ferro. Foi detida a médica suspeita de falsificar atestados a troco de dinheiro para viabilizar pedidos de reforma por invalidez. O caso foi revelado pela SIC. A médica de Benevento cobrava mil euros e, segundo a reportagem, dezenas de trabalhadores de uma empresa pública conseguiram reformar-se por esta via. Foi hoje detida pela Polícia Judiciária.








