Prisão preventiva e domiciliária para suspeitos de violação
▲A investigação foi iniciada no própria e levou à recolha de "relevantes elementos probatórios"
LUÍS FORRA/LUSA
Um dos dois suspeitos de violarem uma jovem e gravado o crime, em dezembro, em Portimão, ficou em prisão preventiva, enquanto o outro ficou obrigado a permanecer na habitação, disse esta quarta-feira à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
Os dois jovens, de 18 e 19 anos, foram detidos na terça-feira pela PJ e estão indiciados pelos crimes de violação consumada e tentada e de gravações e fotografias ilícitas da vítima, de 24 anos, indicou a polícia.Segundo a PJ, os crimes ocorreram em 14 de dezembro de 2025, numa casa em Portimão, no distrito de Faro, na sequência de uma festa de aniversário de um dos residentes da habitação.A vítima foi dormir após o evento terminar e, instantes depois, os dois suspeitos entraram no seu quarto, tendo um deles consumado a violação, enquanto o outro filmava o ato sexual, especificou a PJ em comunicado.
Ainda de acordo com a polícia, os dois homens trocaram depois os papéis e “o que filmava tentou violar a mulher, não o tendo conseguido”, porque a vítima, “num ato desesperado, conseguiu afastá-lo”, tendo os agressores abandonado depois a casa.A investigação foi iniciada no próprio dia e levou à recolha de “relevantes elementos probatórios, fortemente indiciadores dos crimes praticados”, refere a PJ, acrescentando que apreendeu também o telemóvel usado para “a gravação e a recolha de imagens ilícitas”.Os detidos foram ouvidos na terça-feira à tarde em primeiro interrogatório judicial, tendo o Tribunal de Portimão aplicado a um suspeito a prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa, e ao outro, a obrigação de permanência na habitação (prisão domiciliária).










