19h. Fogos: Proteção Civil assume falhas na coordenação
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Jornal das 7 com Luís Soares. Começamos por atualizar as informações sobre o incêndio que lavra em Vouzela, no distrito de Viseu. É, por esta altura, Luís, aquele que mais meios concentra.
São cerca de 360 operacionais, mais de 100 viaturas, também ainda cinco meios aéreos, num incêndio que progride com duas frentes. Uma delas gera mais preocupações e está a avançar de forma muito rápida e com projeções a longas distâncias. Ouvido na última hora, aqui na Rádio Observador, o presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Oliveira, fala num dia difícil no terreno, com altas temperaturas e também com muito vento.
Portanto, uma que gera muito mais preocupação, está a progredir com grande intensidade, muito rápido, com projeções muito intensas e muito longas. O que obriga os meios no terreno a andarmos a correr atrás do incêndio. Estamos a tentar debelar o mais possível, mas está a ser um dia muito difícil, com temperaturas muito elevadas, com vento muito forte, com muito combustível no território.
Há cerca de uma hora, Carlos Oliveira dizia que não havia, na altura, habitações em risco, mas admite algum cansaço por parte dos operacionais. Explica que os bombeiros têm agora uma curta janela de oportunidade para dominar o incêndio antes do cair da noite, que também se prevê quente.
Ele está a progredir, como disse, de forma rápida, em direção a outras freguesias, nomeadamente a Alcofra e a Campia. Temos também a possibilidade daqui de poder passar perto da zona industrial de Campia. Temos os meios posicionados, a trabalhar, empenhados, mas também já algo cansados. A temperatura não é expectável que baixe muito também durante o período noturno. Estamos com uma janela de oportunidade curta para podermos debelar aqui o incêndio.
O ponto de situação feito pelo presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Rodrigues, há cerca de uma hora, aqui em direto na Rádio Observador, sobre este incêndio que tem no terreno mais de 350 operacionais, 100 viaturas e cinco meios aéreos.
O secretário de Estado da Proteção Civil admite que, no terreno, as coisas nem sempre correm bem, no que diz respeito à coordenação dos meios de combate aos incêndios, e pede sensibilidade a quem está nos comandos.
Rui Rocha foi o convidado do Explicador da tarde política. Admite que, apesar de haver um comandante destacado para cada teatro de operações, podem sempre acontecer alguns problemas.
Todos sabem quem é o comandante do posto de comando e daquele teatro de operações. Não consigo garantir é que em centenas de teatros de operações, aqui ou ali, não possa haver, por força, não daquilo que está instituído. O ano passado também foi sinalizado isso, que em determinado, um ou outro momento, pode não ter havido uma boa articulação. Portanto, sensibilizar todos aqueles que, em determinado momento, estão a liderar um posto de comando para ter essa atenção desta coordenação.
Rui Rocha admite que se pode tratar apenas de uma questão cultural, mas sublinha que houve uma grande aposta em formação, de capacitação para comandos no terreno, de forma a evitar a descoordenação em futuras ocorrências. Em maio, Rui Rocha anunciava que este verão já estaria em funcionamento um hub satélite no Tagus Park, uma redundância crucial para o SIRESP, mas avança que isso ainda não está operacional. Ainda assim, o secretário de Estado assegura que há um dispositivo preparado para combater os incêndios deste verão.
No período em que estamos, e até 30 de setembro, nós vamos ter mais de 15 mil operacionais disponíveis, cerca de 2,6 mil equipas, quase 3,5 mil veículos, 50 máquinas de rasto. Portanto, um dispositivo, de facto, que é maior do que o ano passado.
Um dispositivo mais robusto, garante Rui Rocha, com reforço de meios e de operacionais neste ano no terreno.
O IPMA prevê um quadro meteorológico muito complexo para os próximos 10 dias. E, Luís Soares, nem as noites vão ajudar.
As próximas duas noites, nomeadamente, vão ser muito quentes, assim como vão ter muito vento. Na conferência de imprensa desta tarde, na sede da Proteção Civil, Jorge Ponte, especialista do IPMA, explica que esta onda de calor deve durar pelo menos 10 dias.
Estamos a prever que esta onda de calor dure até 10 dias nas regiões do interior, nas regiões do litoral poderá terminar um pouco mais cedo. Na região do litoral norte, em princípio, a partir de dia seis ou dia sete, segunda ou terça-feira, já deverá haver um alívio. Também na região de Lisboa já poderá haver uma diminuição da temperatura a partir de terça-feira, mas no fundo é praticamente uma semana com temperaturas permanentemente elevadas, condições muito desfavoráveis ao combate aos incêndios, como já foi muito bem referido. Humidade relativa muito baixa, mesmo durante a noite, e com vento forte, principalmente na próxima noite, nas terras altas do norte e centro, mas também atingindo as serras algarvias.
As previsões da meteorologia, o governo declarou situação de alerta até segunda-feira, que vai estar então em vigor a partir da meia-noite até ao fim do dia. Segunda-feira implica várias proibições, nomeadamente acesso, circulação e permanência no interior de certos espaços e caminhos florestais. A Câmara de Lisboa, por exemplo, já decidiu fechar os espaços florestais na sequência da situação de alerta. Por exemplo, o Parque Florestal de Monsanto, a Tapada da Ajuda ou a Tapada das Necessidades são alguns dos 13 espaços encerrados a partir da meia-noite e até ao dia 7 de julho. Também a Câmara de Sintra já decidiu fechar todo o perímetro da Serra de Sintra.
O Chega vai votar contra as alterações apresentadas pelo PSD na chamada Lei das Burcas e sobre a criação da pena acessória para a perda de nacionalidade.
E admite que esses processos podem mesmo cair. Enquanto o Chega quer confirmar amanhã no Parlamento a totalidade do decreto, que foi considerado inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, a AD surge com uma nova versão do diploma, reduzindo o leque de crimes suscetíveis de perda de nacionalidade em relação à anterior versão. O deputado do PSD, António Rodrigues, assegura que a insistência na perda de nacionalidade não é uma afronta, nem ao Constitucional, nem a António José Seguro.
Não queremos afrontar o Tribunal Constitucional, como sempre dissemos. Recordo as nossas declarações depois do acórdão do Tribunal Constitucional e do veto do senhor presidente da República. E, portanto, não queremos afrontar o Tribunal Constitucional relativamente à sua decisão. Não queremos, de modo algum, afrontar o senhor presidente da República relativamente à concordância que deu a esta matéria.
Garantia do PSD que vai apresentar alterações à lei que o Chega vai votar contra. Já sobre a Lei das Burcas, o PSD apresentou também um conjunto de mudanças ao diploma do Chega, já aprovado na generalidade e perante essas mudanças propostas, André Ventura já fez saber que o partido vai votar contra.
O Estado vai mesmo ter de pagar o prémio salarial que devolve as propinas aos recém-formados.
Isto porque o Parlamento aprovou o projeto de lei do PS com os votos a favor do Chega, apesar da oposição do PSD, CDS, Iniciativa Liberal. Esta aprovação recupera uma iniciativa socialista rejeitada em julho do ano passado e garante um incentivo acumulável com o regime do IRS Jovem. O projeto consagra na lei que este incentivo seja pago anualmente, durante o número de anos equivalentes ao ciclo de estudos.
E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 2 de julho.
Está confirmado o local deste ano para o jogo da Supertaça Cândido de Oliveira, o campeão da Liga, o Futebol Clube do Porto e o campeão da Taça de Portugal, o Torreense, vão jogar em Coimbra, no Estádio Municipal da cidade, no dia 1 de agosto, às 20h15. Um jogo que marca sempre o arranque da época desportiva. Mas estamos em contagem decrescente para um outro jogo, o jogo da seleção portuguesa de futebol, mais logo frente à Croácia, dezesseis avos de final do Mundial de Futebol. Jogo em Toronto, no Canadá, à meia-noite, hora de Lisboa. No Canadá, são menos cinco horas e, por isso, nesta altura, os adeptos ainda estão a preparar-se para a partida num parque da cidade, onde está o enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, agora em direto. Miguel, conforme as horas vão passando, também vai crescendo e já é audível o número de adeptos que aí estão concentrados.
Luís, Ricardo há pouco falava de algumas dezenas, até faltava uma hora para começar esta concentração. Já estamos no início desta concentração, já vemos algumas centenas de pessoas, cerca de 300, 400 nesta altura e deixem-me dizer, este número é baixo para aquilo que vamos ver nesta tarde, neste jardim. Já chegaram alguns autocarros com adeptos que vieram de outras cidades na região de Toronto, trouxeram dezenas de pessoas para este jardim. Chegaram com tambores, com concertinas. Há portugalidade em todo o espaço deste jardim. Há camisolas de Portugal, bandeiras. A única coisa que não nos remete para Portugal são algumas bandeiras do Canadá. De resto, é tudo semelhante ao que podemos ver em Portugal, até o calor. Eu tenho ao lado um adepto, um adepto da seleção nacional, Nelson. Chegou cedo para esta festa, que já estão aqui centenas de pessoas, mas isto ainda é pouco, não é? Para aquilo que vamos ver.
Isto vai meter muita mais gente do que está aqui agora. Eu penso, Deus queira que sim, para apoiar a nossa seleção.
As festas aqui no Canadá, de portugueses, é sempre assim?
Mais ou menos. Sabes que os portugueses, nem todos, mas às vezes para o trabalho está quieto, mas para festejar é falar com nós.
Estamos agora, são 14h10 no Canadá, estamos depois da hora de almoço e já há aqui muita gente com a tarde livre. Vai ser assim até à hora do jogo.
Sim, além de estar muito calor e tudo, mas até à hora do jogo, saímos daqui às 16h e vai ser uma grande festa, penso eu.
Nelson Martins, você tem aqui no seu bolso uma ferramenta. Isto aqui é, podemos dizer, um berbequim que tem. Explica-nos o que é que é isso, faz favor.
Isto aqui é uma conversion. Isto era um Milwaukee drill, um drill para trabalhar.
Uma ferramenta de trabalho, não é? E depois colocou aqui umas buzinas.
Parou de trabalhar a rotação própria dele e adaptamos uma coisa para fazer barulho.
Faça lá, para a gente ouvir. Isto é uma putice.
É bem audível.
Está preparado para a festa. Nelson, já voltamos a falar. Até já.
É uma ferramenta 100% portuguesa.
Estou a perceber, não é? É uma buzina em cima de um berbequim, ele carrega no botão e dá o sinal. Bem, há portugalidade, como veem, concertinas também aqui junto à festa. Vamos fechar, voltaremos daqui a pouco. É uma festa que promete.
Temos que esclarecer que o Miguel está mesmo em Toronto.
Estou mesmo, estou mesmo em Toronto, não estou em Lisboa. A festa vai aumentar e deixem-me dizer, eu falei aqui com alguns agentes de segurança, isto está um forte controle de segurança, ainda não há estradas cortadas, mas houve um dos polícias que disse que recebeu da chefia a indicação de que vão estar neste jardim 10 mil pessoas. Portanto, vamos ver o que acontece nas próximas horas.
O Miguel Cordeiro vai certamente ficar à espera de ver o que acontece, a preparação para o jogo de mais logo à meia-noite. E Ricardo, deixa-me ainda dar-te uma notícia dos últimos minutos. A escritora Lídia Jorge é a vencedora do Prémio Camões deste ano, considerado o mais prestigiado galardão da língua portuguesa. Decisão comunicada há instantes, decisão unânime do júri, que reconhece o conjunto da obra e contributo para a língua portuguesa da Lídia Jorge.
Ficamos com essa notícia, ao som da festa que nos chega de Toronto, no Canadá, e encerramos aqui este jornal das 19h.










