00h. Incêndio cede aos meios em Freixo de Espada à Cinta
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Boa noite. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, vamos às notícias na Rádio Observador. E a começar com o incêndio que está a alastrar numa zona de mato em Ligares, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, e que está a ceder aos meios de combate. Ainda assim, a noite vai ser de muito trabalho para os mais de 100 bombeiros no terreno. E quem o diz é o comandante dos Bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Vítor Rentas, que está no local a acompanhar a evolução do incêndio. A Rádio Observador fala precisamente numa noite que se espera longa para os operacionais.
Neste momento, o incêndio continua com duas frentes ativas, a arder com média intensidade. O flanco esquerdo do incêndio está praticamente dominado. O flanco direito ainda está a arder com alguma intensidade, pouca intensidade. Meios no terreno a trabalhar e a progredir favoravelmente. E vai ser uma noite em extremo combate e assim que conseguirmos dominar o incêndio, só estaremos para a fase de vigilância e será para estar aqui durante a noite.
O comandante Vítor Rentas diz que a aldeia de Ligares está a salvo e por isso não há populações em risco, pelo menos para já, mas deixa um apelo a quem anda na estrada por esta zona.
A aldeia de Ligares está em perfeita segurança. Aconselhamos a todos os transeuntes que façam a ligação da estrada de Ligares-Barca d’Alva pelo estradão, que vai estar cortado. Por isso agradecemos a colaboração no sentido de manifestar essa informação. Ligares-Barca d’Alva pelo estradão de Ligares vai estar cortada.
É o comandante dos Bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Vítor Rentas, em declarações à Rádio Observador, a partir do terreno. A esta hora ainda estão no local 145 operacionais, apoiados por 65 veículos e agora já sem a presença de meios aéreos. E o risco de incêndio pode se agravar com o calor que aí vem. E é já na semana que agora entra, a partir de quinta-feira, que há uma nova onda de calor a passar por Portugal. Já de olhos postos nesses dias quentes, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou sob aviso amarelo os cinco distritos do interior do país, já a partir de amanhã. São eles Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, que esperam temperaturas até aos 37 graus. Também a partir de terça-feira, este aviso vai ser alargado aos distritos de Bragança e Vila Real e no dia seguinte, a todo o território continental. E a partir de quarta-feira, as encomendas de produtos vindos de fora da União Europeia vão estar mais caras. O mês de julho arranca com uma taxa provisória aplicada pela União Europeia em todas as encomendas que vêm de fora do espaço europeu, um aumento que traz algumas especificidades aqui explicadas pela Maria Miguel Marques.
São mais de €3 que vão ser aplicados em produtos que vêm de fora da União Europeia por cada categoria de encomenda até €150. Ou seja, na compra de qualquer quantidade de um só tipo de produto, por exemplo, na compra de cinco camisolas, a taxa fixa de direitos aduaneiros é €3. Já na compra de uma camisola e um relógio, passa a ser €6 o custo total da taxa nessa encomenda. Por isso, o que varia é a quantidade de categorias, sendo que há uma cobrança cumulativa de taxas por cada categoria e não existe um limite máximo de taxas a pagar. É o que avança a DECO. A União Europeia justifica esta taxa aduaneira adicional não como um imposto sobre os consumidores, mas sim como a substituição de uma isenção de direitos desatualizada. Isto porque até agora, mais de 60% dos produtos vindos de mercados chineses online, como as plataformas Shein e Temu, não respeitaram as normas de segurança da União Europeia. Mas na ótica da Ordem dos Despachantes Oficiais, representante aduaneiro, esta é também uma medida protecionista para proteger o mercado interno europeu. Esta taxa aduaneira da Europa prolonga-se por dois anos, com fim a 1 de julho de 2028, de acordo com a União Europeia.
Maria Miguel Marques, com explicações que fazem também parte de um artigo assinado pela jornalista Kátia Rocha e que pode ler com mais detalhe em observador.pt. Passamos à política nacional. O presidente do PS, Carlos César, considera que o primeiro-ministro tem síndrome de Estocolmo no que diz respeito ao Chega. Apesar de ser maltratado e enganado, gosta e vai voltar para o partido de André Ventura. Carlos César fez uma curta intervenção na Comissão Nacional do PS, que decorreu hoje em Lisboa, no Hotel Altis. O presidente do Partido Socialista diz que não é por o PSD ter recorrido ao PS no caso da Prestação Social Única que o paradigma político português mudou. Até porque, diz Carlos César, Luís Montenegro gosta do Chega e vai voltar para o partido de André Ventura.
A circunstância do PSD ter recorrido ao PS no caso da PSU não traduz uma mudança substancial na política portuguesa e na orientação do Governo da República. É que, apesar de maltratado e enganado sucessivamente pelo Chega, o doutor Montenegro revela inequivocamente estar tocado pela síndrome de Estocolmo.
Carlos César acrescenta também que na sociedade portuguesa está cada vez mais evidente que a alternativa ao extremismo não são os menos extremistas, mas sim os não extremistas. E o PCP afirma que o PS deu a mão a um governo derrotado e isolado para salvar a Prestação Social Única. Foi depois de terminada a reunião do Comitê Central do partido que Raimundo acusou os socialistas de darem cobertura ao Executivo de Montenegro, um Executivo derrotado e isolado, a quem o PS estendeu a mão, mas mesmo assim sem ser capaz de resolver o problema da PSU. Raimundo recusa-se também a ceder ao PS qualquer mérito pela queda da reforma laboral, isto porque diz que essa é uma vitória que pertence aos trabalhadores e diz que são eles que vão apresentar unidade e rejeição, caso o governo tente voltar à carga com o mesmo pacote laboral. Já André Ventura deixa um aviso e diz que a aproximação dos partidos do governo ao PS tem consequências. Foram declarações do líder do Chega no âmbito da votação da reapreciação do decreto sobre a perda de nacionalidade, que vai acontecer só na próxima sexta-feira no Parlamento, mas já em jeito de antevisão, André Ventura espera do PSD e do CDS uma tomada firme de posição.
O que eu espero é que o PSD e o CDS não deixem passar a oportunidade de assumirmos na sexta-feira, uma coisa que nos comprometemos, que é: quem vem para Portugal adquirir a nacionalidade portuguesa e comete crimes com essa nacionalidade, deve perdê-la. Isto não parece ser nem desumano, nem injusto. Nós damos o benefício a uma pessoa que vem de fora, obtém a nacionalidade através de um processo. O que nós propusemos na nossa lei é que se cometer um crime de violação, de terrorismo, de homicídio, perde essa nacionalidade, se tiver outra nacionalidade, evidentemente. Isto parece-me do mais justo que há. Se o PSD e o CDS também mudarem nisso, significa que se estão a aproximar mais do Partido Socialista do que daquilo que é a visão do Chega. E isso, obviamente, tem consequências.
André Ventura defende a perda de nacionalidade para cidadãos estrangeiros que cometam crimes graves. Diz que se PSD e CDS mudarem de opinião, significa que se estão a aproximar do Partido Socialista e sublinha que tudo aquilo que é feito pelos partidos do governo vai ser avaliado no momento de discutir o Orçamento do Estado para o próximo ano. Passamos à atualidade internacional. Na Venezuela, já são 53 os portugueses ou lusodescendentes mortos na sequência dos sismos. É o que revela um novo balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Destes 53 mortos, 45 são adultos e oito são crianças. No total, as mortes já ultrapassam as 1400. Entretanto, o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, aponta ainda para mais de 3 mil feridos e mais de 700 edifícios destruídos. São estes números provisórios que ainda podem aumentar, 72 horas depois da ocorrência dos dois sismos gémeos que afetaram várias regiões na Venezuela. Ainda na atualidade internacional, Estados Unidos e Irão concordaram em voltar a interromper ataques e sentar-se novamente à mesa das negociações esta semana, uma notícia avançada pelo portal Axios. Os dois países vão suspender os ataques e voltar a sentar-se à mesa negocial. As negociações em torno da questão nuclear, que deviam estar a decorrer na Suíça este fim de semana, não foram retomadas na sequência dos ataques trocados entre os dois países nos últimos dois dias. E o exército israelita aprovou a continuidade das operações militares no sul do Líbano. A luz verde foi dada pelo chefe de Estado-Maior de Israel, Herzi Halevi, depois de ter feito aquilo que diz ser uma avaliação da situação à luz da realidade. Feita essa análise, foram aprovados planos para as operações em curso, já depois do acordo anunciado entre os dois países. Foram também feitos novos ataques israelitas ao Líbano, depois do anúncio desse entendimento. Entendimento que, segundo o chefe de Estado-Maior de Israel, é histórico, é importante e sublinha que foram as Forças Armadas israelitas que criaram condições para que tal fosse possível. E no desporto, para fechar, o Benfica é bicampeão nacional de futsal. Venceu o Sporting em casa por 4×3 no Pavilhão da Luz. As Águias fizeram história, desde 2008 que não conseguiam levar a taça, mas agora, 18 anos depois, o Benfica é bicampeão a jogar em casa. Do lado do Benfica, golos de Léo Giel, André Coelho, Silvestre e Cucci. Já do lado do Sporting, três golos de Diogo Santos, Silvestre e Tomás Passot, mas golos insuficientes para fazer frente ao Benfica, que se torna assim bicampeão nacional de futsal. A festa no Pavilhão da Luz veste-se de vermelho e branco. E é o ponto final neste noticiário, edição da meia-noite na Rádio Observador. A informação fica por aqui. Está de regresso daqui a pouco, à 00h30, já com edição do jornalista Ricardo Lopes, é quem vai ficar a cargo da informação durante esta madrugada. Da minha parte é tudo, desejo-lhe uma ótima semana e até lá, já sabe, fique sempre na companhia da Rádio Observador.








