Lajes. EUA rejeitam efeitos negativos da contaminação
HUGO MOREIRA/OBSERVADOR
Os Estados Unidos rejeitaram os efeitos negativos da contaminação de solos e aquíferos na Base das Lajes (ilha Terceira) — confirmados por estudos efetuados pelo próprio país em 2003. A posição norte-americana, avançada pelo jornal Expresso nesta sexta-feira, foi recentemente desmentida por uma tese de doutoramento, também divulgada pelo semanário, que identificou uma quantidade de metais pesados e chumbo (potencialmente cancerígenos) significativa nos residentes da Praia da Vitória, situada nas proximidades da base militar norte-americana.
O Expresso avança que o país não realizou, entre 2020 e 2022, os trabalhos necessários para remediar os danos ambientais na região. No ano passado os responsáveis pela Força Aérea dos Estados Unidos na Europa voltaram a ameaçar suspender a mitigação dos danos, uma informação que consta de um relatório classificado como “reservado” do Laboratório Nacional de Engenharia Civil citado pelo jornal.O organismo identificou “concentrações de hidrocarbonetos acima do limiar” das normas nacionais na zona da Porta de Armas da Base, e ainda resíduos de combustível no perímetro da infraestrutura. “Ainda existe produto livre e concentrações elevadas de contaminantes, sendo urgente evitar a sua propagação para o Paul da Praia da Vitória”, refere o documento. Os peritos esperavam que, “face à revisão dos resultados, essa decisão [dos EUA] fosse reapreciada, mas o Expresso não conseguiu confirmar se algo mudou.”










