Governo quer solução para repor travessia submersa no Tâmega
▲Reforçou que "não é só uma questão de unir" e que se quer ponte "seja um chamariz, algo de inovador"
PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA
O secretário de Estado do Ambiente garantiu esta sexta-feira empenho em encontrar uma solução para repor a travessia entre Veral e Monteiros, depois da submersão em 2023 da ponte de arame que unia as aldeias do distrito de Vila Real.
A ponte de arame que unia as aldeias de Monteiros (Vila Pouca de Aguiar) e Veral (Boticas) ficou submersa depois de a Iberdrola ter iniciado o enchimento da albufeira da barragem, inserida no Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), em outubro de 2023, com as populações e autarcas a reclamar a reposição desta ligação.“A ponte de arame é algo extremamente interessante que nós falamos e nós estamos fortemente empenhados com as duas câmaras municipais a encontrar uma solução”, afirmou João Manuel Esteves, que falava aos jornalistas à margem da inauguração da Feira do Granito de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real.Neste momento, adiantou que está à espera de mais informações sobre o projeto e uma atualização do montante financeiro necessário para a reposição desta ligação.
Recentemente, numa reunião com as populações afetadas, os presidentes das câmaras de Boticas e Vila Pouca de Aguiar informaram que a solução de ligação pedonal prevista tinha uma estimativa orçamental de superior a 4,2 milhões de euros, que seriam suportados pela concessionária da barragem, a Iberdrola, pelo Fundo Ambiental e pelos dois municípios.“Se calhar nós temos a hipótese de fazer algo que permita ligar e que permita valorizar os dois territórios e, ao mesmo tempo, seja ele um ponto de chamariz para lá”, afirmou o secretário de Estado, que destacou o recurso natural água existente naquele território que pode, ele próprio, a “induzir crescimento”.O governante explicou que o que está previsto é que se encontre “uma solução para unir os dois espaços” e que ela “seja indutora de desenvolvimento no território”.Reforçou que “não é só uma questão de unir” e que se quer ponte “seja um chamariz, algo de inovador” para o território e que atraia visitantes.
João Manuel Esteves disse acreditar que, em breve, poderá haver condições para regressar a esta região falar sobre a travessia sobre o rio Tâmega e explicar o que se pretende e de que maneira vai ser feito.“Estamos todos envolvidos em encontrar uma solução”, garantiu, apontando, por exemplo, para os municípios e também para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que tem acompanhado este processo.A presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Ana Rita Dias, já disse que acredita que a “nova travessia que irá trazer valor turístico para a região”.Também Guilherme Pires, o presidente do município de Boticas, disse que “esta obra irá trazer valor turístico para a região e que será motivo de atração na aldeia e permitirá manter a ligação pedonal entre os dois concelhos e a proximidade entre as aldeias de Veral e Monteiros.
O SET, concessionado à espanhola Iberdrola, é um complexo formado por três barragens e três centrais hidroelétricas: Alto Tâmega, Daivões e Gouvães.










