A qualidade do ar em Kiev deteriorou-se depois de ataques
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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos agora os destaques da imprensa ucraniana com o jornalista António José Soares. A qualidade do ar em Kiev deteriorou-se hoje devido aos incêndios causados pelo mais recente ataque maciço da Rússia com mísseis e drones.
Segundo autoridades ucranianas, citados pelo Kyiv Independent, o cheiro a fumo e a neblina persistem sobre a capital da Ucrânia. Por isso, pedem aos moradores que mantenham as janelas fechadas, limitem o tempo ao ar livre, bebam bastante água e que usem purificadores de ar se estiverem disponíveis. O Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia descreveu este ataque como a maior ofensiva da Rússia ao setor residencial de Kiev desde o início da invasão em grande escala. É um ataque que afetou 40 locais na capital da Ucrânia.
E António, a Ucrânia desligou nove subestações de energia na Crimeia ocupada.
No total, foram atacados por Kiev 48 alvos inimigos, incluindo essas tais subestações elétricas na Crimeia. Segundo a Agência Nacional de Notícias Ucraniana, Ukrinform, entre os alvos atingidos estava um sistema de defesa aéreo russo na região de Zaporizhzhia. As ofensivas de hoje juntam-se às de quarta e quinta-feira, em que as forças de segurança da Ucrânia atacaram 12 subestações elétricas em territórios ocupados pela Rússia, a maioria delas na Crimeia.
E seguimos com a notícia de que a Rússia iniciou a implantação em massa de uma versão autónoma do seu drone de ataque Molniya, equipada com inteligência artificial na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia.
Um assessor do ministro da Defesa ucraniano, citado pelo Kyiv Post, afirma que o modelo de drone recém-atualizado marca mais um passo no crescente uso por parte de Moscovo de tecnologia de inteligência artificial no campo de batalha. O especialista alerta que os atuais sistemas convencionais de detecção usados por Kiev podem não ser suficientes para fornecer avisos contra esta nova ameaça. O assessor do ministro da Defesa ucraniano acrescenta ainda que as forças ucranianas estão a determinar como neutralizar este novo sistema, mas não divulgou publicamente detalhes operacionais. Diz apenas que a sua prioridade neste momento é alertar tanto os militares como o público sobre esta nova ameaça emergente.
E António, Vladimir Putin vê o Witkoff como um canal fundamental para negociar com Donald Trump.
Apesar da frustração, Moscovo aguarda o retorno dos enviados do presidente norte-americano, Steve Witkoff e também Jared Kushner, isto uma vez que a Rússia não vê mais nenhuma alternativa à mediação de Washington. A notícia é avançada pelo The New Voice of Ukraine, que cita o New York Times, destacando que o último encontro entre autoridades ucranianas e russas ocorreu na Suíça, em fevereiro. Nos meses que se seguiram, a atenção dos Estados Unidos tem estado voltada para a guerra contra o Irão, e isto mesmo com a escalada dos combates no conflito da Rússia contra a Ucrânia. Segundo uma fonte da Casa Branca, os enviados norte-americanos estão mesmo assim em contacto quase diário com as autoridades ucranianas e russas e realizam reuniões não divulgadas. Estarão também prontos para viajar para a Rússia ou para a Ucrânia, caso seja necessário.
Está feita a revista de imprensa russa e ucraniana em tempo de guerra. Edição de hoje, sexta-feira, dia 3 de Julho, um trabalho do jornalista António José Soares. A Guerra Traduzida está de regresso segunda-feira. Até lá.










