CIÊNCIA

18h. Começam os oitavos de final do Mundial 2026


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Carlos Pedro. Boa tarde, Carlos. Mais uma vez, vamos começar esta edição das 18h com um ponto de situação sobre os incêndios que afetam Portugal continental. A Força Aérea Portuguesa está no terreno pela primeira vez para ajudar no combate às chamas. A situação em Daires, no Conselho de Tondela, está a piorar.
Sim, e já lá vamos ao local. Neste momento, há dois helicópteros da Força Aérea Portuguesa envolvidos no combate às chamas que lavram no país. É a primeira vez que este ramo das Forças Armadas intervém diretamente no combate aos incêndios. A informação foi confirmada esta tarde pelo ministro da Defesa, Nuno Melo. Entretanto, de Espanha e Itália chega também ajuda a Portugal, em coordenação com o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia. Ontem chegaram a território nacional mais de 100 bombeiros e 45 viaturas de Espanha. Há mais um avião espanhol a caminho e dois aviões italianos. A esta hora, a situação mais difícil é no Conselho de Vouzela, com some, encosta da Serra do Caramulo, em Tondela, onde há várias frentes ativas. O repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia, está precisamente em Tondela, na localidade de Daires, e detalha agora o cenário que parece mais complicado.
A situação em Daires complicou-se na última hora. O fumo que impede de ver onde está o fogo começa a chegar cada vez mais perto das habitações. Há muitos bombeiros mobilizados para este combate às chamas, bombeiros portugueses e também a equipa da Unidade Militar de Emergência espanhola. Tem sido um trabalho para tentar impedir que as chamas que têm avançado nas últimas horas, lentamente, para em direção às casas e as pessoas que aqui vivem têm alguma aflição, não só as pessoas que aqui vivem, mas as pessoas que têm terrenos aqui, como é o caso de Fátima, que está aqui conosco, estava a contar-nos. Tem aqui uma quinta de gado e estava preocupada com os animais.
Exatamente. Iria tirá-los se os bombeiros não se aproximassem para me livrar de eles arderem.
E entretanto os bombeiros chegaram.
Sim, não foi preciso, estão lá todos bem, senão eu tirava fora.
E dizia-me também que, apesar disso, consegue ter a garantia, pelo menos os bombeiros estão lá, há essa segurança, mas mesmo assim está aqui aflita.
Talvez noite, vamos ver. Poderá ser que não, poderá ser que sim. Vamos ver.
Ainda estão a equacionar se vão ou não tirar os animais.
Exatamente. Acho que já não, mas pronto, poderá ter que ser, porque eu não gosto de ver queimar pessoas, mas também não gosto de ver queimar os meus bichinhos.
E que animais é que tem?
É galinhas e coelhos, principalmente os coelhos, coitadinhos, que as galinhas ainda se soltavam e iam pro meio do milho, mas os coelhos não.
E este terreno alguma vez teve ou enfrentou uma situação parecida de incêndios? É uma zona onde há incêndios regularmente. Não sei se já teve esta quinta em perigo alguma vez.
Aqui não, porque isto aqui passou e era pior, porque passou por cima e tudo há 13 anos. Só que eu tinha os animais noutro sítio, que ainda era pior que aqui. Por acaso os bombeiros também acudiram. Também não houve problema, que também eles acudiram. Eram animais que nem se podiam tirar, que eram porcos. É difícil tirá-los.
E estava a dar-nos conta que, pelo menos hoje, além dos bombeiros portugueses, havia também uma equipa espanhola, que, como dizia, tanto portugueses como espanhóis.
Foi muito bom.
Têm sido incansáveis.
Exatamente, foi muito bom e senão eu tinha que tirar. Tinha que os tirar, porque eu não ia deixar arder eles. De jeito nenhum.
Aqui a visão de uma moradora de Daires, não vive ou não tem uma habitação perto da zona que está a ser mais ameaçada pelas chamas neste momento e agora sente-se bastante o fumo deste incêndio que deflagrou na madrugada de quinta-feira em Vouzela, aqui perto, e que tem ameaçado as habitações. Neste momento, aqui em Daires, nas últimas horas, têm esperado com o apoio dos bombeiros, a chegada do fogo para que, pelo menos, não afete estas habitações, estas casas que vão aguardando as pessoas para que haja melhores dias, uma conclusão, pelo menos, deste incêndio que tem atormentado as pessoas de Daires.
A reportagem do jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia, que está na localidade de Daires, em Tondela, um dos conselhos afetados pelo incêndio que deflagrou há dois dias em Vouzela, no distrito de Viseu. Mais de 12 mil hectares já foram consumidos em dois dias de fogo. Em Portugal continental, por esta altura, e de acordo com o site da Proteção Civil, estão no combate às chamas mais de 2500 operacionais, apoiados por 800 viaturas e quase 20 meios aéreos. A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garante que a Europa está com Portugal nesta época de combate aos incêndios. Dizer ainda que a Proteção Civil faz um briefing à população às 19h, daqui a uma hora.
Damos de tema nesta edição das 18h para falar de desporto. Isto porque já estamos em contagem decrescente para o Portugal-Espanha, dos oitavos de final do Campeonato do Mundo. Ora o lateral da seleção, Nuno Mendes, espera um bom duelo contra Lamine Yamal.
Dois dos melhores jogadores jovens do mundo na atualidade, Nuno Mendes e Yamal, mediram forças no último Portugal-Espanha a contar para a final da Liga das Nações, vencida pela seleção portuguesa. Mais recentemente, o extremo do Barcelona apontou Nuno Mendes como o adversário mais complicado que encontrou pela frente. Na reação ao elogio, o jogador português perspectiva um bom duelo.
É um jogador também que tem muita qualidade. Vamos chegar agora um contra o outro. E como é óbvio, sim, é um bom duelo. Gosto de jogar contra ele também. É um jogador novo, jogador com muita qualidade, que pode fazer a diferença no jogo, por isso acho que é sempre um bom duelo.
Depois falou outro lateral, Nelson Semedo, jogador do Fenerbahçe, diz que o jogo de segunda-feira é uma final antecipada.
Sabemos que o próximo jogo é um jogo bastante complicado. Diria uma final antecipada, porque são duas equipas que
Poderiam facilmente estar na final, por isso acho que vai ser um jogo bonito e espero que dê para Portugal.
Nelson Semedo que tem raízes cabo-verdianas e por isso não esqueceu a campanha dos Tubarões Azuis no Mundial, que terminou ontem aos pés da campeã em título, Argentina. Diz-se orgulhoso da seleção de Cabo Verde. A comitiva portuguesa parte hoje para Dallas, onde defronta a Espanha na segunda-feira pelas 20h.
E vamos continuar a falar de Mundial, Carlos, e de oitavos de final. Já começou o primeiro jogo desta fase da competição. Já rola a bola no Canadá-Marrocos.
E por incrível que possa parecer, não é a primeira vez que estas duas seleções se defrontam em Campeonatos do Mundo. A primeira vez foi há quatro anos, no Mundial do Qatar. Aí Marrocos venceu por 2 x 1. Para hoje, o favoritismo volta a estar do lado marroquino, mas Diogo Varela, tu que vais estar a acompanhar esta partida, atenção a este Canadá.
Atenção, é verdade, Carlos. Olá. Vamos ter aqui um jogo e já estamos a ter, com seis minutos, um belo jogo em perspetiva e o Canadá está precisamente com mais bola, com mais iniciativas de ataque. Há agora um pontapé de canto batido por Stephen Eustáquio, ele que é o capitão desta equipa do Canadá e que também foi o herói da última ronda ao marcar o golo da vitória frente à África do Sul. Joga-se em Houston. Embora o Canadá seja uma das seleções anfitriãs, aqui o fator casa ganha algumas aspas. O Canadá, que jogou toda a fase de grupos em casa, quer em Toronto, quer em Vancouver, mas na última ronda, nesse duelo frente à África do Sul, já jogou na Califórnia, nos Estados Unidos, e agora joga-se em Houston. Falaste essa vitória de Marrocos no Campeonato do Mundo. Canadá e Marrocos que têm mais três jogos, não para Campeonatos do Mundo, mas há um total de quatro encontros e a equipa marroquina nunca perdeu. Três triunfos e um empate. Há aqui também, Carlos, um dado curioso para as duas equipas. Nós, para já, estamos com sete minutos, 0 x 0, mas tanto o Canadá como Marrocos marcaram em todos os jogos que realizaram nesta edição do Campeonato do Mundo.
Vamos lá ver o que acontece então neste jogo dos oitavos de final do Campeonato do Mundo. O primeiro jogo desta fase da competição vai ser acompanhado por ti, Diogo Varela, e a seguir há França-Paraguai.
Todos os jogos com direito a minuto 90, que depois fica também disponível em observador.pt e nas plataformas podcast. Seguimos nesta edição das 18h para o fecho e destaque para as consequências dos sismos na Venezuela, numa altura em que o número de vítimas, Carlos Pedro, continua a aumentar. A ajuda humanitária é essencial.
E neste momento são várias as associações portuguesas que estão a reunir bens para enviar para a Venezuela. É o caso da Venexus e da Câmara de Comércio Venezuelana Portuguesa, que têm estado a recolher e a organizar estes bens num armazém em Sintra para depois, Teresa Freire, serem enviados para a Venezuela.
São várias as associações que estão a enviar para aqui os bens que vão recolhendo por todo o país. Christian Horn, presidente da Venexus, explica qual é a prioridade neste momento.
Nós agora vamos mandar camping, medicamentos e tudo que seja higiene. A última coisa que vai sair, mesmo por último, é roupa e comida.
Quanto ao envio, vai contar com a ajuda da TAP e, em princípio, também do governo português.
Estamos a concentrar toda a carga do país aqui em Terruga, em Sintra, para a TAP na próxima semana começar a levantar e começar a voar.
E quanto a este espaço, não é de nenhuma destas associações, mas sim de Paulo Cristóvão, que cedeu o armazém de pneus a pedido do amigo Pedro Nunes.
É o que eu chamo um armazém de boa vontade. De facto, nós tínhamos o armazém cheio. Durante cerca de um mês, eu decidi esvaziá-lo todo. O Pedro veio-me pedir exatamente para ajudar a Venezuela.
Pelo nível de amizade que a gente temos, foi muito fácil. Foi só uma chamada e o Paulo pôs-se logo à ordem e tem sido espetacular estar aqui com um grande amigo.
Não há aqui nada monetário por trás e a nível temporal, é o tempo for necessário para ajudar as pessoas.
Esta manhã eram cerca de 30 os voluntários que estavam no armazém. A maior parte são adultos e venezuelanos, mas há algumas exceções, como é o caso das irmãs Isabela e Mariana.
A mãe já tinha vindo sem nós e depois elas contaram e quisemos vir.
E têm feito de tudo um pouco.
Estamos a ajudar as outras pessoas que estão a arrumar coisas. Estamos a organizar as caixas, porque havia caixas que tinham coisas totalmente diferentes, tipo medicamentos e essas coisas, misturado com comida.
Quem também marcou presença esta manhã no armazém foi Gabriela, que não é venezuelana, mas quis ajudar na mesma.
Separamos os materiais, encaixotamos, estamos colocando em cima dos pallets e é bem cansativo, porque as caixas são pesadas e o calor também está muito quente.
Gabriela, que soube desta iniciativa através de uma amiga venezuelana, Daniela, que não tem parado de apelar à ajuda de todos.
O governo é um desastre. Em vez de ajudarem, estão a fazer o contrário. Precisamos de ajuda humanitária porque está tudo um desastre.
Daniela, que tem pedido a ajuda de toda a gente, já tem a garantia que pode contar com a Isabela e com a Mariana. Mas querem cá voltar?
Sim.
Nós voltamos na próxima semana.
É muito divertido estar aqui a ajudar as outras pessoas.
A reportagem da jornalista da Rádio Observador, Teresa Freire, em Sintra. Neste momento, estas associações pedem especialmente que sejam entregues paletes e montacargas.
Ponto final nesta edição das 18h, com o jornalista Carlos Pedro, que está de regresso às 18h30 com a informação atualizada.
É verdade

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