Hubble flagra aglomerado com mais de meio milhão de estrelas
Uma nova imagem divulgada pela NASA mostra um verdadeiro espetáculo cósmico. Registrada pelo Telescópio Espacial Hubble, ela revela o aglomerado globular Messier 3 (M3), uma gigantesca concentração com mais de 500 mil estrelas reunidas pela força da gravidade. Continua após a publicidadeDe acordo com a NASA, a publicação também celebra os 250 anos da independência dos Estados Unidos. Em resumo:
Hubble registra aglomerado Messier 3 com mais de 500 mil estrelas;
M3 reúne estrelas antigas fundamentais para estudar a Via Láctea;
Aglomerado abriga estrelas especiais que ajudam a medir distâncias cósmicas;
Estudos sugerem origem na fusão de dois antigos aglomerados estelares;
Imagem reforça papel do Hubble na exploração da evolução do Universo.
Imagem do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, mostra Messier 3, um aglomerado de estrelas densamente compactado cuja origem pode ser uma fusão entre aglomerados globulares no início do Universo. – Crédito: NASA, ESA e A. Sarajedini (Florida Atlantic University); Processamento: Gladys Kober (NASA/Universidade Católica da América)Estrelas ajudam a contar a história da galáxiaO M3 é um dos maiores e mais conhecidos aglomerados globulares da Via Láctea. Esses objetos são formados por estrelas muito antigas, que nasceram praticamente ao mesmo tempo a partir da mesma nuvem de gás. Por isso, elas possuem idades semelhantes e ajudam os cientistas a investigar as primeiras fases da história da nossa galáxia. Atualmente, os astrônomos conhecem cerca de 150 aglomerados globulares distribuídos nas regiões mais externas da Via Láctea.Apesar de sua grande massa, o Messier 3 chama atenção por outras características. Ele está relativamente distante do centro da galáxia e abriga mais de 240 estrelas do tipo RR Lyrae, o maior número já identificado em um aglomerado globular da Via Láctea. Essas estrelas variam de brilho de forma regular, permitindo aos pesquisadores calcular distâncias no Universo com bastante precisão. O princípio é semelhante ao de observar o brilho dos faróis de um carro durante a noite para estimar a distância em que ele está.
Outro destaque do M3 é a presença de aproximadamente 70 candidatas a chamadas estrelas azuis retardatárias. Elas aparentam ser muito mais jovens do que as demais estrelas do aglomerado por apresentarem coloração azul intensa, normalmente associada a temperaturas mais elevadas. A hipótese mais aceita é que essas estrelas tenham recebido matéria de uma companheira próxima, ganhando uma espécie de “novo combustível” que as faz parecer rejuvenescidas, embora sejam tão antigas quanto as demais.Os cientistas também suspeitam que a origem do M3 seja mais complexa do que se imaginava. Estudos indicam que ele pode ter surgido da fusão de dois aglomerados globulares diferentes, que pertenciam a uma antiga galáxia anã posteriormente incorporada pela Via Láctea durante sua evolução.Leia mais:Continua após a publicidadeHubble: mais de 30 anos explorando o cosmosA imagem obtida pelo Hubble também ajuda a entender as diferentes temperaturas das estrelas. Na composição, as estrelas azuis representam os astros mais quentes, enquanto as avermelhadas são mais frias. Segundo a NASA, essas cores não são escolhidas aleatoriamente: elas seguem técnicas de processamento que representam os diferentes comprimentos de onda captados pelos instrumentos do telescópio, incluindo parte da radiação infravermelha.Representação artística do Telescópio Espacial Hubble, da NASA. – Crédito: Dima Zel/ShutterstockO registro integra o programa Hubble Treasury, um levantamento que pretende estudar cerca de metade dos aglomerados globulares da Via Láctea. O objetivo é reconstruir a história da formação da nossa galáxia. Após mais de três décadas de operações, o Hubble continua sendo uma das principais ferramentas da astronomia e trabalha em conjunto com observatórios como o Telescópio Espacial James Webb e o futuro Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, ampliando o conhecimento sobre a estrutura e a evolução do Universo.










