Ozono perigoso em Lisboa e Vale do Tejo
ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo detetou este sábado níveis de concentração de ozono prejudicais para a saúde nos Olivais (Lisboa) e em Alverca (Vila Franca de Xira).
“Foi ultrapassado, na(s) estação(ões) de monitorização da qualidade do ar desta CCDR, o valor de concentração de ozono de 180 µg/m³ (microgramas por metro cúbico), definido como limiar de informação para este poluente”, pode ler-se em comunicado hoje divulgado pela CCDR-LVT.Aquela entidade avisa ainda que “enquanto esta situação se mantiver”, é recomendado que os grupos mais frágeis possam “reduzir ao mínimo a atividade física intensa ao ar livre e evitem a permanência no exterior”.Segundo a CCDR-LVT, estes valores de concentração de ozono podem provocar “alguns efeitos na saúde”, sobretudo em grupos mais sensíveis, como crianças, idosos, pessoas asmáticas e quem tiver doenças respiratórias ou cardíacas.
Nos Olivais, registaram-se 184 microgramas por metro cúbico, das 14:00 às 15:00, e em Alverca, das 15:00 às 16:00, o mesmo valor medido ascendia a 205 microgramas por metro cúbico.“A exposição a este poluente afeta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações nos olhos”, avisa.










