CIÊNCIA

1h. Seleção Nacional chega a Dallas para defrontar Espanha


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
É uma hora. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. O mapa de ocorrências da Proteção Civil marca a esta hora apenas uma ocorrência significativa, o incêndio de Vouzela, que tem a esta altura duas frentes ativas. O segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, Simão Velez, explica que uma das frentes tem apenas um ponto mais crítico. Já outra, admite, está mais complicada.
Um incêndio que está organizado em duas frentes, que neste momento uma das frentes tem apenas um ponto crítico, mas a correr francamente bem mais a norte, e uma outra frente mais a sul, que tem ainda muito trabalho para fazer durante as próximas horas, para ver se no período da manhã conseguimos entrar numa outra fase, com outro planeamento e manter o incêndio com esta área.
Simão Velez adianta ainda que as autoridades esperam ter o fogo dominado entre este domingo e segunda, mas alerta para eventuais reasscendimentos.
É difícil darmos aqui algum garante. Temos uma expectativa, naturalmente, e uma expectativa positiva seria entre as próximas 24 e 48 horas, nós conseguimos dar o incêndio como dominado. Mas como referi, e como se percebe, qualquer português entende que as condições climatéricas são muito adversas e poderemos ter a qualquer momento uma reativação, que nos traga aqui limitações e que possa trazer uma nova realidade.
O segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, Simão Velez, que está em Vouzela. Em declarações à RTP, o incêndio em Vouzela já consumiu 13 mil hectares e está ativo desde a madrugada de quinta-feira. O fogo teve início em Vouzela e acabou por se alastrar para os conselhos de Oliveira de Frades, Tondela e Águeda. A esta hora no terreno estão mais de 1300 operacionais, apoiados por quase 440 viaturas. O governo admite prolongar o estado de alerta, pelo menos até o final da próxima semana, possibilidade avançada pelo ministro da Administração Interna no briefing da Proteção Civil ao início da noite deste sábado. Luís Neves sublinha que os meios estão a ser distribuídos pelo país para enfrentar as ocorrências em curso, mas que também estão a ser posicionados de forma a prevenir e minimizar o risco de novas ocorrências.
Que está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta, porque se as condições se mantiverem tal qual aquilo que é perspetivado, pode ser isso que venha a suceder. E por isso os meios estão a ser distribuídos por todo o país, por forma a que se consiga no primeiro momento o ataque inicial, sob uma grande estrutura de coordenação. Quero vos dizer, que fiquei muito agradavelmente agradado com aquilo que ontem pude testemunhar do companheirismo, do coletivo.
O ministro da Administração Interna e a possibilidade de extensão do estado de alerta, que entrou em vigor às zero horas de sexta-feira. Luís Neves revela ainda que o governo está a aguardar uma resposta de Marrocos ao pedido de ajuda. Isto numa altura em que na tarde deste sábado um Canadair espanhol juntou-se ao combate aos incêndios em Portugal. O governo italiano também disponibilizou dois aviões do mesmo tipo para reforçar o apoio às operações de combate às chamas, meios que devem entrar já em ação amanhã. É o que avança o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.
Ativamos o mecanismo europeu de proteção civil, onde temos a trabalhar no incêndio de Vouzela, a Unidade Militar de Emergência de Espanha, com 118 operacionais e 43 veículos, um avião Canadair de Espanha, que já está a operar em Vouzela, e dois aviões Canadair de Itália, que irão operar amanhã, chegarão durante o dia de hoje à Base Aérea de Beja e irão trabalhar amanhã também, previsivelmente, no incêndio de Vouzela.
Mário Silvestre, o comandante nacional da Proteção Civil, a destacar o contributo dos meios do Mecanismo Europeu de Proteção Civil no combate aos incêndios em Portugal. Partimos agora às Américas para falar sobre o mundial, isto porque a Seleção Nacional já aterrou em Dallas, no Texas, onde vai defrontar Espanha já esta segunda. À chegada estão centenas de pessoas à espera. O Miguel Cordeiro é o enviado especial d’O Observador ao Mundial. Miguel, como está por esta altura o ambiente?
Já esteve melhor. O momento de maior apoteose aconteceu há dois minutos, quando Cristiano Ronaldo saiu do autocarro e entrou no hotel. Foi um momento de autêntica loucura em frente ao The Adolfo’s, um hotel no centro de Dallas, com centenas e centenas de adeptos em frente ao local em que entrou a seleção. Uma porta nas traseiras, o autocarro parou mesmo em frente. Esta rua está completamente cortada, as pessoas estão do outro lado da estrada, junto ao passeio. À minha frente 17 automóveis da polícia, contei eu, num espaço de 80 metros. Estão também já 12 motas que acompanharam o autocarro da seleção do aeroporto até este hotel, uma viagem que durou aproximadamente 20 minutos. Ainda muitos telemóveis ao alto à minha frente a tentar captar fotografias de mais alguns jogadores da seleção nacional, mas acaba agora de entrar o último jogador, João Neves, e entram agora alguns membros do staff da seleção portuguesa. É um momento muito curto, são cinco, seis minutos que os jogadores demoram a sair do autocarro e entrar no hotel e os adeptos tentam aproveitar ao máximo esse momento. Alguns já começam a dispersar e a deixar este local. Queriam essencialmente ver Cristiano Ronaldo, gritaram “sim” nesse momento. Continuam de telemóveis ao alto e esperam agora, vão ficar alguns deles certamente mais alguns minutos, à espera de perceber se algum dos jogadores da seleção vai sair ou acenar à janela, como por exemplo, aconteceu em Toronto. Mais uma vez, enchente para ver a seleção no momento da chegada a uma cidade que acolhe o mundial. Desta vez foi em Dallas.
Um momento muito curto, mas vivido ao máximo pelos apoiantes que estão nesta altura em Dallas e que receberam a formação portuguesa, na antecâmara do jogo contra a Espanha. A reportagem do enviado especial do Observador ao Mundial, Miguel Cordeiro. Ainda no Mundial, a França venceu o Paraguai por 1 x 0 e garantiu a passagem aos quartos de final da competição. Antes disso, Marrocos eliminou o Canadá, uma das seleções anfitriãs deste Campeonato do Mundo. A seleção marroquina venceu por 3 x 1 e foi a primeira a garantir o apuramento para a fase seguinte. Ainda na atualidade internacional, em pleno 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, Donald Trump e Vladimir Putin falaram ao telefone sobre a guerra na Ucrânia, informação avançada pelo conselheiro do Kremlin à imprensa estatal russa. Segundo Moscovo, terá sido a Casa Branca a agendar este telefonema entre os dois chefes de Estado. Os líderes combinaram discutir a situação da guerra na Ucrânia ainda antes da Cimeira da NATO, que arranca esta terça-feira em Ancara, na Turquia. Ainda durante este sábado, Donald Trump falou também com Volodymyr Zelensky, que é uma informação veiculada pela agência Reuters. O presidente ucraniano diz ter tido uma conversa muito boa com Trump, na qual defendeu que a determinação norte-americana vai ser decisiva para pôr fim à guerra com a Rússia. Portugal cumpre este domingo um dia de luto nacional pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular pelos cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida nesta tragédia. O mais recente balanço das autoridades venezuelanas dá conta de 2954 vítimas mortais e de quase 16 600 feridos. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, entre as vítimas mortais estão 93 cidadãos com nacionalidade portuguesa, 80 dos quais com dupla nacionalidade venezuelana. O ministério dá ainda conta de 57 cidadãos portugueses ainda desaparecidos. Isto numa altura em que o número de vítimas continua a aumentar. A ajuda humanitária para a Venezuela é essencial. Neste momento, são várias as associações portuguesas que estão a reunir bens para enviar ao país. É o caso da AVEXUS e da Câmara do Comércio Venezuelana Portuguesa, que tem estado a recolher bens num armazém em Sintra para depois serem enviados para a Venezuela. A reportagem é da Teresa Freire.
São várias as associações que estão a enviar para aqui os bens que vão recolhendo por todo o país. Christian Horn, presidente da AVEXUS, explica qual é a prioridade neste momento.
Nós agora vamos mandar camping, medicamentos e tudo que seja higiene. A última coisa que vai sair, mesmo de último, é roupa e comida.
Quanto ao envio, vai contar com a ajuda da TAP e, em princípio, também do governo português.
Estamos a concentrar toda a carga do país aqui em Terruja, em Sintra, para a TAP, na próxima semana, começar a levantar e começar a voar.
E quanto a este espaço, não é de nenhuma destas associações, mas sim de Paulo Cristóvão, que cedeu o armazém de pneus a pedido do amigo Pedro Nunes.
É o que eu chamo um armazém de boa vontade. De facto, nós tínhamos o armazém cheio. Durante cerca de um mês, eu decidi esvaziá-lo todo. O Pedro veio-me pedir exatamente para ajudar a Venezuela.
Pelo nível de amizade que a gente temos, foi muito fácil. Foi só uma chamada e o Paulo pôs-se logo à ordem e tem sido espetacular estar aqui com um grande amigo.
Não há aqui nada monetário por trás e a nível temporal, é o tempo for necessário para ajudar as pessoas.
Esta manhã eram cerca de 30 os voluntários que estavam no armazém. A maior parte são adultos e venezuelanos, mas há algumas exceções, como é o caso das irmãs Isabela e Mariana.
A mãe já tinha vindo sem nós e depois elas contaram e quisemos vir.
E têm feito de tudo um pouco.
Estamos a ajudar as outras pessoas que estão a arrumar coisas. Estamos a organizar as caixas, porque havia caixas que tinham coisas totalmente diferentes, tipo medicamentos e essas coisas, misturada com comida.
Quem também marcou presença esta manhã no armazém foi Gabriela, que não é venezuelana, mas quis ajudar na mesma.
Separamos os materiais, encaixotamos, estamos colocando em cima dos pallets e é bem cansativo, porque as caixas são pesadas e o calor também está muito quente.
Gabriela, que soube desta iniciativa através de uma amiga venezuelana, Daniela, que não tem parado de apelar à ajuda de todos.
O governo é um desastre. Em vez de ajudarem, estão a fazer o contrário. Precisamos de ajuda humanitária porque está tudo um desastre.
Daniela, que tem pedido a ajuda de toda a gente, já tem a garantia que pode contar com Isabela e com a Mariana. Mas querem cá voltar?
Sim. Nós voltamos para a próxima semana. É muito divertido estar aqui a ajudar as outras pessoas.
A reportagem da jornalista Teresa Freire em Sintra a fechar este Jornal da Uma da manhã. Este domingo, Portugal cumpre um dia de luto nacional pelas vítimas do sismo da Venezuela. Ponto final neste Jornal da Uma. O essencial da informação está de volta à uma e meia.

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