PS: promessa das 4.000 casas em Gaia está na "estaca zero"
▲Os vereadores do PS desafiam o executivo municipal a apresentar publicamente o plano para as 4 mil habitações prometidas
ESTELA SILVA/LUSA
Os vereadores do PS em Gaia acusaram esta segunda-feira o presidente da Câmara, Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), de estar em silêncio e da promessa de construir 4.000 casas estar na “estaca zero”, foi hoje divulgado.
De acordo com um comunicado enviado à Lusa, a vereação socialista acusa o líder da autarquia, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, de “manter um silêncio absoluto sobre a principal promessa com que se apresentou aos gaienses em matéria de habitação – a construção de 4.000 novas casas”.“Não há absolutamente nada de novo. É uma promessa que ainda não passou disso e está na estaca zero. Foram 4.000 casas prometidas em campanha e, oito meses depois, nem uma palavra sobre como, quando ou onde”, refere o vereador João Paulo Correia, citado no comunicado.A vereação do PS refere que, “até hoje, não há programa, não há financiamento contratualizado, nem novas localizações anunciadas” para a construção das referidas habitações, sendo “uma promessa que ainda não passou disso e está na estaca zero”, entendendo que Luís Filipe Menezes deve uma explicação sobre o assunto.
A oposição ao executivo PSD/CDS-PP/IL assinala ainda que uma autarquia que “se empenhou tanto em eventos como o Air Invictus e que acaba de anunciar o lançamento de um concurso para um teleférico na frente marítima já não se pode desculpar com falta de tempo”, notando um “desalinhamento entre aquilo que o concelho e as pessoas precisam e as prioridades” da Câmara.Num comunicado emitido na véspera de uma atribuição de casas que irá ocorrer na terça-feira, estando prevista a presença de Luís Filipe Menezes, os vereadores do PS dizem que “toda a habitação pública que hoje avança em Vila Nova de Gaia tem origem no trabalho desenvolvido nos mandatos anteriores”.Os socialistas apontam “um investimento de cerca de 143 milhões de euros que programou a construção e reabilitação de centenas de fogos em Grijó, na Madalena, em Laborim e em Pedroso que agora começam a chegar às famílias”, acusando o presidente da Câmara de “inaugurar projetos e habitações que herdou dos mandatos socialistas enquanto permanece em silêncio absoluto sobre as 4.000 casas que prometeu em plena campanha eleitoral”.Assim, desafiam o executivo PSD/CDS-PP/IL a “apresentar publicamente, com datas, financiamento e localizações concretas, o plano para as 4.000 habitações prometidas”.
Em 7 de julho do ano passado, no lançamento da sua candidatura à Câmara de Gaia, cujas eleições viria a vencer precisamente contra João Paulo Correia, Luís Filipe Menezes prometeu a construção de 4.000 casas de renda acessível e controlada, das quais 40% no centro e sul do concelho.“Nós comprometemo-nos a construir, neste mandato, 4.000 casas de rendas acessíveis e controladas, mas sendo 40% delas no interior e sul de Gaia, fazendo desta forma o combate ao despovoamento dessas freguesias”, disse então, garantindo “apostar a sério na habitação” e “investir a totalidade a verba que o Governo disponibilzou para Vila Nova de Gaia, que é de 180 milhões de euros”.“E vamos para a porta do senhor ministro das Infraestruturas pedir um bocadinho mais, porque nós merecemos. Somos a terceira cidade do país”, frisou então Menezes.Contactada pela Lusa, fonte oficial da Câmara de Gaia remeteu uma resposta para a cerimónia de terça-feira, às 11h00.










