4h. Arranca hoje a cimeira da NATO na Turquia
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Quatro horas. As notícias com Marta Caramelo Nobre.
Portugal caiu aos pés da Espanha nos descontos e está fora do Campeonato do Mundo. Um gol de Mikel Merino, mesmo a fechar a partida, ditou a derrota da seleção nacional por uma bola a zero nos oitavos de final. No final da partida, Roberto Martínez confirmou que este foi o último jogo ao serviço da seleção portuguesa.
Eu cheguei a Portugal para ganhar o Mundial e acho que sem ganhar o Mundial não faz sentido continuar. Acho que a direção e o presidente têm agora a possibilidade de escolher o seu selecionador. O presidente sempre apoiou o meu trabalho, mas o meu contrato termina hoje, então não há muito mais o que falar.
Já sobre o jogo, o selecionador nacional diz que os detalhes fizeram toda a diferença.
Defensivamente tivemos muita coragem, boa agressividade, defendemos muito bem. E depois, o que acontece nos jogos de oitavos de um mundial, detalhes importantes, a bola pegar na barra, entrar ou não entrar, e a oportunidade no minuto 90, que é um recomeçamento, uma falta rápida. Foram os detalhes que fazem a diferença, mas é um orgulho incrível.
As explicações de Roberto Martínez após a eliminação de Portugal no Campeonato do Mundo. Do lado de Espanha, o selecionador espanhol, Luis de la Fuente, afirma que Portugal e Espanha possuem os melhores dois meios-campos do mundo.
Eu sou um admirador do futebol português e dos futebolistas portugueses. O que nós fizemos tem muito mérito. Somos duas seleções muito parecidas, que contam com os dois melhores meio-campos do mundo. Hoje, a qualidade destes futebolistas foi demonstrada.
E vamos a mais reações. Cristiano Ronaldo assegura que deu o melhor pela seleção nacional, hoje e sempre. Ainda assim, admite que Portugal podia ter feito mais.
Nem quero mudar a atenção daquilo que foi feito no Mundial por uma decisão pessoal. Isso eu nunca farei. O balanço que eu faço do Mundial, podíamos ter feito melhor, mas fomos eliminados por uma das equipas também que, no meu ver, possivelmente chegará ou na final ou perto. Acho que foi um jogo bem disputado, sinceramente, podia dar para qualquer um. Tivemos um pouco de azar, sofrer ali nos últimos cinco minutos, mas, como disse ontem, saio de consciência tranquila. Eu dei o meu melhor, demos o nosso melhor.
Ronaldo, que agradece ainda ao selecionador nacional.
Foi uma pessoa que eu adorei trabalhar com ele, um grande ser humano, um grande treinador e aquilo que ele fez por Portugal foi muito grande. É de louvar aquilo que ele fez, ganhou um título por Portugal. Muitas pessoas, se calhar, não dão valor, mas eu dou muito valor, porque Portugal antigamente não tinha ganho nada e nos últimos anos ganhou três títulos. Isso demonstra o bom que tens que ser pra poder ganhar um título por Portugal.
As palavras do capitão da equipa portuguesa na zona mista. À imprensa internacional, adiantou que era o último jogo em Mundiais, mas pouco depois, e desta vez à imprensa nacional, o avançado de 41 anos diz que a permanência na seleção nacional ainda está em aberto. O guarda-redes da equipa das Quinas, Diogo Costa, fala em falta de sorte para Portugal.
Faltou-nos também uma pontinha de sorte, bola à barra, bola muito perto da baliza. É preciso sorte também, mas acho que a atitude foi muito boa, foi positiva. Acho que demos o nosso melhor em termos de atitude, em termos de exigência e trabalho mental. Acho que demos o nosso melhor, mas tal como eu disse, faltou-nos uma pontinha de sorte.
Já Rúben Dias não conseguiu esconder a frustração.
Cada pessoa lida com a eliminação de maneira diferente, é obviamente um sonho de todos nós. E obviamente, a frustração existe. A nossa ambição é maior, é de chegar aqui e ganhar. E como tal, é sempre duro não conseguir vencer.
E Bruno Fernandes diz que faltou mais agressividade na segunda parte do jogo.
Devíamos ter continuado da maneira que continuamos, ser mais agressivos sem bola, tentar fazer com que a Espanha não jogasse tanto. Mas, sobretudo, eu acho que tínhamos que ter jogado mais com bola. Eu acho que temos qualidade pra mais, temos jogadores bem capazes disso e acho que não por falta de capacidade, mas se calhar porque em momentos não fazemos aquilo que estamos habituados a fazer ou que sabemos fazer e acabamos por nos perder um bocadinho no jogo.
Algumas das reações portuguesas após a eliminação do Campeonato do Mundo. Portugal caiu nos oitavos de final, derrotado pela Espanha. Na zona mista, falou também o primeiro-ministro. Apesar da derrota, Luís Montenegro diz estar orgulhoso do percurso da seleção portuguesa e afirma que a equipa das Quinas demonstrou que é uma das melhores do mundo.
Aquilo que eu registo com um profundo sentimento de gratidão é que estes atletas também demonstraram que nós estávamos ao nível dos melhores. E estávamos, estivemos ao nível dos melhores. Acabamos por não vencer este jogo, mas isso não significa que não tenhamos feito um percurso, de fato, muito favorável e muito meritório.
Declarações de Luís Montenegro, captadas pela RTP Notícias, ele que deixou ainda elogios a Cristiano Ronaldo. Entretanto, Portugal está de regresso a Lisboa na quarta-feira. A chegada está agendada para às 06:00. Mudamos de tema. O presidente da República alerta para o risco que o uso da inteligência artificial, sem regras, constitui para a democracia. O chefe de Estado considera que a inteligência artificial é o adamastor dos dias de hoje, um algoritmo que decide sem explicar e que afeta as decisões da população.
O adamastor de hoje não é o mesmo dos Lusíadas de Camões. Hoje chama-se opacidade, chama-se caixa negra Chama-se algoritmo que decide sem explicar. Vivemos num tempo em que sistemas de inteligência artificial tomam decisões que afetam diretamente a nossa vida. Bloqueiam pagamentos, avaliam candidaturas, fazem triagem de crédito, sinalizam comportamentos, fazem-no em escala, em tempo real, com uma eficiência que nenhum ser humano consegue igualar. E a democracia exige uma coisa muito simples, mas ao mesmo tempo muito difícil: que as decisões que afetam as pessoas possam ser compreendidas, contestadas e corrigidas pelas pessoas.
As declarações do Presidente da República no Porto. Segur fez o discurso de encerramento da quarta edição do prémio Vencer, o Adamastor, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Durão Barroso defende que Portugal deve reforçar o sentimento de comunidade nacional, mas sem xenofobia. O antigo presidente da Comissão Europeia foi o orador convidado das jornadas parlamentares do PSD. Diz que o patriotismo não é nacionalismo, uma vez que, para Durão Barroso, o nacionalismo é o ódio dos outros. O antigo primeiro-ministro diz que Portugal não pode descurar a vocação atlântica nem o sentimento de pertença à Europa.
Que nós, portugueses, hoje, numa situação como esta, temos o dever de reforçar o sentimento de comunidade nacional, porque há alguns que procuram pô-lo em causa através da polarização. Mostrar que, citando o célebre autor Romain Gary, que o patriotismo não é o nacionalismo. O nacionalismo é o ódio dos outros, o patriotismo é o amor do que é nosso. E por isso podemos ser patriotas e europeístas ao mesmo tempo.
Durão Barroso, nas jornadas parlamentares do PSD, sobre Donald Trump, diz que pode-se gostar ou não gostar do presidente dos Estados Unidos, mas é preciso entender que ele mudou a política mundial. O governo prolongou a situação de alerta de incêndio até à meia-noite de quinta-feira. A informação é avançada pelo Ministério da Administração Interna. Apesar da situação no terreno estar menos crítica, o ministério de Luís Neves pretende manter prontidão para evitar problemas. A decisão abrange os distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu e Castelo Branco, bem como Beja, Santarém, Portalegre, Évora e Faro. Segundo o Ministério da Administração Interna, a decisão é justificada pela manutenção da onda de calor e pelas previsões meteorológicas de grande adversidade nos próximos dias. Na atualidade internacional, a Cimeira da NATO arranca esta terça-feira em Ankara, na Turquia, um encontro marcado pela tensão entre a Europa e os Estados Unidos. Em cima da mesa vai estar o reforço do investimento militar europeu, a produção industrial e o apoio à Ucrânia. A administração de Trump está a recuar no investimento na aliança democrática e a retirar tropas do solo europeu, exigindo que a Europa assuma um papel maior na própria defesa. Portugal vai estar representado em Ankara pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, bem como pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também vai estar na capital turca e é esperado um encontro com Donald Trump. Na Venezuela, subiu para 3535 o número de vítimas mortais na sequência dos sismos que abalaram o país. É o que indica uma atualização feita pelo governo venezuelano na noite desta segunda-feira. Quanto ao número de feridos, continua acima dos 16 mil. Há ainda a registar mais de 17 mil desalojados e quase 900 edifícios foram danificados ou destruídos. Entre os mortos, há pelo menos 96 portugueses e lusodescendentes e outros 60 estão desaparecidos. Notícia de fecho do Jornal das Quatro. A informação regressa às 17h em ponto.








