CIÊNCIA

Ormuz. Depois de ameaça de Trump, EUA atacam alvos iranianos

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As forças norte-americanas bombardearam esta sexta-feira o Irão em retaliação a um ataque da República Islâmica a um navio cargueiro na quinta-feira no estreito de Ormuz, adiantou o Comando Central dos EUA (Centcom).“O Comando Central dos EUA realizou ataques contra o Irão numa resposta contundente ao ataque do dia anterior contra um navio comercial que transitava pelo estreito de Ormuz”, pode ler-se numa nota na rede social X.O Centcom detalhou que os alvos eram “locais de armazenamento de mísseis e drones” e “localizações de radar costeiro”.O Exército norte-americano frisou ainda que esta “agressão injustificada contra um navio comercial por parte das forças iranianas é uma clara violação do cessar-fogo”.
A troca de ofensivas ocorre apesar do acordo de Teerão com Washington para reabrir a via navegável como parte de um acordo de paz preliminar.O Presidente norte-americano, Donald Trump, já tinha acusado esta sexta-feira o Irão de uma “violação estúpida” do acordo.“O Irão lançou pelo menos quatro drones de ataque contra navios que transitavam pelo estreito de Ormuz. Um dos drones atingiu substancialmente o convés superior de um cargueiro muito grande e caro”, escreveu o líder norte-americano na sua plataforma Truth Social, concretizando: “Obviamente, esta é uma violação estúpida do nosso acordo de cessar-fogo”.A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou na quinta-feira que um cargueiro foi danificado por um projétil de origem desconhecida no estreito.
A reabertura imediata do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos produtos petrolíferos mundiais antes da guerra, está incluída no memorando de entendimento assinado na semana passada por Washington e Teerão, que levou à suspensão das hostilidades e abertura de negociações de paz.Como resultado do ataque contra o cargueiro, a Organização Marítima Internacional (OMI) suspendeu o seu plano que estava em execução para retirar cerca de 11 mil tripulantes retidos no Golfo Pérsico desde o bloqueio imposto no estreito de Ormuz, como resposta à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.O plano permitiu a retirada de 115 navios com cerca de 2.500 tripulantes do Golfo Pérsico desde terça-feira, informou esta sexta-feira a OMI.O Irão, por sua vez, insistiu esta sexta-feira que os navios que transitam pelo estreito de Ormuz devem seguir as rotas estabelecidas pela República Islâmica.
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), organismo criado pelo Irão para gerir o tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, alertou que “a navegação de embarcações fora das rotas designadas não está coberta pela Garantia de Trânsito Seguro”.Ao abrigo do memorando, Estados Unidos e Irão vão prosseguir negociações com vista a alcançar um acordo de paz definitivo, centradas no futuro do estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano, bem como no levantamento das sanções contra a República Islâmica e dos seus bens congelados no exterior.O diálogo encontra-se porém ameaçado pela continuação da ofensiva de Israel contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano, país abrangido pela trégua por exigência de Teerão.

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