PS pede ao ministro da Educação "palavra de tranquilidade"
TIAGO PETINGA/LUSA
Lisboa, 27 jun 2026 (Lusa) – O PS pediu hoje ao ministro da Educação que “não perca nem mais uma hora” e venha a público “dar uma palavra de tranquilidade” e garantias aos estudantes e famílias após as recentes polémicas sobre os exames nacionais.
Em declarações à Lusa, o deputado socialistas Porfírio Silva sublinhou que o país está num período de exames em que “dezenas de milhares de famílias estão preocupadas com a sucessão de notícias que têm vindo a público sobre incidentes vários no processo de exames nacionais”.O socialista disse que o Grupo Parlamentar do PS não quer, para já, “entrar no escrutínio” político do processo, remetendo essa avaliação para uma audição do ministro da Educação no parlamento, prevista para o dia 01 de julho, mas pediu a Fernando Alexandre que se pronuncie antes disso.“O senhor ministro da Educação não pode perder nem mais uma hora para dar uma palavra de tranquilidade aos estudantes e às famílias sobre o processo dos exames de ensino secundário, que como sabemos implicam diretamente com o acesso ao ensino superior”, afirmou.
Porfírio Silva acrescentou que esta é uma fase da vida dos estudantes e das famílias em que “já há muita pressão” e “muita ansiedade”, sendo por isso necessário que o Governo transmita “uma palavra de tranquilidade sustentada e de garantia” de que o processo vai decorrer “sem mais perturbações e será concluído em devidas condições”.O deputado socialista referiu ainda que o PS tem recebido mensagens “de todo o país” de pessoas preocupadas com o processo dos exames nacionais.Questionado sobre que garantias concretas devem ser dadas, Porfírio Silva remeteu para o escrutínio na audição parlamentar da próxima semana do ministro, referindo também que não se sabe ainda “exatamente o que é que está a acontecer”, mas que há “muitos indicadores de que há várias coisas que não estão a correr como deviam”.No início da polémica está o item de desenvolvimento no exame nacional do ensino secundário de Português que era igual ao de um manual publicado pela Leya em agosto de 2025 e que levou vários professores a alertar para o perigo de a situação poder favorecer os alunos que tiveram acesso ao manual.
Em 19 de junho, foi divulgado um parecer assinado pela presidente do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), Ana Cristina Cortesão Casimiro, que rejeita que essa pergunta tenha violado o princípio da equidade ou beneficiado os alunos que já a tinham treinado.No entanto, o jornal Público noticia hoje que esse parecer, disponibilizado pelo Ministério da Educação, foi redigido à revelia dos conselheiros científicos do EduQA.A somar a esta questão, a nova classificação digital dos exames tem registado constrangimentos, com professores a relatarem atrasos na distribuição das credenciais de acesso às provas, o que levou o Júri Nacional de Exames a ajustar o calendário para a correção.TS (MCA/SIM) // EALusa/Fim









