17h. Venezuela. PS diz que é importante articulação da PC
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Vamos às notícias. Jornal das 5, com José Rafael Lopes. José, o secretário-geral do PS diz que é importante uma boa articulação entre a Proteção Civil Nacional, Europeia e a Organização das Nações Unidas para acudir quem precisa de ajuda na Venezuela.
José Luís Carneiro diz que o mais importante é a coordenação, sobretudo nos primeiros momentos. Em Viseu, o líder do PS diz que a prioridade tem que ser a gestão dos meios que existem no terreno, embora não feche a porta ao reforço de meios. Contudo, diz José Luís Carneiro, o primeiro momento tem que ser de articulação de esforços no terreno, sem esquecer o papel da ONU.
Nestas primeiras horas, o mais importante é a boa coordenação entre forças e serviços da Proteção Civil, quer da Proteção Civil Europeia, quer da Proteção Civil Nacional e, sublinho, porque não se tem falado desse tema, a articulação com as Nações Unidas. E agora a grande questão está em garantir a boa integração de meios e sermos capazes de reforçar os meios à medida que as necessidades o vão justificando.
Nesse sentido, José Luís Carneiro diz que propôs ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que convocasse a Comissão Nacional da Proteção Civil para que possa articular-se com os diferentes ministérios. O secretário-geral socialista diz que há toda a disponibilidade do PS na Assembleia da República e no Parlamento Europeu para apoiar as autoridades portuguesas a responderem de forma eficaz à tragédia.
Eu queria manifestar toda a disponibilidade do Partido Socialista e do seu secretário-geral para apoiar as autoridades nacionais no esforço para projetar os recursos, os meios necessários para apoiar a comunidade portuguesa que se encontra na Venezuela, comunidade que eu conheço bem e com muita proximidade.
Sobre o número de portugueses mortos, José Luís Carneiro fala em infelicidade e admite que os mortos ainda podem aumentar.
E o balanço mais recente do Ministério dos Negócios Estrangeiros dá conta de 36 portugueses e lusodescendentes mortos depois dos dois sismos.
Número revisto em alta hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Pelo menos 36 portugueses e lusodescendentes morreram, 96 estão desaparecidos ou incontactáveis. Segundo o ministério, entre os 36 mortos estão cinco crianças e mais de 29 adultos, sendo que 25 são lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento. Dos 96 portugueses desaparecidos ou incontactáveis, 49 são homens, 42 são mulheres, avança ainda o Ministério dos Negócios Estrangeiros. O balanço anterior, divulgado por volta das 14h, dava conta de 32 portugueses mortos.
José, os dois aviões portugueses enviados para a Venezuela já chegaram ao país.
É o que garante ao Observador o Estado-Maior das Forças Armadas. Estes dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa partiram ontem, saídos da Base Aérea de Beja, seguiam carregados com ajuda humanitária e equipas que vão participar nas operações de resgate e salvamento. Três dias depois dos terremotos, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, diz que a prioridade do governo é resgatar quem está debaixo dos escombros. O vice-presidente da Asprocivil, Jorge Silva, explica na Rádio Observador que o dia de amanhã é o limite para salvar vidas.
Amanhã, domingo, será o chamado deadline pra gente conseguir ainda encontrar vida em sustentabilidade de dias manter. É essa a questão que temos aqui, que é termos um espaço temporal já muito curto para encontrar vida com alguma sustentabilidade. Depois, a partir daí, começa a ser cada vez mais difícil. Não quer dizer que seja impossível, mas começa a ser cada vez mais difícil. Depois, tudo depende dos fatores e lá está, salubridade, água, água, alimentação e higiene.
Jorge Silva explica ainda como vão decorrer os trabalhos das equipas portuguesas no terreno.
As equipas estão preparadas para trabalhar bastante tempo. Aqui, depois, tem a ver com toda a questão que a Venezuela tem preparada para acolher estas equipas. Caso tenham comunidade de alimentação, estadia, para poderem trabalhar o máximo possível, porque estas equipas normalmente trabalham 10, 12 horas de seguida e depois descansam outras 10, 12 horas e voltam a trabalhar outra vez 10, 12 horas. E se estiverem com comunidade suficiente, conseguem trabalhar 10, 15, 20 dias de trabalho. Mas, para já, o essencial é chegar o mais depressa possível.
Jorge Silva, vice-presidente da Asprocivil, na Rádio Observador. Estão confirmadas nesta altura mais de 920 vítimas mortais destes dois sismos, número atualizado ontem. Há também 3300 feridos.
E a Venezuela já recebeu mais de 1600 socorristas internacionais.
Chegaram a Caracas para apoiar as operações de socorro após os sismos que abalaram o país na quarta-feira. Informação avançada pelo vice-ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Oliver Blanco, que diz que a Venezuela recebeu já 17 voos com mais de 1600 socorristas internacionais e que há mais a caminho, mais voos que devem aterrar nas próximas 24 horas. O vice-ministro da Venezuela dos Negócios Estrangeiros diz estar comovido com o apoio e a solidariedade da comunidade internacional.
Entretanto, as autoridades venezuelanas estão a restringir o acesso ao estado de La Guaira, a zona mais afetada pelos sismos na Venezuela, onde vivem muitos portugueses.
A medida foi tomada depois de apelos para evitar deslocações à região, que nos últimos dias tem recebido milhares de voluntários. As restrições estão a gerar críticas. Há relatos de habitantes a dizer que ainda não chegaram equipas de busca e salvamento a algumas das zonas, apesar de haver sinais de sobreviventes. A população tem usado as redes sociais para pedir ajuda e relatar os resgates feitos por civis. As organizações locais alertam ainda para a falta de meios. Sublinham que a resposta do Estado da Venezuela tem sido insuficiente.
Ainda na atualidade internacional, o Hezbollah rejeita o acordo entre Israel e Líbano.
O grupo extremista assegura que não vai abandonar a luta armada. O chefe do Hezbollah diz que o entendimento é nulo e sem efeito. Naim Qassem insiste que o Hezbollah vai continuar com a resistência no terreno para derrotar a ocupação israelita. A informação é dada num comunicado citado pela Al Jazeera. Sobre o acordo com Israel, o Hezbollah fala numa humilhação. Entretanto, o presidente do Parlamento do Líbano lamentou que o acordo alcançado na sexta-feira com o governo israelita tenha desencadeado uma agitação interna. Pede ainda calma ao povo libanês.
Mudamos de tema. André Ventura foi alvo de novas ameaças de morte e a última foi há menos de duas semanas.
O líder do Chega recebeu em casa uma carta com uma folha onde se lia uma ameaça dirigida a André Ventura, mas também à mulher. É uma confirmação do líder do Chega ao Observador, também no Parlamento, no dia 6 de maio, terá chegado ao gabinete do Chega, na Assembleia da República, uma folha onde se lia que estava a ser planeado um ataque com uma bomba. André Ventura diz que vai fazer uma avaliação para eventualmente reforçar as medidas de segurança pessoal.
Voltamos a falar de José Luís Carneiro, que exige explicações ao Ministro da Educação sobre o atraso na entrega dos exames de português aos professores para a sua correção.
O secretário-geral do PS diz que Fernando Alexandre deve explicações aos estudantes e às famílias portuguesas. José Luís Carneiro lembra que os professores estão há dias à espera que os exames estejam disponíveis na plataforma destinada à correção das provas, uma situação que leva o líder do PS a pedir explicações ao Ministro da Educação.
O Ministro da Educação, do nosso ponto de vista, deve, de forma segura, tranquila, séria, rigorosa e transparente, explicar às famílias portuguesas qual é a causa deste atraso, porque recordo, ontem estávamos no quarto dia em que os professores estavam à espera que as provas fossem colocadas na plataforma para efeitos de correção e as provas ainda não tinham sido colocadas nessa mesma plataforma.
O pedido de José Luís Carneiro ao Ministro da Educação. Antes, também Porfírio Silva, do PS, pediu explicações à Lusa. O deputado socialista sublinha que o país está num período de exames em que dezenas de milhares de famílias estão preocupadas com as polémicas no processo dos exames nacionais. Em causa está uma situação em que um dos pontos do exame nacional de português era igual ao ponto de um dos manuais publicados pela LEIA em agosto de 2025, uma situação que levou vários professores a alertar para o perigo da situação poder favorecer os alunos que tiveram acesso a esse manual. A somar a esta questão, a nova classificação digital dos exames tem registado constrangimentos. Há professores a relatarem atrasos na distribuição das credenciais de acesso às provas, o que levou o júri nacional de exames a ajustar o calendário para a correção.
E o Bloco de Esquerda entregou um voto de protesto no Parlamento contra a reunião em Bruxelas entre a Comissão Europeia e uma delegação do regime talibã do Afeganistão.
Num voto de protesto entregue na Assembleia da República, o deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, propõe que o Parlamento português condene a realização da reunião. Fala num gesto político de profunda gravidade, sobretudo um mês depois do Parlamento Europeu ter aprovado uma resolução que qualifica o regime talibã como um sistema de apartheid. Fabian Figueiredo questionou ainda o governo sobre se Portugal esteve representado nesse encontro. Em causa está uma reunião realizada a 23 de junho, em Bruxelas, entre serviços da Comissão Europeia e uma delegação do regime talibã, que estiveram a discutir o regresso ao Afeganistão de pessoas que cometeram crimes graves ou que representam uma ameaça para a Europa.
Notícia de fecho do Jornal das Cinco.










