CIÊNCIA

Croácia à vista: será que Ronaldo dura para sempre?


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Este é o “Três Toques” com Bruno Vieira Amaral. Pois é, e vêm aí os croatas. No mata-mata. Os croatas no mata-mata. No primeiro jogo do mata-mata para Portugal. Esperemos que não seja o último. No mata-mata, fiquemos do lado do mata que mata e não do mata que morre. Vêm aí os croatas, como os brasileiros costumam dizer: “croata é freguês”. Normalmente damo-nos bem com os croatas. Vamos falar do desaparecimento audiovisual do ex-selecionador sul-coreano e vamos também saber onde é que para a última camisola de Pelé. E vale muito. A última camisola utilizada por Pelé no jogo oficial. Mas vamos começar pelos croatas. Portugal empatou na madrugada de domingo contra a Colômbia e por isso vai encontrar a seleção croata nos 16 avos de final. Se é bom, se é mau, tem-se discutido muito. Era melhor o Gana. O problema é depois. Eu não sei se o problema não é agora já. A verdade é que Portugal tem um bom registo contra a Croácia. Em 10 jogos, só perdemos uma vez e foi num jogo particular. Não é mau. E há boas memórias. Portugal, na rota para ser campeão europeu em 2016, venceu a Croácia nos oitavos de final. Com prolongamento, portanto. Com prolongamento. Nesse ano foi quase sempre, pelo menos nas meias-finais. Mas é verdade, ganhámos à Croácia e normalmente as coisas não correm mal. Mas se olharmos para os eventos. Então somos favoritos. Sim, mais ou menos, 51%. Porque se olharmos para as prestações da Croácia nos últimos mundiais, são um bocadinho acima dos desempenhos de Portugal. A Croácia foi finalista em 2018 e chegou às meias-finais em 2022. Portanto, um bocadinho melhor do que a seleção portuguesa. Também tem esta curiosidade, este jogo, que é um reencontro entre Cristiano Ronaldo e Luka Modrić, que têm sido as grandes figuras das respetivas seleções já nos últimos 15, 20 anos, que jogaram juntos durante muitos anos no Real Madrid, com muito sucesso para ambos. Agora estão naquela que se supõe ser a última dança, não sabemos se é a última dança ou não, e vão enfrentar-se. Modrić. Há de ser dele, seguramente. O quê? A última dança. A última dança? O Ronaldo daqui a quatro anos ainda participa. Sabes que eu já tive mais dúvidas acerca disso. Imagino que toda a gente tenha tido mais dúvida sobre isso. Começo a ter certezas que o Ronaldo se vai despedir no Mundial de 2030. É cá com o filho. Tem de aguentar com o filho. Com o Cristianinho. Ontem já começaram os jogos dos 16 avos de final. O Canadá, com Stephanie Houghton a marcar o gol decisivo, apurou-se pela primeira vez. A primeira equipa. A primeira equipa. Ontem só houve este jogo entre o Canadá e a África do Sul. Hoje temos mais jogos, o Brasil contra o Japão, Alemanha-Paraguai e o melhor jogo vai ficar para as 02:00 a partida, aquele que eu acho que é o melhor jogo e dos melhores jogos desta fase, que é o Países Baixos-Marrocos. Duas equipas que jogaram muito bem nesta primeira fase. Só que se quisermos ver, temos de aguentar. E não dormir. É não dormir, é fazer uma diretazinha. Mas para isso temos também o Paulo. Não precisamos de ficar acordados. Vai mandando, vai-me atualizando. Eu tomo conta disso, não se preocupe. Da ocorrência. Entretanto, já houve equipas a sair nesta primeira fase. De forma surpreendente, a Coreia do Sul foi eliminada. E surpreendente por quê? Porque começou por ganhar, o que indica que nem sempre começar bem é bom sinal. Por que nós somos muito discretos a começar? Nós preferimos começar mal, arrancar devagarinho. Para enganar os outros. Eles: “Eles estão fraquinhos” e depois pumba! No tal mata-mata. A Coreia do Sul começou muito bem, ganhou à Chéquia, mas depois perdeu os outros dois jogos e foi eliminada. E o treinador, que já tinha orientado a seleção em 2014, Hong Myung-bo, e que foi o terceiro melhor jogador do Mundial 2002. Lembram-se daquele Mundial 2002, que foi péssimo para Portugal, que fomos logo eliminados? A Coreia do Sul aí chegou às meias-finais e Hong Myung-bo foi considerado o terceiro melhor jogador desse mundial. Como selecionador, é verdade, teve bons resultados, por exemplo, com a seleção olímpica, conseguiu uma medalha de bronze em 2012, mas foi eliminado na fase de grupos no Mundial de 2014, no Brasil, e agora voltou a ser eliminado na fase de grupos também deste. Ele tem cara de ator de filmes sul-coreanos. Tem. Parece, como é aquela série da Squid? Ou dos parasitas? Squid Game. Por acaso. Tem cara disso. É verdade. Mas tu para veres a cara, não deves ter visto num canal sul-coreano que transmitiu a conferência de imprensa, mas apagou a imagem, a cara do treinador. Eu não sei se foi de propósito. Ficou assim, sabes quando fica desfocado? Que é o blur. Eu não sei se foi de propósito, foi uma espécie de censura ou de castigo ao selecionador para dizer: “Vamos esquecer”. “Vamos esquecer que existes, vamos esquecer a tua cara.” “Vamos esquecer. Não, vamos só ouvir a tua voz.” Mas foi o que aconteceu na conferência de imprensa, um canal televisivo estava a fazer a transmissão, resolveu apagar a imagem. Às vezes acontece nos clubes, por exemplo, gostam de apagar, tirar fotografias dos jogadores. Depois quando vão para outros clubes, para apagar a história. É um bocadinho stalinista, mas foi o que aconteceu. O que cá foi o mesmo, não correu bem. Quem é que o mandou dar muita esperança à Coreia do Sul e depois ser eliminado na primeira fase? Assim é castigado audiovisualmente. Já houve uma tentativa de homicídio por audiovisual em Portugal, aqui há uns bons anos. Pois houve. A vítima terá sido o Pinto da Costa, se não me engano. Alguém alegou, eu acho que era alguém ligado ao Porto. Foi num desses programas, não sei se era os Donos da Bola, que havia na altura, e alguém alegou uma tentativa de homicídio por audiovisual. Coisas do futebol português. Vamos aqui ao nosso último toque. Com o Pelé. Com o Pelé. Um toque bastante valioso, porque se descobriu que Jimmy McAllister, um antigo defesa norte-americano, é o dono da última camisola usada pelo craque brasileiro em jogos oficiais. Na altura, Pelé foi jogar para o campeonato de futebol dos Estados Unidos, para o Cosmos, e em agosto de 1977 jogou contra o Seattle Sounders, onde jogava este McAllister. Ele era muito jovem e no final trocou a camisola com o Pelé. Eu acho que na altura ele não teve noção do que estava a receber. Claro, sabia que era a camisola do Pelé, só não sabia a importância que haveria de ter. Ele guardou a camisola até hoje e diz que já chegaram a oferecer um Ferrari para trocar pela camisola. Mas acho que era um descapotável. Ele diz: “Eu vivo em Seattle, então aqui o tempo não é muito agradável e eu prefiro a camisola.” Pode ser uma espécie de PPR e até pode ser uma herança para os filhos, guardar a camisola e depois dar-lhes como herança.

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