CIÊNCIA

Filinto Lima: "Ministro deu passo corajoso, mas arriscado"


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Agora em direto com o representante dos diretores escolares, Filipo Lima, bom dia, obrigada por estar conosco. Tem novidades desta segunda-feira, algum avanço no processo de comunicação com os professores que vão corrigir os exames do 12º ano?
A novidade é a promessa feita no sábado passado, através do Educa, do Júri Nacional de Exames, que a partir de hoje, quase com uma semana de atraso, os professores corretores dos exames do 11º e 12º anos de escolaridade irão finalmente receber os itens das provas para corrigir, ou seja, para começarem a trabalhar quase uma semana após o prazo. Essa é a novidade que temos, ainda não tivemos tempo de concretizar se isso está a acontecer, mas a grande novidade é essa. Agora, esperemos é que isso seja, de facto, uma novidade e que se passe à ação para que os nossos professores possam, de facto, corrigir as provas.
E começando a corrigir as provas, mesmo que seja a partir de hoje, haverá a possibilidade de manter a data para publicação, a afixação dos resultados dos exames, 10 de julho?
Isso não foi alterado. O comunicado diz mesmo que o prazo, que no início era dia 6 de julho, passou pro dia 10, numa segunda fase, e ontem, no sábado, através do comunicado do Júri Nacional de Exames, manteve-se o prazo. Ou seja, até o dia 10 de julho, os professores devem corrigir essas provas. Para quê? Para que nós, diretores, possamos afixar as notas, as classificações, as pautas no dia 14 de julho. Essa é a promessa do Educa através do Júri Nacional de Exames.
E é um prazo que lhe parece aceitável?
Seguramente, o Ministério da Educação fez as contas através do Educa e penso que poderá ser um prazo aceitável, mas só quem está a corrigir a prova, destas provas, não só de Português, mas a de Português é que envolveu mais alunos, também foi a primeira, é que o poderá dizer. Aqui o grande problema foi, de facto, e há que admitir isso, e o Educa já admitiu, e fez bem, foi este passo que se deu. No outro dia eu disse que o ministro deu um passo corajoso, politicamente corajoso, mas arriscado. E o que se percebe até o momento está a falhar a digitalização destas provas, e a plataforma, como vocês disseram bem, digital, também não está a corresponder 100%. Esperamos que a partir de hoje, o que eu acabo de dizer, de facto, seja mentira, para que os nossos professores possam corrigir as provas com toda a tranquilidade, para que depois nós as possamos afixar as classificações no dia previsto, que é o dia 14 de julho.

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