Exames. "Nunca nenhum aluno será prejudicado", diz ministro
MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
“Nunca nenhum aluno será prejudicado.” Foi esta a garantia deixada por Fernando Alexandre, ministro da Educação, durante a audição regimental no Parlamento esta quarta-feira. Perante as diversas dificuldades que têm sido sentidas na classificação dos exames — desde o atraso na disponibilização dos itens para classificação e às dificuldades técnicas na plataforma, à convocatória de uma professora que morreu —, o ministro da Educação frisou: “O calendário nunca se sobreporá ao rigor, à transparência e à equidade da avaliação. Nenhum aluno será prejudicado. Isso posso garantir.”
Fernando Alexandre voltou a sublinhar que as notas dos alunos serão disponibilizadas no dia 14 de julho. “Os problemas na classificação são exclusivamente relacionados com questões de software”, atribuiu. “Há um problema com o QR Code e numa auditoria será posteriormente feita a análise.”Contudo, afirmou que “os problemas estão a ser tecnicamente ultrapassados” na “essencial” classificação eletrónica das provas. “Se não a tivermos, vamos continuar a ter um conjunto de problemas.”Fernando Alexandre disse que o processo de digitalização foi herdado do PS mas que reproduz “as melhores práticas internacionais” e que dá uma “experiência mais positiva” aos docentes. “Em vez de transportar exames em papel para casa, os professores conseguem fazer a correção em casa, numa plataforma, avaliando sempre o mesmo conjunto de questões. Assim é garantido mais rigor e mais objetividade e isto é um avanço do sistema.”
O Ministério da Educação colocou a “hipótese de fazer as correções no papel” mas, perante garantias dadas pelo EduQA, recuou. “Não tenho nenhuma razão para por em causa esta informação” do EduQA.










