CIÊNCIA

12h. Ministro da educação rejeita falhas nos exames


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Este é o Jornal do Meio-Dia da Rádio Observador, edição com Miguel Videira. Miguel, a esta hora começamos com os distritos de Lisboa e Setúbal. Vão estar a partir da meia-noite sob aviso vermelho do IPMA por causa da subida acentuada da temperatura.
É o nível mais grave de uma escala de quatro. O aviso vermelho vai estender-se na sexta-feira aos distritos de Coimbra e Leiria. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê uma semana de tempo quente e seco, com a temperatura mínima acima dos 20 °C e a máxima acima dos 40 °C. Para a região do Vale do Tejo e do Alentejo, esperam-se já hoje temperaturas entre os 41 e os 44 °C.
E é neste contexto de tempo quente que o governo apresentou há pouco o plano de saúde para as ondas de calor.
Prevê, por exemplo, que todas as unidades locais de saúde tenham espaço climatizado. O jornalista Miguel Pina Andrade acompanhou a apresentação deste plano, a cargo da Secretária de Estado da Saúde, apresentação que terminou há instantes. Miguel, ainda sem muito tempo para absorver tudo o que foi dito, é possível dar-nos já aqui conta de algumas ideias que resultaram desta apresentação. Por exemplo, a Secretária de Estado garante que a linha SNS 24 está preparada para dar resposta a um previsível aumento na procura de cuidados médicos.
Sim, Miguel, e a garantia é deixada também pelo presidente do INEM, Luís Cabral, e pelo presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Luís Góis Pinheiro. Admitem a forte possibilidade de haver um aumento de chamadas e de ocorrências, algo que está devidamente acautelado com o reforço dos quadros. A Secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, reforça a ideia do risco significativo que as temperaturas extremas constituem para a população mais vulnerável e faz o apelo para que a população siga as recomendações: manter a hidratação, beber pelo menos um litro e meio de água por dia, evitar a exposição solar e sair de casa durante as horas mais quentes. Estes avisos também mais focados para a população mais vulnerável. A diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, e o diretor do Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Fernando Almeida, tiveram aqui todas as entidades de saúde, admitem uma possibilidade de haver um impacto de mortalidade excessiva face a esta vaga de calor que vai assolar o território português nos próximos dias. O impacto desta mortalidade, que só se verifica após alguns dias. Esta manhã, no Explicador da Rádio Observador, Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, disse e expôs esta ideia de que as ULS não estão preparadas para garantir climatização, ou seja, nem todas as ULS estão preparadas para esta nova medida. Álvaro Almeida, diretor-executivo do SNS, contraria esta ideia, garante que tudo está preparado e que todas as unidades locais de saúde têm um espaço de climatização.
Uma garantia deixada nesta conferência de imprensa, que haveremos de detalhar na edição da 13h. Há também a garantia de que a linha SNS 24 terá capacidade para dar resposta a um previsível aumento da procura associado à subida acentuada das temperaturas.
Por causa do calor intenso e do risco para a faixa da população mais vulnerável, desde logo as pessoas mais velhas, os hospitais ativaram o nível um do plano de contingência.
E esta manhã aqui na rádio, o presidente dos administradores hospitalares, Xavier Barreto, explicou o que prevê.
Os hospitais, de facto, ativaram o nível um do plano de contingência. Basicamente, é um reforço dos quadros de pessoal, dos quadros dos serviços de urgência e virá um escalar de níveis subsequentes do plano de contingência à medida que isso for sendo necessário. É muito provável que seja necessário. Geralmente, reforça-se com as pessoas que já temos a fazerem mais horas.
E com tarefeiros?
Com certeza, sempre horas extraordinárias, com pessoal do serviço nos casos em que seja necessário. Existe também, eu diria, uma maior disponibilidade até dos próprios profissionais para responder a estas crises. Nós temos essa experiência, até em crises anteriores.
Sobre a necessidade dos hospitais terem enfermarias com ar-condicionado para responder ao problema das ondas de calor, Xavier Barreto, tal como há pouco o Miguel Andrade aqui fazia referência, alerta que nem todas as ULS estão preparadas.
Grande parte das unidades de internamento, grande parte das enfermarias estão climatizadas. Existem exceções, portanto, ainda existem enfermarias que não estão climatizadas e isso é um problema. Eu sei quais são, não acho que deve ser o ministério a dizer. Sei algumas, não tenho um mapeamento claro e preciso de todas. Eu acho que era importante que esse mapeamento existisse, mas que era importante que o ministério tivesse uma relação clara de quais são as unidades, as enfermarias que não têm ares-condicionados, que não estão climatizadas e que fizesse o investimento necessário.
Este é um diagnóstico, como também ouvimos há pouco aqui o Miguel Pina Andrade dar conta, rejeitado pelo diretor-executivo do SNS. Rejeita a ideia de que há enfermarias, espaços nos hospitais que não estão climatizados. Apesar deste reparo, o presidente dos administradores hospitalares, Xavier Barreto, diz que têm vindo a ser melhoradas as condições de hospitais e enfermarias. Apela, no entanto, ao governo para continuar o investimento nas instituições de saúde.
O ministro da Educação rejeita falhas nos exames e diz que a grande maioria dos relatos são falsos.
Questionado pelo grupo parlamentar do CHEGA, durante uma audição na Assembleia da República, Fernando Alexandre garantiu que, do ponto de vista logístico, não houve qualquer percalço no processo de distribuição e digitalização dos exames nacionais. Admite, ainda assim, anomalias pontuais que, segundo o governante, foram prontamente corrigidas e que não colocam em causa o rigor do sistema. O ministro assegura ainda que o calendário para a correção de exames vai ser cumprido e que nenhum aluno será prejudicado pelo novo modelo de correção digital. Sobre os relatos de que foram convocados professores de outras disciplinas, aposentados ou até falecidos para classificar as provas, Fernando Alexandre diz que as convocatórias são da responsabilidade Dos diretores das escolas e não do Ministério, o ministro rejeita, ainda assim, as acusações de desresponsabilização da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que acusou a tutela de estar a transferir a responsabilidade para os estabelecimentos de ensino. Segundo o governante, após averiguação, a esmagadora maioria das situações denunciadas acabou por não se confirmar.
A Seleção Nacional chega esta tarde ao Canadá. É lá que vai enfrentar a Croácia. Os imigrantes portugueses em Toronto prometem uma recepção calorosa à equipa.
Até porque hoje é feriado nacional no Canadá e, por isso, os imigrantes dizem que vão precisamente aproveitar o dia livre para receberem a Seleção Nacional. O enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, esteve em Little Portugal, o bairro mais português de Toronto, e por lá só se fala, Miguel, do mundial e de Portugal, pois claro.
A chegada da seleção portuguesa a Toronto é tema central em todos os que passam pela Little Portugal. Está prometida uma celebração.
É sempre festa. É sempre ótimo receber Portugal aqui em Toronto. É sempre muito bom.
O que é que espera do jogo?
Espero que ganhemos, como é óbvio, e que joguem um bocadinho melhor.
Rodrigo Borges trabalha num talho português. À porta, Vítor Carreira apresenta-se como fanático da seleção.
Os dias que eu perdi sempre a ver a seleção nos anos anteriores, dava para eu estar dois meses em Portugal, na praia. Perdia sempre os dias.
Ao lado, a beber um café, Daniel Ferreira já só pensa no jogo.
A quinta-feira vai ser boa, essa cidade vai ser revoltada se eles não ganham, mas oxalá que vá dar certo.
Está esperançoso para esse jogo.
Yes, eu estou esperançoso.
Em Little Portugal, fala-se da seleção a toda hora. A equipa portuguesa aterra na cidade, que tem uma das comunidades mais vibrantes. Há equipamentos da seleção e bandeiras em toda a parte. José, ao balcão de uma pastelaria portuguesa, veste uma camisola de Ronaldo e já pede um golo ao capitão.
Eu penso que a gente vai ganhar esse jogo e o Ronaldo vai marcar dois golos. Yeah, absolutely. How’s it going, brother? A gente é uma equipa muito forte. Um jogo grande aqui pro Canadá também.
São esperados milhares de adeptos junto às atividades da Seleção Nacional, tanto no hotel como no centro de treinos. Portugal vai chegar esta quarta-feira a Toronto. O jogo acontece às 19h de quinta-feira, no horário de Toronto. As atenções estão no jogo, mas em bom português, já só se pensa na festa.
Já sabes, isto é bovadeira de tremer. Se ganhar, já sabes como é que é. Não se perdoa.
Reportagem do enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, ao mundial. A Seleção Nacional das Flórida aterra no Canadá por volta das 18h, hora de Portugal continental, 13h em Toronto.
Vamos a outras notícias, também em destaque a esta hora.
Foi detida a médica suspeita de falsificar atestados a troco de dinheiro para viabilizar pedidos de reforma por invalidez. O caso foi revelado pela SIC. A médica de Benevento cobrava 1.000 € e, segundo a reportagem, dezenas de trabalhadores de uma empresa pública conseguiram reformar-se por esta via. Foi hoje detida pela Polícia Judiciária. O ministro da Defesa afirma que Portugal já atingiu 2,01% do Produto Interno Bruto em despesas militares. Foi o que disse durante uma audição no Parlamento, Nuno Melo. É este resultado que leva para a cimeira da NATO, que vai ter lugar nos próximos dias em Ancara, a capital da Turquia. De saída, na Venezuela, pelo menos 68 portugueses e lusocendentes morreram na sequência dos terremotos da semana passada. Há ainda 74 pessoas desaparecidas. São os dados mais recentes do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Números globais: morreram 1943 pessoas na Venezuela. Há mais de 10.500 feridos.
Este foi o Jornal do Meio-Dia com Miguel Videra. Regressa com uma síntese de notícias ao meio-dia e meia. Já de seguida, Sérgio Sousa Pinto e Miguel Pinheiro analisam a atualidade em mais uma edição do Real Politik.

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