CIÊNCIA

10h. Incêndio em Viseu com oito meios aéreos


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Porção 10:1. Jornal das 10 com Carla Jorge Carvalho. As autarquias continuam a preparar-se para esta onda de calor que vai afetar o país até a próxima semana. A proteção florestal é o que mais preocupa os municípios. Foi o que ouvimos da parte do presidente da Câmara Municipal de Braga, um dos convidados do Explicador desta manhã. João Rodrigues diz que o plano de combate aos incêndios foi reforçado, mas mesmo assim, os próximos dias vão ser muito desafiantes.
Eu acho até que está melhor preparado, e eu falo no caso de Braga, está melhor preparado, há um investimento muito maior, há uma coordenação muito maior. Agora, também me parece que o verão vai ser muito diferente daquilo que foi no ano passado. E isso é que me preocupa. Preocupa-me não por eu achar que está alguma coisa a falhar, mas porque temos que estar alerta, temos que estar claramente atentos àquilo que aí vem. Na certeza também, parece-me que este tipo de casos vão avolumar ao longo dos próximos anos.
João Rodrigues, o autarca de Braga, fala num trabalho que está a ser bem feito, mas alerta para a imprevisibilidade do momento. Em Leiria, o Conselho ainda lida com as consequências da passagem da tempestade Cristine. O autarca Gonçalo Lopes lembra que dada a dimensão dos estragos, há muito terreno que não está limpo e isso deve deixar todos em alerta.
O positivo neste momento, tem um reforço de vigilância. Todas as operações de desentendimento dos caminhos florestais está realizado, os principais caminhos. As equipas de limpeza acabam por estar em prontidão e, portanto, fazem também um trabalho de vigilância e um reforço extraordinário, tendo em conta a missão que temos. E há um trabalho muito preocupante ou de maior alerta nas zonas críticas, sobretudo nas áreas florestais que foram afetadas pela tempestade Cristine.
As preocupações deixadas pelo presidente da Câmara de Leiria. Ouvimos ainda no Explicador, o autarca do Entroncamento, Nelson Cunha, prevê que as noites quentes sejam um problema.
Há uma média de 43 graus durante estes próximos quatro dias. Portanto, temos noites muito quentes também, com mínimas que deverão rondar os 28 graus. Ou seja, são dias muito exigentes, não só pelas temperaturas, mas também porque as noites serão muito quentes. E o que acontece é que as estruturas têm pouco tempo para dissipar o calor e recuperar entre o dia e o outro, e aumenta assim o risco de desidratação, exaustão, golpes de calor, sobretudo entre as pessoas que são consideradas mais vulneráveis, mas também potencia o risco de incêndio no nosso território.
As preocupações do presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha, esteve no Explicador desta manhã, juntamente com Gonçalo Lopes da Câmara de Leiria e João Rodrigues, o presidente da Câmara de Braga. E Carla, há neste momento um incêndio a preocupar as autoridades. É no distrito de Viseu, em Vouzela. Estão no terreno cerca de 170 operacionais. Que estão apoiados por mais de 40 veículos e oito meios aéreos. À Rádio Observador, o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Viseu, Dão Lafões, avança que neste momento há duas frentes ativas. Não há, até o momento, casas em perigo. Os bombeiros estão no combate às chamas. Há ainda registo de um outro incêndio em Vila Nova de Famalicão, com 60 operacionais no terreno. A Rádio Observador sabe que os meios vão ser reforçados esta manhã ainda, com a presença de um meio aéreo. Quase todo o território nacional está a partir de hoje em risco máximo ou muito elevado de incêndio rural. As temperaturas vão rondar os 40 graus em várias regiões do país nos próximos dias. Seis distritos estão sob aviso vermelho: Lisboa, Setúbal, Santarém, Beja, Évora e Portalegre. Onze bombeiros do Fundão vão a julgamento pela suspeita da prática de crimes de violação e coação sexual a outro jovem bombeiro de 19 anos. A Polícia Judiciária deteve em novembro do ano passado 11 elementos dos Bombeiros Voluntários do Fundão. Em comunicado, a Judiciária indicava que a vítima teria sido sujeita a atos sexuais violentos, numa praxe que terá sido efetuada nos primeiros dois serviços deste bombeiro. O caso segue para julgamento, terminado que está o inquérito por parte do Ministério Público. É um caso que teve logo repercussões dentro da própria corporação, Carlos Pedro.
E a começar pela demissão do, na altura, comandante. José Sousa anunciou a saída através de comunicado apenas três dias após o caso vir a público e sem nunca ter estado realmente implicado no caso. Estávamos em novembro do último ano, quando a PJ detém 11 elementos dos Bombeiros Voluntários do Fundão. O Observador apurou que os crimes ocorreram a 6 de setembro, portanto, dois meses antes de vir a público. Ainda assim, o jovem, a vítima de 19 anos, só avançou com a queixa no final de novembro. Seis dos detidos foram indiciados pela prática de dois crimes de violação e um crime de coação sexual. A outros três arguidos foi apontado um crime de violação e outro de coação sexual. Os restantes dois arguidos respondem pela alegada prática de um crime de violação. O Correio da Manhã avança também que o principal suspeito da prática destes crimes já teria executado atos semelhantes com outro colega do quartel. Todos, sem exceção, ficaram proibidos de contactar os restantes arguidos e testemunhas, ficaram também impossibilitados de contactar a vítima. Foram estas as medidas de coação aplicadas pelo tribunal. Antes da saída do comando de operações, José Sousa suspendeu oito dos 11 arguidos por três meses. Ora, já se passaram sete. A Rádio Observador foi tentar perceber em que ponto está o caso, mas nem o atual comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, Pedro Caldinho, a advogada da vítima, Joana Bento, e o Juízo Central Criminal de Castelo Branco quiseram falar conosco. Certo é que o Ministério Público confirmou que o inquérito conheceu despacho final de acusação e que foi remetido para julgamento, precisamente no Juízo Central Criminal de Castelo Branco.
É um trabalho do jornalista do Observador, Carlos Pedro. Ouvido pela Rádio Observador e perante este caso em concreto, o presidente da Liga dos Bombeiros recusa a necessidade de mudanças gerais nos quartéis de bombeiros. Porque António Nunes reforça que este caso é uma exceção e não a regra.
Não tenho conhecimento de que haja praxes violentas. Não há história sobre isso. Foi um caso isolado, num momento muito específico, que agora o Ministério Público nos vai dizer o que efetivamente se passou
Porque até agora também não pudemos saber. Porque a partir do momento em que houve uma queixa-crime, imediatamente foram suspensas quaisquer diligências de tentar saber ao pormenor o que se passou. Portanto, nós não sabemos neste momento a realidade. O que sabemos é que houve comportamentos inadequados num quartel.
A entrevista completa ao presidente da Liga dos Bombeiros vai passar na edição de hoje de onde para o caso, que esteve a cargo do jornalista Carlos Pedro. Programa que vai para o ar logo a seguir ao jornal das 17h, na tarde política. É o maior ataque a Kiev desde o início da guerra. A Rússia lançou esta madrugada um grande ataque em vários pontos da Ucrânia. Há registo de pelo menos 13 mortos e mais de 80 feridos. O ataque surge horas depois de Volodymyr Zelensky ter avisado que a Rússia estava a preparar um grande ataque. Há relatos de danos graves em dezenas de edifícios da capital ucraniana, incluindo instalações médicas. O presidente da Câmara de Kiev classifica estes ataques como os mais graves na capital desde o início da guerra e, por isso, decretou para amanhã um dia de luto. Carla, a Seleção Nacional jogou hoje frente à seleção da Croácia e em Toronto, no Canadá, vive uma das maiores comunidades portuguesas de todo o mundo. E, por isso, está a preparar-se para apoiar com toda a força a Seleção. Muito daquilo que está a ser feito, está a ser noticiado nos meios de comunicação social que emitem em português no Canadá e há muitas rádios, televisões, jornais. O enviado especial d’O Observador, Miguel Cordeiro, visitou a FPTV. É um canal de televisão que tem sede na Little Portugal.
Aqui estamos nos headquarters da FPTV, Festival Português de Televisão.
Bon Falcone é italiano, casou com uma portuguesa, mas é ele que passa o dia nos corredores da televisão, que transmite 100% em português para todo o Canadá.
A magia acontece aqui com a nossa programação, que nós criamos todos os dias. Temos uma hora de notícias, das 19h às 20h, de segunda a sexta-feira. Temos vários programas e somos uma equipa muito dedicada.
A FPTV nasceu em 2001 e os estúdios estão situados na Little Portugal, o bairro português de Toronto. Emitem durante todo o dia.
Sempre, 24 horas em português.
Teresa Oliveira é quem gere o canal e reconhece que nem sempre é fácil manter a atividade.
Nós vamos ser positivos, embora sejam as pessoas de uma geração mais idosa que veem a FPTV. Os jovens não estão muito ligados à FPTV. Aliás, eu acho que os jovens não estão muito ligados, hoje em dia, à televisão.
Este canal é um serviço pago. Custa $7 canadianos por mês, são menos de €4,5. A FPTV também organiza eventos solidários e principalmente festas para a comunidade.
Os portugueses aqui gostam de festas, arranjam sempre maneira.
Aqui e em todo lado.
Arranjam sempre maneira de todos os fins de semana há festinhas em todo lado. E a FPTV, como o Bon disse, somos uma equipa pequena, não conseguimos estar em todo lado, mas vamos cobrir sempre tudo o que nós possamos.
Com a seleção à porta de casa, Bon e Teresa esperam um bom jogo e prometem carinho da comunidade.
Se Portugal ganha aqui, tu vais ver, vais sentir e nunca vais esquecer a energia que tu sentiste aqui em Toronto.
Tu vais ver pessoas a celebrarem aqui que talvez lá é diferente. O imigrante tem sempre aquela saudade.
Sentem mais a seleção?
Eu penso que sim.
E agora vão poder vê-la daqui a pouco, algumas horas. O Portugal-Croácia joga-se à meia-noite, hora de Lisboa. Vai ter relato e comentários aqui na Rádio Observador. 10h11, Carla, que outras notícias marcam a atualidade? O Tribunal de Justiça da União Europeia confirmou a multa recorde imposta à Google pela Comissão Europeia, no valor de mais de €4000 milhões. A decisão rejeita assim o recurso apresentado pela tecnológica. Este montante é a multa mais alta aplicada até agora por Bruxelas, num caso de violação das regras da concorrência. Portugal e Espanha inauguram hoje entre o Minho e a Galiza uma nova interligação elétrica, que vai custar €70 milhões a Portugal. É destinada ao reforço das trocas de eletricidade. Vai também permitir integrar mais energias renováveis, em linha com os objetivos do mercado ibérico de eletricidade e também com as metas portuguesas.

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