CIÊNCIA

12h. Onda de calor. Governo declara situação de alerta


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Observador, é meio-dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia com a edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, o governo declara situação de alerta devido às altas temperaturas que se fazem sentir em todo o país. E por isso foram já emitidos despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em várias atividades agrícolas. Anúncio feito pelo ministro da Administração Interna em uma conferência de imprensa em Leiria. Luís Neves volta a fazer um apelo à prevenção, fala num possível barril de pólvora.
Não vai haver espaço para as nossas florestas, para as nossas matas arrefecerem. Por isso, disse ontem que poderíamos estar aqui a falar de um barril de pólvora. E é isso que nós não queremos que possa vir a suceder.
O ministro admite ainda pedir ajuda europeia, se assim se justificar.
Portugal está sempre na primeira fila para poder ajudar e, naturalmente, somos humildes, se necessário for, para grandes catástrofes de exceção, extraordinárias de exceção, irmos ao mecanismo europeu e solicitar esse apoio.
E esta é já uma situação de exceção. O governo decidiu declarar a situação de alerta, avisos aqui do ministro da Administração Interna, Luís Neves, devido à vaga de calor que assola o país. E os municípios vão se preparando para os efeitos desta onda de calor que vai afetar o país nos próximos dias. A principal preocupação, Vasco, é a proteção das florestas. Em Leiria, por exemplo, o conselho ainda lida com as consequências da passagem da tempestade Cristine. O autarca Gonçalo Lopes lembra que, dada a dimensão dos estragos, há muito terreno que não está limpo e isso deve deixar todos em alerta.
O positivo neste momento tem um reforço de vigilância. Todas as operações de desentendimento dos caminhos florestais está realizado, os principais caminhos. As equipas de limpeza acabam por estar em prontidão e, portanto, fazem também um trabalho de vigilância e um reforço extraordinário, tendo em conta a missão que temos. E há um trabalho muito preocupante ou de maior alerta nas zonas críticas, sobretudo nas áreas florestais que foram afetadas pela tempestade Cristine.
Gonçalo Lopes, no Explicador da Rádio Observador esta manhã. Uma preocupação também partilhada pelo autarca de Braga. João Rodrigues diz que o plano de combate aos incêndios foi reforçado, mas mesmo assim os próximos dias vão trazer vários desafios.
Eu acho até que está melhor preparado, e eu falo no caso de Braga, está melhor preparado, há um investimento muito maior, há uma coordenação muito maior. Agora, também me parece que o verão vai ser muito diferente daquilo que foi no ano passado. E isso é que me preocupa. Preocupa-me não por eu achar que está alguma coisa a falhar, mas porque temos que estar alerta, temos que estar claramente atentos àquilo que aí vem. Na certeza também, parece-me que este tipo de casos vão avolumar ao longo dos próximos anos.
João Rodrigues, que fala num trabalho que está a ser bem feito, mas alerta para um contexto de imprevisibilidade. Já o presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha, está também preocupado com as noites quentes que se avizinham.
Uma média de 43 graus durante estes próximos quatro dias. Portanto, temos noites muito quentes também, com mínimas que deverão rondar os 28 graus. Ou seja, são dias muito exigentes, não só pelas temperaturas, mas também porque as noites serão muito quentes. E o que acontece é que as estruturas têm pouco tempo para dissipar o calor e recuperar entre o dia e o outro, e que aumenta assim o risco de desidratação, exaustão, golpes de calor, sobretudo entre as pessoas que são consideradas mais vulneráveis, mas também potencia o risco de incêndio no nosso território.
Os autarcas Nelson Cunha, do Entroncamento, também João Rodrigues, de Braga, e Gonçalo Lopes, de Leiria, estiveram esta manhã no Explicador da Rádio Observador. Quase todo o território nacional está a partir de hoje em risco máximo ou muito elevado de incêndio rural, por causa desta onda de calor que atravessa Portugal continental. Durante os próximos dias, as temperaturas vão rondar os 40 graus em várias regiões do país. Há seis distritos de Portugal continental sob aviso vermelho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. São eles Lisboa, Setúbal, Santarém e ainda Beja, Évora e Portalegre. E, Vasco, nesta altura há mais de 800 bombeiros, apoiados por 14 meios aéreos, a combater 23 incêndios de norte a sul do país. Estão também mobilizados cerca de 230 meios terrestres em todo o território continental. O incêndio de Vouzela, em Viseu, é o que mais preocupa as autoridades. São mais de 250 operacionais apoiados por quase 70 viaturas e quase uma dezena de meios aéreos. Destaque também para um fogo em Alfândega da Fé, em Bragança, já em fase de resolução, mas ainda com 175 operacionais, perto de 60 viaturas e uma aeronave no terreno. Já em Vila Nova de Famalicão, voltou a ganhar intensidade um incêndio que tinha entrado em fase de resolução esta madrugada. Está também um meio aéreo a ajudar no combate às chamas. Meio-dia e cinco. Na guerra na Ucrânia, subiu para 18 o número de mortos no maior ataque a Kiev desde o início da guerra. Balanço feito na última hora pela BBC. A Rússia lançou esta madrugada um grande ataque aéreo em vários pontos da Ucrânia. Há registro também de cerca de 90 feridos. Ataque que surge horas depois de Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, ter avisado que o Kremlin estava a preparar um grande ataque no país. Há relatos de danos graves em dezenas de edifícios na capital ucraniana, incluindo em instalações médicas. Vamos ao Mundial de Futebol. Contagem crescente para o Portugal-Croácia, que se joga à meia-noite, partida que acontece em Toronto, cidade canadiana que conta com uma das maiores comunidades portuguesas em todo o mundo. E por isso muito do que vai ser feito em termos de apoio à seleção tem sido notícia nos meios de comunicação social que emitem em português no Canadá. Há jornais, rádios e televisões que trabalham na língua portuguesa. O jornalista Miguel Cordeiro foi visitar a FPTV, um canal de televisão com sede em Little Portugal.
Aqui estamos nos headquarters da FPTV, Festival Português de Televisão.
Borno Falcone é italiano Casou com uma portuguesa, mas é ele que passa o dia nos corredores da televisão, que transmite 100% em português para todo o Canadá.
A magia acontece aqui com a nossa programação, que nós criamos todos os dias. Temos uma hora de notícias, das 07:00 às 08:00, de segunda a sexta-feira. Temos vários programas e somos uma equipe muito dedicada.
A FPTV nasceu em 2001 e os estúdios estão situados na Little Portugal, o bairro português de Toronto. Emitem durante todo o dia.
24 horas em português.
Teresa Oliveira é quem gere o canal e reconhece que nem sempre é fácil manter a atividade.
Nós vamos ser positivos, embora sejam as pessoas de uma geração mais idosa que veem a FPTV. Os jovens não estão muito ligados à FPTV. Aliás, eu acho que os jovens não estão muito ligados, hoje em dia, à televisão.
Este canal é um serviço pago. Custa $7 canadianos por mês, são menos de €4,5. A FPTV também organiza eventos solidários e, principalmente, festas para a comunidade.
Os portugueses aqui gostam de festas. Arranjam sempre maneira.
Aqui e em todo lado.
Arranjam sempre maneira de todos os fins de semana há festinhas em todo lado. E a FPTV, como o Bon disse, somos uma equipa pequena, não conseguimos estar em todo lado, mas vamos cobrir sempre tudo o que nós possamos.
Com a seleção à porta de casa, Bon e Teresa esperam um bom jogo e prometem carinho da comunidade.
Se Portugal ganha aqui, tu vais ver, vais sentir e nunca vais esquecer a energia que tu sentiste aqui em Toronto.
Tu vais ver pessoas a celebrar aqui que talvez lá é diferente. O imigrante tem sempre aquela saudade.
Sentem mais a seleção?
Eu penso que sim.
Reportagem do Miguel Cordeiro, enviado especial da Rádio Observador ao Mundial de Futebol aqui em Toronto, no Canadá.
Portugal-Croácia hoje à meia-noite, hora de Lisboa, para acompanhar também aqui em direto na Rádio Observador. 12:08, Vasco, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
Portugal teve a maior subida da União Europeia nos preços das casas no primeiro trimestre do ano. Os dados são do Eurostat, dão conta de um aumento de quase 18% face ao mesmo período do ano passado. Já na variação em cadeia, Portugal desce apenas para o segundo lugar, com uma subida de perto de 4% na zona do euro. Em comparação com o mesmo trimestre de 2025, o indicador subiu 4,7%. É oficial, o português Matheus Fernandes é jogador do Tottenham, de Inglaterra. O médio de 21 anos é a contratação mais cara da história dos Spurs. Custa quase €100 milhões, na verdade, €98 milhões ao clube do Norte de Londres. É também o terceiro português mais caro da história do futebol. Matheus Fernandes assina contrato até 2032. O Sporting Clube formador vai encaixar quase €3,5 milhões. Antes de fecharmos, João Miguel, e porque também temos que falar de notícias boas, quero fazer-te uma pergunta: quando é que foi a última vez que foste ao circo?
Ao circo? Sei lá, por aí em 1996. E nessa altura ainda havia animais.
Havia. Sabes que eu sou uma pessoa muito antiga. Por quê?
É como falar com a história. Agora os animais já não são permitidos, como saberás, nos circos. Há outras dinâmicas. Hoje é um dia importante.
Importante? Como assim?
A elefanta Julie, última elefanta de circo em Portugal. Estou a dizer elefanta, não sei se te estou a confundir. Uma elefanta.
Sim. Elefante fêmea.
A última elefante fêmea de circo em Portugal já chegou ao Pangeia Elephant Sanctuary, que fica no Alentejo. É a primeira residente, ou seja, está no santuário sozinha. Fez parte do Circo Victor Hugo Cardinelli em 1988, por isso ainda podes ter apanhado.
Talvez tenha visto a Julie.
Chegou a Portugal ainda jovem, vinha do sul de África. Esta elefante foi retirada do circo em 2024, há dois anos, um ano em que entrou plenamente em vigor essa legislação que proíbe a utilização de animais selvagens em espetáculos de circo. Agora, nesta nova residência, diz este santuário no Alentejo que a elefante Julie está a ganhar coragem a cada hora que passa. A organização considera que o momento representa uma nova etapa para este animal e também para outros elefantes na Europa que possam vir a necessitar de acolhimento em santuário. Fica no Alentejo.
No Alentejo, longa vida para Julie.

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