Lula chama Flávio Bolsonaro de "traidor da pátria"
▲Para Lula, essa sugestão de Flávio é injustificável e voltou a chamar o senador de traidor da pátria
Andre Borges/EPA
O senador bolsonarista comunicou a sua posição na quarta-feira ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após o órgão concluir uma investigação que poderá resultar na imposição de tarifas adicionais de 25% a produtos brasileiros.
No documento de 86 páginas, Flávio Bolsonaro e principal adversário de Lula nas eleições gerais de outubro escreveu que “as tarifas propostas recompensariam o atual Governo brasileiro” e defendeu a suspensão do tema para daqui 180 dias.Para Lula, essa sugestão de Flávio é injustificável e voltou a chamar o senador de traidor da pátria.“Pedir que o tarifaço (aumento de tarifa) contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois”, escreveu“O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros”, realçou Lula.
O chefe do Executivo brasileiro também criticou a posição do adversário bolsonarista, que no documento enviado a USTR escreveu que o Brasil deve buscar formas de “se libertar das amarras do Mercosul” para negociar diretamente com os EUA.Para Lula, “defender o fim do Mercosul, o bloco económico mais importante da América Latina e que acaba de firmar um acordo histórico com a União Europeia”, representa outro ataque aos interesses do povo brasileiro.Na noite de quarta-feira, data limite estabelecida pela USTR para o público interessado opinar por escrito, antes da audiência pública agendada para segunda-feira, o Governo brasileiro contestou as conclusões da investigação do órgão norte-americano.As autoridades brasileiras pedem a Washington que desista das medidas unilaterais e sustentam que o USTR não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou imponham prejuízos ao comércio norte-americano, a exemplo do uso do Pix.










