Mónaco. Autoridades procuram ucraniana pelo ataque com bomba
▲Eric Arela, responsável pela segurança pública no Mónaco, exibiu imagens da suspeita ucraniana em conferência de imprensa
AFP via Getty Images
Uma mulher ucraniana chamada Anastasia Berezovska é a principal suspeita do ataque com uma bomba no Mónaco, ocorrido na segunda-feira e que provocou três feridos. As autoridades emitiram já um mandado de captura para a suspeita, de 39 anos, apesar de acreditarem que não terá atuado sozinha.
Numa conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, o procurador-geral adjunto monegasco, Morgan Raymond, indicou que os investigadores levaram somente “48 horas” a conseguir a identificação e adiantou que as autoridades já estão no terreno, na sequência da emissão de um mandado de detenção e de um alerta vermelho junto da Interpol já desde a noite de quinta-feira.“Não terá agido sozinha. (…) Outras duas pessoas do sexo masculino foram detidas nos últimos dias, mas nada permite comprovar a sua cumplicidade. A detenção destas pessoas foi levantada”, adiantou Morgan Raymond, citado pelo jornal Le Figaro, acrescentando que a suspeita terá “retirado um pacote escondido numa mala” e que o engenho explosivo acabou por ser acionado à distância com um controlo remoto.Oligarca ucraniano ferido em explosão num prédio residencial no Mónaco. Autoridades procuram autor do ataque
De acordo com as imagens de videovigilância no local, a suspeita ter-se-á disfarçado de homem, com o uso de um gorro preto e roupa larga. Uma “análise mais aprofundada das gravações” constatou que esta figura fez várias passagens pelo local e com a mesma mala, alguns dias antes da explosão, e essa identificação possibilitou encontrar uma ligação a um veículo “matriculado na Alemanha” que tinha sido alugado e avistado no principado.Foi entretanto reconstituído o percurso por Itália e outros países europeus, até ao regresso à Alemanha, segundo o procurador Morgan Raymond.O ataque com bomba ocorrido na segunda-feira provocou três feridos e visou um oligarca de origem ucraniana, de acordo com as primeiras informações adiantadas anteriormente pelo procurador-geral Stéphane Thibault.
La suspecte numéro une, de nationalité ukrainienne, «n’a pas agi seule», assure le procureur adjoint de la principauté. → pic.twitter.com/k732TD0Kng
— Le Figaro (@Le_Figaro) July 3, 2026Eric Arela, responsável pela segurança pública do Mónaco, exibiu imagens de Anastasia Berezovska na conferência de imprensa desta manhã, mas garantiu ainda assim que as investigações estão “longe de estar concluídas”. Enaltecendo o “resultado de um trabalho excecional das forças de segurança do Mónaco” e a mobilização de 200 pessoas, Eric Arela vincou que a análise das imagens de videovigilância foi “determinante na investigação”, que decorreu em conjunto com a Interpol e a Europol.
O oligarca de 58 anos Vadim Ermolaev ficou gravemente ferido, assim como a sua mulher. Houve ainda um terceiro ferido, um jovem de 13 anos (que os jornais franceses, como o Le Figaro, dizem ser o filho do casal), com lesões menos graves, escreve o britânico Telegraph. Os três foram levados para um hospital em Nice e os adultos — que inicialmente corriam risco de vida — viram entretanto a sua condição estabilizar.O príncipe Alberto II do Mónaco classificou de imediato o ataque como um “crime hediondo” e “um choque para toda a comunidade”. “Confiamos nas autoridades para esclarecer rapidamente as circunstâncias desta tragédia, identificar os responsáveis e dar todas as respostas. Mais do que nunca, o Principado de Mónaco permanecerá unido. A segurança da nossa comunidade sempre foi uma prioridade; continuará a ser assim, mais do que nunca, independentemente das ameaças”, lê-se num comunicado divulgado pouco depois do ataque pelo palácio real do Mónaco.










