Trump acusa NATO de falta de apoio durante guerra com o Irão
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa agora mais uma “Guerra Traduzida: Especial Irão”. Passamos em revista os destaques da imprensa do Médio Oriente e também dos Estados Unidos. A edição de hoje é com o jornalista Miguel Pina Andrade. Miguel, começamos com o funeral do antigo líder supremo do Irão. O corpo de Ali Khamenei já chegou à Grande Mesquita Mosala, em Teerão.
E centenas de pessoas prestam homenagem ao homem que liderou o país durante mais de 36 anos, antes do funeral marcado para hoje. De acordo com a Al Jazeera, que cita as autoridades iranianas, estima-se a presença de até 20 milhões de pessoas. As cerimônias fúnebres terminam no santuário do Imã Reza, em Mashad, a cidade natal de Khamenei. O antigo líder supremo morreu na sequência de ataques norte-americanos e israelitas contra o Irão, no início da guerra, a 28 de fevereiro.
E foi precisamente nesta homenagem que o chefe da Guarda Revolucionária do Irão apareceu em público pela primeira vez desde o início da guerra.
Ahmad Vahidi foi visto a prestar homenagem a Ali Khamenei, a rezar junto ao caixão, onde estão depositados os restos mortais do antigo líder supremo iraniano. É o que mostram, pelo menos, as imagens divulgadas pela agência de notícias iraniana Fars.
E falamos agora das negociações de paz entre norte-americanos, israelitas e também iranianos. O presidente do Parlamento do Irão promete resposta caso os Estados Unidos e Israel não cumpram com os compromissos do memorando de entendimento.
Mohammad Bagher Ghalibaf exige a plena implementação dos acordos e que qualquer incumprimento do acordo vai ter resposta com ações proporcionais. São declarações do responsável pelas negociações à Agência Nacional ISNA, citado pela estação árabe Al Jazeera. O presidente do Parlamento do Irão deixou ainda críticas às capacidades militares norte-americanas e israelitas. Enaltece a resiliência do Irão. Ghalibaf fala numa ação falhada contra o regime iraniano e afirma que, em última análise, foram os Estados Unidos e Israel que pediram um cessar-fogo.
Já Donald Trump diz que o Irão aceitou praticamente tudo que Washington exigiu e salienta que as negociações continuam.
São declarações do presidente norte-americano numa entrevista à CNBC. A perspectiva de que as negociações continuam foi bastante vincada. Isso na sequência do acordo preliminar a que as duas partes chegaram no passado dia 18 de junho, com o objetivo de alcançar progressos nas negociações. Donald Trump afirma que o conflito com o Irão não é uma guerra propriamente dita, é isto que diz o presidente dos Estados Unidos, mas sim uma questão de desarmar nuclearmente a República Islâmica. Trump insiste que não se pode permitir que o Irão tenha uma arma nuclear e congratula-se de ter desmantelado o exército iraniano.
O presidente dos Estados Unidos, que refere que todos os líderes do Irão estão mortos, esclarece que não procura uma mudança de regime, mas sim quer evitar que Teerão não possa ter armas nucleares.
Precisamente, Donald Trump indica que Washington tem uma boa relação com os dirigentes no poder da República Islâmica, acredita que são muito mais racionais. E por fim, nesta entrevista, questionado sobre a possibilidade de um bloqueio total dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, o presidente norte-americano salienta que o bloqueio imposto aos portos iranianos não era um bloqueio, mas sim uma parede de aço, graças à qual nem um único navio conseguiu chegar ao Irão. São esses os destaques desta entrevista do presidente norte-americano à estação norte-americana.
Donald Trump, que voltou também a criticar os aliados da NATO por causa dos gastos com a defesa.
Acusa a aliança transatlântica de não ter contribuído de forma suficiente para a defesa comum e de não terem apoiado o esforço militar norte-americano durante a guerra com o Irão. Numa publicação na Truth Social, Donald Trump destaca a diferença entre os gastos dos Estados Unidos e dos países europeus com a defesa, como o Reino Unido e a França, através da imagem de um gráfico, e escreve, passo a citar: “É ridículo que os Estados Unidos continuem a seguir este caminho unilateral, quando a relação não é recíproca”. É o que escreve Donald Trump num post na rede social Truth.
E as Forças de Defesa de Israel anunciaram a morte de um comandante do Hamas envolvido no ataque do dia 7 de outubro de 2023.
Um ataque contra Israel que visou bases militares, uma comunidade agrícola israelita e um festival de música. O movimento islamista palestiniano matou cerca de 1200 pessoas e fez mais de 250 reféns. As Forças de Defesa de Israel e a Agência de Segurança Shin Bet anunciam a morte de Muhammad Naim Jandia, na sequência de um ataque aéreo em Gaza, numa nota conjunta divulgada pelos media israelitas. O exército e a Agência de Segurança revelam que Muhammad Jandia foi um dos membros do Hamas presentes no ataque ao kibbutz, Nahal Oz. Descreve também este comunicado o comandante do Hamas como um dos operacionais mascarados de destaque que participaram nas cerimônias de libertação de reféns, realizadas no âmbito de acordos de libertação destes mesmos reféns. O Hamas ainda não se pronunciou sobre a morte deste comandante.
Ponto final neste episódio da “Guerra Traduzida”, para acompanhar a situação de guerra no Irão e também o cessar-fogo e os acordos que estão a acontecer. Hoje com o Miguel Pina Andrade, voltamos pra semana com mais destaques da imprensa internacional, nomeadamente dos Estados Unidos e também de Israel.









